Gabriel E.
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Vingadores: Era de Ultron
Vingadores: Era de Ultron
4,0
Enviada em 24 de abril de 2015
Os estúdios Marvel são para muitos hoje o maior sinônimo de sucesso nos cinemas. Com números incríveis e fãs por toda parte, a produtora reviveu os filmes de heróis e colocou-os na crista da onda. Os Vingadores, filme de 2012, foi o ápice da “primeira fase” da produtora. Já amadurecidos passaram a arriscar mais, como fizeram em Guardiões da Galáxia, e parece que tudo da certo. Vingadores A Era de Ultron chega então com a missão de não deixar a bola cair, manter o mesmo nível do primeiro filme e agregar até mais fãs.

O filme é uma consequência direta do que vimos em Capitão América o Soldado Invernal. Os “restos” da S.H.I.E.L.D. lutando contra a Hydra, mas aqui somos presenciados desde o inicio com cenas lindas, que mostram o entrosamento, a sincronia e a intimidade do grupo, que notadamente evoluiu desde o primeiro filme. Os Vingadores são quase venerados pelo mundo inteiro e de certa forma há um esgotamento. Eles querem não ser mais necessários.

A partir de então Tony Stark busca uma forma de proteger o mundo, para então puder descansar. Eis que surgi Ultron, um robô que tem como única missão trazer paz ao nosso mundo. O conflito se inicia quando a única solução encontrada por ele é aniquilar a vida humana. Algo clichê, assim como muita coisa do roteiro, que segue a mesma fórmula do primeiro filme.

A tentativa de manter essa fórmula se percebe ainda em outros aspectos: a ameça da destruição humana, o momento em que os Vingadores se veêm derrotados e resolvem arriscar suas vidas, o discurso de “vamos permanecer unidos apesar de tudo”. Os únicos elementos que o filme acrescenta, e faz com grande estilo, são os questionamentos a cerca da verdadeira necessidade de vigilantes, e um envolvimento maior de alguns personagens secundários.

Quanto ao primeiro ponto, esse sim é o maior forte do filme. De início, os personagens são apresentados como verdadeiros salvadores da pátria, como se sem eles nada existisse. Eis que surge então Ultron, como uma dúvida para a cabeça de quem tinha essa certeza. De que vale o heroísmo se eu mato, destruo, e exponho as falhas morais de um povo? Essa é a pergunta que o vilão deixa no ar, e que serve de reflexão para os Vingadores.

Quanto ao segundo ponto, esse serve para atrair os fãs. Quem diria que o Gavião tinha uma família? Esse é só mais um dos segredos que de fato não sabemos, e nem percebemos isso. O romance entre Natasha e Banner também nos conquista, seja pelo carisma que os dois atores tem de sobra, seja pelo jeito que acontece (entre piadas e piadas..), seja pela releitura de um romance universal de bela e fera.

Vingadores 2 é uma continuação crescida do primeiro filme. Um sucesso incondicional da sétima arte. Apesar de não ousar, e continuar com o mesmo esquema do primeiro, mostra a marca da Marvel, com brincadeirinhas e carisma que todos os seus filmes vem demonstrando.