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O filme conta a história de Skeeter (Emma Stone), uma garota com pensamentos a frente de seu tempo - Ela procura igualdade entre mulheres, negros e brancos. Seu sonho de ser escritora começa quando ela encontra no pequeno jornal onde é colunista uma chance de se mostrar uma grande escritora.
Começa então, a entrevistar mulheres negras, que trabalham em casas de grandes nomes da sociedade. Sua intenção é mostrar como estas mulheres se sentem, como se manifestam e como trabalham nestes locais. Aibileen (Viola Davis) é a primeira empregada a se tornar amiga de Skeeter, e então começa a contar sua história. Aos poucos, mais empregadas se juntam secretamente e um movimento começa a surgir.
A história é narrada em um contexto dos anos 60, onde há muita discriminação racial nos Estados Unidos, no entanto o contexto social em que se desenvolve a trama não "rouba" a história do filme em si. Alias, uma coisa que achei bonita é que esses aspectos todos (políticos, sociais, raciais) são mostrados "escancarados" mas de uma forma de não tornar o filme totalmente político. Foi um trabalho árduo esse de misturar política com romance de forma a não prevalecer nem um, nem outro.
Eu não gostaria de me deter a falar sobre as histórias das personagens. Elas são lindas e não caberia a mim aqui revelar estes pontos. O filme dá picos de tristeza e alegria, de cômico exagerado até o cômico entrelaçado em situações dramáticas. O diretor Tate Taylor, soube da melhor maneira possível envolver o telespectador de forma abrangente e até mesmo gostosa no filme.
É aqueles filmes inspiradores, que fazem você suspirar e repensar na vida e em todas as injustiças que ainda acontecem. Você pode achar absurdo que empregadas domésticas naquela época tenham que levar seu próprio papel higiênico para o emprego (ou usar um banheiro separado), mas fique sabendo, que hoje no Brasil, se a empregada dormir (ou posar) na casa do patrão, ele pode descontar as despesas de moradia. (Apesar de ser vetado ao empregador efetuar descontos do salário do empregado por fornecimento de alimentação, vestuário, higiene ou moradia.). Leia sobre isso aqui.
Encontrei muita coisa nos textos a respeito da política do care (que trata a respeito de direitos e igualdade de cuidador@s), ou seja - Eu poderia escrever um livro inteiro sobre a relação do care e do filme Histórias Cruzadas. Mas não vou fazer isso, de jeito nenhum. Não aqui. Outra hora posso escrever para os interessados em política a respeito disso, alias, caso seja de interesse posso mandar minhas fichas de leitura sobre os textos: Cuidado e cuidadoras – As várias faces do trabalho do care. Care, trabalho e emoções. De Viviana Zelizer e Cuidado e cuidadoras – As várias faces do trabalho do care. Ética e trabalho do care De Pascale Molinier.
Assista, muita coisa ficou "de fora" da minha opinião. Não que eu não queira colocar, mas é NÃO TEM COMO! O filme é MARAVILHOSO e precisa ser assistido. Alias, o filme ganhou um monte de prêmios.
Começa então, a entrevistar mulheres negras, que trabalham em casas de grandes nomes da sociedade. Sua intenção é mostrar como estas mulheres se sentem, como se manifestam e como trabalham nestes locais. Aibileen (Viola Davis) é a primeira empregada a se tornar amiga de Skeeter, e então começa a contar sua história. Aos poucos, mais empregadas se juntam secretamente e um movimento começa a surgir.
A história é narrada em um contexto dos anos 60, onde há muita discriminação racial nos Estados Unidos, no entanto o contexto social em que se desenvolve a trama não "rouba" a história do filme em si. Alias, uma coisa que achei bonita é que esses aspectos todos (políticos, sociais, raciais) são mostrados "escancarados" mas de uma forma de não tornar o filme totalmente político. Foi um trabalho árduo esse de misturar política com romance de forma a não prevalecer nem um, nem outro.
Eu não gostaria de me deter a falar sobre as histórias das personagens. Elas são lindas e não caberia a mim aqui revelar estes pontos. O filme dá picos de tristeza e alegria, de cômico exagerado até o cômico entrelaçado em situações dramáticas. O diretor Tate Taylor, soube da melhor maneira possível envolver o telespectador de forma abrangente e até mesmo gostosa no filme.
É aqueles filmes inspiradores, que fazem você suspirar e repensar na vida e em todas as injustiças que ainda acontecem. Você pode achar absurdo que empregadas domésticas naquela época tenham que levar seu próprio papel higiênico para o emprego (ou usar um banheiro separado), mas fique sabendo, que hoje no Brasil, se a empregada dormir (ou posar) na casa do patrão, ele pode descontar as despesas de moradia. (Apesar de ser vetado ao empregador efetuar descontos do salário do empregado por fornecimento de alimentação, vestuário, higiene ou moradia.). Leia sobre isso aqui.
Encontrei muita coisa nos textos a respeito da política do care (que trata a respeito de direitos e igualdade de cuidador@s), ou seja - Eu poderia escrever um livro inteiro sobre a relação do care e do filme Histórias Cruzadas. Mas não vou fazer isso, de jeito nenhum. Não aqui. Outra hora posso escrever para os interessados em política a respeito disso, alias, caso seja de interesse posso mandar minhas fichas de leitura sobre os textos: Cuidado e cuidadoras – As várias faces do trabalho do care. Care, trabalho e emoções. De Viviana Zelizer e Cuidado e cuidadoras – As várias faces do trabalho do care. Ética e trabalho do care De Pascale Molinier.
Assista, muita coisa ficou "de fora" da minha opinião. Não que eu não queira colocar, mas é NÃO TEM COMO! O filme é MARAVILHOSO e precisa ser assistido. Alias, o filme ganhou um monte de prêmios.