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Um filme bem feito e direção apenas razoável. Um drama da segunda guerra, envolvendo os EEUU e o Japão. Feito com muito cuidado e com endereço certo, criar mais um herói e justificar as bombas atômicas jogadas no Japão e todas as barbaridades cometidas por suas tropas lá e em outros países. Com certeza é um filme da indústria de guerra daquele país. Fazer um filme de prisioneiros de guerra americanos é ser sádico e querer criar um trauma na sociedade americana. Provavelmente os prisioneiros inimigos que ficaram sobre o jugo dos americanos devem ter sofridos horrores piores que esses do filme. Se tiverem dúvidas leiam sobre a prisão de abul grhaib, no Iraque, onde os americanos torturavam seus prisioneiros. O filme é quase todo em cima do sofrimento de alguns militares americanos. Primeiro quando ficaram perdidos no mar por 45 dias. Depois quando foram resgatados por militares japoneses e levados para um campo de prisioneiros. Para piorar, o personagem principal, Louis Zamperini foi especialmente perseguido e tratado com crueldade por Watanabe, responsável pelo campo de prisioneiros. É claro que tudo isso é um exagero, embora com o rótulo de história real. Uma das cenas finais, quando Zamperine é obrigado a levantar um tronco de madeira, como castigo, a intenção era compará-lo com Jesus Cristo, carregando a cruz. Achei muita apelação.