Bruno C.
Filmes
Séries
Programas
Voltar
Jogos Vorazes: A Esperança - Parte 1
Jogos Vorazes: A Esperança - Parte 1
4,0
Enviada em 22 de novembro de 2014
Finalmente o dia chegou e o Foca na Pipoca já foi conferir na tela do cinema a estreia de Jogos Vorazes: A Esperança – Parte 1. Já logo adianto pra vocês que o longa fez sim o dever de casa.

Bom, quando Jogos Vorazes estreou no ano de 2012, lembro-me muito bem de que a película não fazia todo esse alvoroço que existe hoje. A história de Suzanne Collins estava à sombra do último capítulo da saga Crepúsculo que na época estampava a capa de todas as revistas, jornais, noticiários etc. Pois bem, com o fim da história dos vampirinhos, os jovens e adolescentes ficariam órfãos de um romance “melacueca” para poder assistir sexta-feira à noite com seus amigos no cinema. Daí fui eu conferir Jogos Vorazes com uma mente cheia de preconceitos. Todavia o longa de Gary Ross conseguiu ir muito além de ideias pré-determinadas, ele partiu de uma sinopse aparentemente água com açúcar para algo muito mais elaborado, digo até politizado (ponto pra Collins!).

Não vou negar que Jogos Vorazes me ganhou, aqui é uma fala de um verdadeiro fã da franquia que estava contando os dias para a estreia, mas que também sabe reconhecer pontos altos e baixos como diversas outras vezes já expus nesta página.

Agora entrando no mundo de Jogos Vorazes: A Esperança – Parte 1 preciso dizer que talvez tenha sido a que menos gostei, porém isso não tira o mérito de uma película tão concisa e muito bem trabalhada como foi este terceiro longa.

Para começo de conversa o filme já teve polêmica desde o início com a morte de Philip Seymour Hoffman, que nos deixou bem no meio das gravações do longa. Hoffman interpretava o personagem Plutarch Heavensbee, um dos que mais aparecia de fato. Portanto após sua morte, seria inevitável o burburinho sobre como o estúdio iria fazer para levar a coisa adiante. E não é que levou? Os produtores que inicialmente chegaram a cogitar a possibilidade de recriar o ator digitalmente, por fim admitiram que apenas iriam se utilizar da arte de edição para que o filme fosse levado até o fim juntamente com o astro. E funcionou perfeitamente, tanto que nem parece que tal fato ocorreu na vida real (primeiro parabéns!).

Jogos Vorazes: A Esperança – Parte 1 segue de onde seu antecessor parou, no qual após ser resgatada no final do Massacre Quaternário, Katniss Everdeen (Jennifer Lawrence) se encontra totalmente transtornada sem saber do paradeiro de seu amado Peeta Mellark (Josh Hutcherson). Tudo começa a se formar quando a heroína se vê forçada a representar o Tordo, liderando uma rebelião dos Distritos sobreviventes contra a Capital. Ao lado de Alma Coin (Julianne Moore), líder do Distrito 13 e Plutarch Heavensbee (Philip Seymour Hoffman), Katniss resolve por fim lutar a favor de seu povo.

Então, eu não li o livro e não posso atestar com veemência se tudo o que foi retratado ali está nos conformes literários. Apenas me limito a dizer que o diretor Francis Lawrence parece ter conseguido formar boa parte do quebra-cabeça nas 2h e 3 minutos que o filme tem. Tudo está bastante claro e conciso. Acredito que este terceiro longa tenha servido para explicar e se tornar uma base para o que está por vir, é tipo aquele final de capítulo de alguma novela que acaba justamente quando o “bicho tá pegando”. Daí dá mais vontade de assistir o próximo. Foi assim que me senti assistindo Jogos Vorazes: A Esperança – Parte 1.

Devo dizer que senti sim falta de um pouco mais de ação, porém como disse anteriormente, talvez a proposta do filme não tenha sido essa. Agora destacando as atuações, achei Jennifer Lawrence um pouco exagerada demais em algumas cenas, sei lá, parece que esse negócio de Oscar mexeu tanto com ela, que a menina fica querendo fazer a “drama queen” em qualquer cena que exija um pouco mais de carga dramática. Menos Jenny, menos!

Gostei bastante da participação de Julianne Moore como a líder Alma Coin. Na verdade ela sempre arrasa. Outro que teve bastante destaque foi o lindo do Liam Hemsworth, que interpretou o ex-amor da personagem de J. Lawrence.

No mais destaco a trilha e a sonoplastia, além dos efeitos especiais e os diálogos, sobre o qual o longa se apoiou do começo ao fim. Recomendadíssimo!