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"Eu não tenho medo da morte, apenas dos homícidios!" Caul, Harry. (01 h 19 m de filme). CONTÉM SPOILERS, mas nada muito relevante. Um filme maçante e cansativo, mas tudo isso por uma boa causa. É bom lembrar que nada em "A Conversação" é de graça e acontece por acontecer. A melancolia solitária do personagem até seus ataques de fúria por motivos aparentemente fúteis são apenas tijolos na construção de uma grande obra (olha que simbolismo, obra do cinema e tijolo em uma obra de construção muahaha) que o cinema testemunhou, porque eu particularmente ainda não vi nada igual. A cena em que o personagem principal (Harry) está na cama com uma mulher e não consegue se abrir, cheio de mistérios. "Você às vezes vem aqui e fica me espionando, durante quase uma hora. Abre a porta de uma maneira brusca, como se esperasse me encontrar fazendo algo..". Depois em outra cena, com outra mulher, que ambos conversam Coppola faz exatamente três vezes um jogo de câmera onde sai de trás de Harry (protagonista) e foca seu rosto; apenas demonstrando como ele se sente em abrir-se, e em como é difícil e que isso está quase, veja bem, QUASE acontecendo. Logo após, ambos transam e ele mal consegue sentir alguma coisa além de pensamentos perdidos. Tudo isso fazendo com que o protagonista se sinta fora de si pelo o que está acontecendo, inconformado. A última cena (apartamento destruído, saxofone e jazz) é tão poética que chega a ser marcante (para quem entendeu o filme), porque depois de tudo isso que o personagem passou, sente-se "destruído", como uma desconstrução de si mesmo (aí uma simbolismo para a destruição do apartamento). Por que eu disse no parágrafo anterior "para quem entendeu o filme"? Porque minha nota para o filme não seria nada mais do que 2 estrelas, mas admito que depois de rever algumas cenas e sacar tudo, entendi o brilhantismo de Coppola, o papel de Gene Hackman e sua instigante Conversação.