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Êxodo: Deuses e Reis
Êxodo: Deuses e Reis
4,0
Enviada em 26 de dezembro de 2014
Bem, finalmente assisti ao filme Êxodo: deuses e reis, de Ridley Scott, com roteiro de Adam Cooper, Bill Colage e Steven Zaillian. Pra começar, o filme não dá tédio. Pois estamos falando de Ridley Scott que é um belo diretor e o filme acompanha tal direção. O filme é épico, bem acabado, com fotografia/efeitos especiais de alto nível. Mas infelizmente aos religiosos [um tanto fervorosos] o filme não é "cristão", ele mescla um tanto ciência e religião/mito. O filme é interessante ao que o diretor propõe: recontar a história de Moisés a partir de novas possibilidades. A história do Egito com as paisagens e alguns costumes são quase perfeitos.Nisso ele faz com maestria, porque afinal ninguém nunca saberá o que fato aconteceu à 1.300 a.C (mais de 4 mil anos nos dias atuais). Mas sabe-se que o "mito" de fato existe, e foi a partir de alguma realidade. Fé para alguns e ciência para outros (ou a mistura de ambos) explica o que de fato ocorreu naquele período "fatídico". Isso faz o filme ser excelente? Não, o filme é bom/muito bom mas tem erros um pouco exagerados ou desnecessários. Fazendo um pouco de "spoiler", spoiler: God "é visto" como um menino com aspectos de Yaveh, um pouco bizarro pra mim.
O "profeta Moisés" respeitado em todas as religiões, é reduzido a um "ex-principe do Egito de origem hebraica" que por saber que era de uma "raça inferior" viu-se acabar praticamente o rumo de sua vida. O - eterno Batman - Christian Bale fez o que pode, mas o "roteiro" não consegue exaltar Moisés. Igual a Noé, Moisés é humanizado, mas é muito inseguro, talvez seja pela "inércia" teórica/teológica sobre a idéia de Deus na atualidade. Se ele apareceu antes, porquê hoje ele sumiu? Moisés nem passa perto de um líder que seguiu seu povo perante à uma "abertura do Mar Vermelho", [a passagem do Mar Vermelho é polêmica, aviso desde já] ficando como um "líder militar" de ações meramente e/ou militares. No mais, Joel Edgerton como Ramsés consegue representar uma "frieza" de forma considerável. Mas o filme não consegue ter protagonistas. Tampouco Moisés como Ramsés. Josué e até "God" (ou seu mensageiro/anjo) não conseguem ter atenção especial. Os efeitos especiais apenas "visam" explicar fenômenos naturais e deixando de lado, os "possíveis" sobrenaturais (ficando em duvida em algumas pragas e obviamente ao "Moisés falar com Deus")
Talvez meu 53% lado cristão dê o veredicto da nota e da opinião..
Mas o filme é muito bom, desde que você não espere um filme meramente "cristão". Vale a pena.
Talvez por eu ter assistido o épico e [parece que eterno e mais perfeito] "Dez Mandamentos" de Cecil B. DeMille (1957) e o "épico" Charlton Heston como Moisés sempre fique lembrado na minha cabeça, a nota é boa, mas não entra no rol dos melhores dos melhores