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È abordada a história do menino Mason, desde sua infância, até chegar à juventude para cursar a faculdade. Pode parecer brincadeira, mas essa é a sinopse do filme. Como muitos sabem, foi um projeto que levou 12 anos para ser concluído, pois o diretor Richard Linklater quis que fosse algo único, então ele gravava sem parar por uma semana em cada ano, para acompanhar literalmente o crescimento físico de Mason, não só dele, mas de muitos personagens que o rodeiam. Essa sacada de assistir o crescimento de uma pessoa foi genial, pois você não perde nenhum dos fatos que realmente acontecem na nossa vida, como o descobrimento do sexo, nossas relações íntimas, a escolha de trabalho... conforme você acompanha toda essa trajetória, também é visto o amadurecimento de Mason, que não deixa de inspirar o expectador. Para muitos, talvez possa parecer um filme chato, sem história, mas o principal assunto tradado na obra, é a vida, portanto a falta de história acaba se tornando o próprio enredo, claro, de maneira funcional, pois não existe nada mais especial que a nossa vida. Isso é mostrado em Boyhood de maneira magistral, por isso é um filme tão simpático. A direção não só é revolucionária, mas a trilha sonora também é excelente. Corresponde a cada época em que o filme se passa, ou seja, ainda terá um toque de nostalgia para quem viveu os anos 2000 na juventude, que é o meu caso. O elenco também faz bonito, principalmente Ethan Hawke e Patricia Arquette que conseguem passar uma imagem de pais de maneira aconchegante, mas rígida quando necessário. Conclusão: revolucionário, interessante, inspirador. Um filme feito para todas as pessoas.