Pati V.
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Ninfomaníaca - Volume 1
Ninfomaníaca - Volume 1
2,5
Enviada em 6 de fevereiro de 2014
Tenho que confessar que me surpreendi com a nota dada a este filme, pelo Adoro Cinema. Fui assisti-lo cheia de expectativas, afinal é uma obra de um homem cujo trabalho muito admiro e que, na minha opinião, é responsável por um dos melhores filmes da história do cinema: Dogville. Mas, Ninfomaníaca, pra mim, se mostrou uma história boba, vazia, enfadonha e (sim) puritana.

A história é tão fraca, que percebe-se uma tentativa quase desesperada de sustentar o filme com cenas de nudez, sexo explícito e pintos. Sim, o autor parece achar que está inovando "pra cacete", mostrando imagens de pintos de tudo quando é forma e cor. Mas nem inova, nem sustenta a história.

E se tirarmos as imagens, o que resta é uma história tola, de uma mulher que decidiu, ou não consegue, amar e que gosta, ou precisa, de sexo. Tudo isso da perspectiva de um homem puritano, que sempre mostra em seus filmes o sexo como algo feio, pesado ou grotesco, e que impute na personagem seus próprios preconceitos. É ele quem fala, através da boca dela, quando Joe (a personagem principal), a todo tempo, se diz má, errada, indigna e etc.

É claro, ainda tem o Volume II, e talvez a história se desenrole um pouco mais e eu acabe entendendo por que Joe se auto-recrimina tanto. Mas, até lá, tenho pena dela, por ter, de si mesma, a visão machista do mundo, de que mulher não deve gostar tanto assim de sexo e, principalmente, não deve faze-lo tanto assim.

Mas, à parte a história fraca, as atuações são maravilhosas. De Stellan Skarsgård a Christian Slater, todos, absolutamente TODOS estão excelentes. Com destaque para Uma Thurman, que apareceu pouco mas, quando apareceu, roubou a cena.

Agora, pra fechar meu comentário, devo dizer que fiquei COM SONO no meio do filme! Adoro assistir a filmes, ir ao cinema, e não consigo me recordar de um outro filme em que isso tenha acontecido. Claro, certamente deve ter acontecido, mas é tão raro, mas tão raro, que nem consigo me lembrar. E isso em meio a cenas infintas de sexo e imagens que, supostamente, deveriam chocar.