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Quando se adapta uma história em quadrinho, o diretor que total liberdade para construir o que ele acha melhor neste vasto universo. No caso de Nolan, sua base fora o realismo puro. Uma das frases que define isso é "O Batman pode ser qualquer um; é um símbolo". E The Dark Knight Rises consegue, além de fechar com chave de ouro o que eu posso dizer (sem exagero) a melhor trilogia de todos os tempos, fazer pela primeira vez uma adaptação que mesmo não sendo TÃO fiel, agradou tanto a fãs quanto ao público em geral.
No terceiro capítulo de uma única história, conseguímos adentrar de cabeça nos conflitos de Bruce Wayne, que após a noite da morte de Harvey Dent, não sairá como o cruzado da capa durante oito anos. E esta vida de risco se torna evidente em marcas deixadas tanto em seu sentimentos (a morte de Rachael) quanto em seu corpo. Com o comissário Gordon internado, Batman tem que sair do fundo de sua caverna para enfrentar o ditador militar conhecido como Bane. Egoísta, Bruce acaba caindo em sua própria ilusão após ser destroçado pelo vilão interpretado por Tom Hardy em uma luta na qual só se compara a de Homem-Aranha 2 no trem.
Temos uma sensação de conclusão ao ver este filme. Vemos que todos os três tem uma ligação perfeita. O primeiro Wayne deve enfrentar seus próprios medos, e como Batman, usa este símbolo para enfrentar seus inimigos (símbolo este no qual o policial John Blake se inspira para continuar a lutar por Gotham). O segundo, o cavaleiro das trevas deve enfrentar o caos, e vê o que precisa se tornar para deter homens como o psicopata Joker. E o terceiro, trazendo as feridas de ambos os outros, ele deve ressurgir da escuridão, passando de seus limites e encarando uma verdade dita por Alfred: Você não é mais o Batman.
O que nos chama a tenção, como citado a cima, é a friabilidade e emoção ao ponto certo que Nolan coloca em seus filmes. Um exemplo de cada é o primeiro confronto entre Bane e Batman nos esgotos assistidos por Mulher gato (Hatway), sem nenhum acréscimo de trilha sonora e nada de Slow Motion (A cena da queda do morcego é digna do ingresso). Outra é a despedida de Alfred a Wayne, com medo de que seu patrão se destrua totalmente por um ideal não mais necessário, onde também há a ausência de trilha sonora melosa. O terceiro ponto é a ação; que nos confunde em sua veracidade, brincando com nossas mentes e fazendo-nos perguntar em qual Take o veículo apelidado como Morcego é real ou feito em CG. São pontos nos quais vemos a evolução de Nolan também como cineastra.
Todo o elenco está perfeito. Hardy como Bane deixou muitas dúvidas para os fãs que viram sua aparência, porém sua atuação com o corpo e com os olhos faz-nos esquecer por que um ator precisa de uma boca a mostra para atuar. Bale retorna como o cavaleiro das trevas mais a vontade ainda que nos antecessores, se tornando um Batman com certeza inesquecível na história do cinema. Embora Mal aproveitada, Marion Cottilard como a vilã secreta (hm!) Thalia Al Ghul cumpre muito bem o seu papel no clímax, embora apague toda a reputação construída por Bane. A gatuna de Anna Hatway, embora quando entre em cena sua atuação nos faça esquecer seu corpo, esbanja muito charme porém não tanta sensualidade. Um pouco mais apagados do que o normal, Morgan Freeman continua a nos convencer como Lucios Fox, e Michael Cane faz nos acreditar que nunca teremos um Alfred tão bom quanto este.
Para a surpresa de alguns fãs de Nolan e desagrado para os mais céticos de Batman, o policial Robin John Blake, embora não tão fiel como as HQ'S, consegue pegar a essência de jovem revoltado e imatura que luta por tudo e por todos pelo bem dos que lhe são confiados. Nolan, embora não fiel, consegue pegar elementos de Dick Grayson e Jason Todd, formando um personagem tão carismático quanto num desses Robin'S. Embora, como fã do morcego, ainda preferiria que se ele fosse chamado de "POLICIAL TODD" ou "GRAYSON" e falasse uma frase sobre circo (ou então a sequência final ele subisse no Batpod ao invés de Selina), consegui guardar esse jovem na minha Bat Biblioteca.
O Cavaleiro Das Trevas Ressurge é um filme que emociona. Faz parte de uma saga que vai deixar saudades. Infelizmente, Tio Nolan, não deixou nenhuma brecha para os demais filmes do Universo Cinematográfico DC. Mas acho que esta é a melhor decisão... Este Batman é ÚNICO.
No terceiro capítulo de uma única história, conseguímos adentrar de cabeça nos conflitos de Bruce Wayne, que após a noite da morte de Harvey Dent, não sairá como o cruzado da capa durante oito anos. E esta vida de risco se torna evidente em marcas deixadas tanto em seu sentimentos (a morte de Rachael) quanto em seu corpo. Com o comissário Gordon internado, Batman tem que sair do fundo de sua caverna para enfrentar o ditador militar conhecido como Bane. Egoísta, Bruce acaba caindo em sua própria ilusão após ser destroçado pelo vilão interpretado por Tom Hardy em uma luta na qual só se compara a de Homem-Aranha 2 no trem.
Temos uma sensação de conclusão ao ver este filme. Vemos que todos os três tem uma ligação perfeita. O primeiro Wayne deve enfrentar seus próprios medos, e como Batman, usa este símbolo para enfrentar seus inimigos (símbolo este no qual o policial John Blake se inspira para continuar a lutar por Gotham). O segundo, o cavaleiro das trevas deve enfrentar o caos, e vê o que precisa se tornar para deter homens como o psicopata Joker. E o terceiro, trazendo as feridas de ambos os outros, ele deve ressurgir da escuridão, passando de seus limites e encarando uma verdade dita por Alfred: Você não é mais o Batman.
O que nos chama a tenção, como citado a cima, é a friabilidade e emoção ao ponto certo que Nolan coloca em seus filmes. Um exemplo de cada é o primeiro confronto entre Bane e Batman nos esgotos assistidos por Mulher gato (Hatway), sem nenhum acréscimo de trilha sonora e nada de Slow Motion (A cena da queda do morcego é digna do ingresso). Outra é a despedida de Alfred a Wayne, com medo de que seu patrão se destrua totalmente por um ideal não mais necessário, onde também há a ausência de trilha sonora melosa. O terceiro ponto é a ação; que nos confunde em sua veracidade, brincando com nossas mentes e fazendo-nos perguntar em qual Take o veículo apelidado como Morcego é real ou feito em CG. São pontos nos quais vemos a evolução de Nolan também como cineastra.
Todo o elenco está perfeito. Hardy como Bane deixou muitas dúvidas para os fãs que viram sua aparência, porém sua atuação com o corpo e com os olhos faz-nos esquecer por que um ator precisa de uma boca a mostra para atuar. Bale retorna como o cavaleiro das trevas mais a vontade ainda que nos antecessores, se tornando um Batman com certeza inesquecível na história do cinema. Embora Mal aproveitada, Marion Cottilard como a vilã secreta (hm!) Thalia Al Ghul cumpre muito bem o seu papel no clímax, embora apague toda a reputação construída por Bane. A gatuna de Anna Hatway, embora quando entre em cena sua atuação nos faça esquecer seu corpo, esbanja muito charme porém não tanta sensualidade. Um pouco mais apagados do que o normal, Morgan Freeman continua a nos convencer como Lucios Fox, e Michael Cane faz nos acreditar que nunca teremos um Alfred tão bom quanto este.
Para a surpresa de alguns fãs de Nolan e desagrado para os mais céticos de Batman, o policial Robin John Blake, embora não tão fiel como as HQ'S, consegue pegar a essência de jovem revoltado e imatura que luta por tudo e por todos pelo bem dos que lhe são confiados. Nolan, embora não fiel, consegue pegar elementos de Dick Grayson e Jason Todd, formando um personagem tão carismático quanto num desses Robin'S. Embora, como fã do morcego, ainda preferiria que se ele fosse chamado de "POLICIAL TODD" ou "GRAYSON" e falasse uma frase sobre circo (ou então a sequência final ele subisse no Batpod ao invés de Selina), consegui guardar esse jovem na minha Bat Biblioteca.
O Cavaleiro Das Trevas Ressurge é um filme que emociona. Faz parte de uma saga que vai deixar saudades. Infelizmente, Tio Nolan, não deixou nenhuma brecha para os demais filmes do Universo Cinematográfico DC. Mas acho que esta é a melhor decisão... Este Batman é ÚNICO.