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"O Segredo de Brokeback Mountain" tem sua excelência a qual nenhum filme tirará, toda a delicadeza e humanidade transpiradas ao longo do desenrolar da sua história detém nossa atenção, e ainda o seu ótimo elenco (Heath Ledger é excepcional no papel de Ennis Del Mar, mesclando aquela singela rusticidade dum homem de pouca instrução do interior americano e criado numa sociedade moralista dos anos 60; fatos que não interferem no modo meigo a que ama Jack: muito boas as cenas em que Ennis tem aquele choro engasgado e gradativo no beco, cobrindo o rosto com o chapéu e esmurrando a parede; a cena da briga física que eles têm pouco antes da despedida, no verão de 1963, terminando os dois com o nariz sangrando e manchando a manga da camisa de ambos - camisa que reaparecerá lá no final do filme, envolvida pela de Ennis e dependuradas num cabide do guarda-roupas de Jack, e ao meu ver isso em parte acaba que simbolizando a relação deles nos anos decorridos na história: uma união vital e vigorante [com o sangue estampando-a, já que acaba por ter um final trágico] mas tão camuflada como as tais camisas guardadas numa parte estreita contígua ao vão em que ficam as demais antigas roupas de Jack; a cena em que este declara a insatisfação com a situação deles ao longo desses tantos anos de escassos encontros, na qual Ennis mais uma vez derrama seu pranto desajeitado mas tão gracioso... enfium, trata-se dum filme ótimo excelente de muitas cenas excelentes!).
Podemos perceber que o tema principal debatido no filme é o amor homossexual dos personagens principais, tão digno de se viver quanto a um amor convencional entre dois héteros (tendo a intenção nítida de impor-se à pensamentos e opiniões homofóbicos), algo que não acontece no filme em plenitude devido ao moralismo estúpido da época (mas que ainda hoje não é algo extintor, e muito dificilmente o será um dia); mais uma vez os impasses sociais impondo-se a consumação dum amor. Aprendemos com o fim tido por Ennis (morando sozinho e nostálgico pelo antigo amor, num trailer) que devemos dar nossa cara à tapa quando o amor nos chegar e percebermos que este, trata-se de um sentimento realmente pleno e irremediável, intenso como a vida; devemos ter um extremo cuidado saudável com ele, pois possa ser que o percamos em meio aos turbilhões desse mundo selvagem e implacável em que vivemos.
Podemos perceber que o tema principal debatido no filme é o amor homossexual dos personagens principais, tão digno de se viver quanto a um amor convencional entre dois héteros (tendo a intenção nítida de impor-se à pensamentos e opiniões homofóbicos), algo que não acontece no filme em plenitude devido ao moralismo estúpido da época (mas que ainda hoje não é algo extintor, e muito dificilmente o será um dia); mais uma vez os impasses sociais impondo-se a consumação dum amor. Aprendemos com o fim tido por Ennis (morando sozinho e nostálgico pelo antigo amor, num trailer) que devemos dar nossa cara à tapa quando o amor nos chegar e percebermos que este, trata-se de um sentimento realmente pleno e irremediável, intenso como a vida; devemos ter um extremo cuidado saudável com ele, pois possa ser que o percamos em meio aos turbilhões desse mundo selvagem e implacável em que vivemos.