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O que ajuda a diferenciar "Godzilla" de filmes-catástrofes recentes é que Edwards não perde de vista o senso de maravilhamento (e não exploração) diante dos monstros. Como no seu longa anterior, as criaturas se revelam aos poucos, e nunca deixam de espantar. Ao mostrar toda a ação do ponto de vista dos personagens, o filme transmite uma sensação de realidade que cativa o público, conseguindo alternar sequências de afrontamentos imersivos, brutais e primitivos, com momentos de pura poesia, como os militares caindo de pára-quedas do céu, Godzilla se vende com bastante eficiência. Mas o filme demora a engrenar. Nos cortes estranhos feitos pelo diretor Gareth Edwards e pelo editor Bob Ducsay, as aguardadas sequências de ação em que Godzilla aparece são interrompidas abruptamente pelo drama da Família Brody. Mais um ponto negativo é a fotografia escura. Em sua versão 3D, torna-se ainda pior por praticamente tornar impossível que enxerguemos o que está acontecendo, já que a maior parte da trama se passa à noite ou no interior de galpões e cavernas. Entretenimento razoável. Nota : 6.0/10