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Se alguém ainda não sabe, o que está passando nos cinemas é O Hobbit e não O Senhor dos Anéis, O Hobbit é um livro mais infantil e descompromissado. Críticos inteligentes usam esse argumento falho para justificar as críticas. Mas vindo para o filme, achei um bom retorno à Terra-Média. O tempo passa muito rápido e algumas pessoas ainda queriam mais. As alterações não comprometem muito a história, exceto o clímax que se deixasse igual ao livro, não faria mal a ninguém, muito pelo contrário. A abertura, se não fosse narrada, seria uma das cenas mais espetaculares do filme, mas ficou apenas boa. As adivinhas no escuro com Gollum foi uma das partes mais geniais do filme, a passagem da cena de livro para filme foi excelente. O filme não é perfeito por que então? Por duas coisas: a trilha sonora é aleatória e totalmente discrepante do filme. Howard Shore errou feio nesse filme ao querer evocar alguns momentos de O Senhor dos Anéis ao invés de criar uma trilha mais original. O fascínio pela trilha da trilogia do Anel era que cada local, cada personagem e cada filme surpreendia com música característica. Aqui isso foi quebrado, na hora errada vinha uma trilha que não tinha a ver com a cena. Outro erro foi repetir direto uma das poucas originais, a canção Misty Mountains é repetida umas 5 ou 6 vezes no filme, o que chega a cansar um pouco. Claro que não foi um total equívoco. A cena de Gandalf convencendo Bilbo a sair na empreitada e uma cena com os elfos, a trilha cai com uma luva, entre outras. A segunda coisa é que infelizmente, Peter deixou coisa demais no filme. Algumas cenas poderiam ter encerrado rapidamente, mas não, insistiram em prolongar demais. No mais, vale o ingresso por algumas cenas em especial. Um bom retorno, mas que para o próximo filme tenham um pouco mais de senso para cortar cenas desnecessárias.