Tarcísio José M.
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Invocação do Mal
Invocação do Mal
2,5
Enviada em 15 de setembro de 2013
Sem querer ser cricri...
Invocação do Mal é bom, e ponto. O filme de James Wan não é essa sétima maravilha que todos falam. Wan tem como estratégia um truque barato e, pelo que vejo nas críticas, funcional para conquistar espectadores: copiar artifícios de filmes antigos para que o seu seja, ou pareça, tão assustador quanto. Assim como ele copiou os filmes de terror da década de 80 em Insidious, nesse ele vai mais longe, chega à década de setenta. A fotografia, os enquadramentos e até os figurinos clamam por originalidade - e não a têm. Já foram vistos em semelhante condição em clássicos como O Exorcista, O Bebê de Rosemary e até no televisivo A Casa das Almas Perdidas. Apesar de ser (vide: exagero) baseado em fatos reais, ele tem um roteiro que, quando tenta atacar de original, perde a tensão e cai no modismo sentimental. Essa cópia funciona porque a geração de hoje não viu ou não aplaudiu os clássicos supracitados e outros que marcaram época, por isso se contentam, e muito, com a reciclagem (já que estão alheios a esse processo). Os críticos, que sempre exageram em relação aos filmes do Wan, parecem não terem vergonha de comparar A Invocação com produções fantásticas como o próprio O Exorcista, levam o processo de cópia para o lado da homenagem e soterram a importância de grandes películas do passado.
Em relação às atuações, Vera Farmiga é o filme. Ela, que é uma das melhores atrizes da atualidade (basta vê-la no excelente Bates Motel) sustenta o filme com uma maestria que, aí sim, assusta, impressiona, choca de tão perfeita. É ela quem dá o tom de drama ao péssimo e insosso Patrcick Wilson e ela quem traz um realismo que, até mesmo o mais distraído espectador percebe, o filme não dá espaço. Creio que algumas cenas são sim válidas aos sustos, principalmente as do Hide And Clap, mas são sustos momentâneos, regados com a trilha explosiva (vide: insuportável) que o Wan insere nos filmes. Se compararmos com alguns desastres que têm sido lançado, A Invocação é bem acima da média, mas, se era para evocar a atmosfera dos anos setenta num filme, que o fizesse como o ótimo O Exorcismo de Emily Rose o fez: prezando pela originalidade, sem ter medo de ser ou não retaliado entre os críticos.