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Trata-se da história de Bilbo Bolseiro, que tem uma vida pacata no Condado, onde habitam todos os hobbits. Surge então o mago Gandalf, que promete à Bilbo uma grande aventura com 13 anões, seu líder, Thorin. O objetivo de boa parte dos envolvidos, é libertar o povo de Erebor que está sob posse do dragão Smaug (que guarda um valioso tesouro). Os anões queriam entregar todo esse tesouro para Erebor, mas no caminho para a Montanha da Perdição, onde Smaug jaz, Thorin só pensava em conseguir a Pedra de Arken, que está infiltrada no tesouro, pois faria com que todos à sua volta o respeitassem por sua grande riqueza. Na montanha, os anões acabam libertando o dragão, que começa a incendiar e destruir toda a Cidade do Lago, mas Bard, o arqueiro, consegue derrotá-lo. Assim, começa uma batalha entre homens, orcs, elfos e anões, interessados por toda a riqueza de Erebor.
Depois de quase 10 anos, achávamos que a franquia da Terra-Média havia terminado, mas Peter Jackson teve a boa vontade de investir em uma trilogia de um livro muito menor que Senhor dos Anéis. Em 2001, não era prevista a vinda de O Hobbit, o que acabou gerando alguns furos na concordância de certas cenas, mas são perdoáveis. O primeiro filme tinha como proposta trazer a boa e velha nostalgia desse universo que é a Terra-Média, os personagens são muito fortes, o nosso querido Gandalf volta perfeito como sempre, e os anões, apesar de não muito bem explorados, conseguem fazer com que afeiçoemos por eles, deixando Thorin como destaque, que como nós, há uma variação de emoções altíssima, uma hora é o herói, outra hora é rabugento, mas tem um bom coração (disparado o melhor personagem). Mas as frases de efeito abaixaram de nível, e a seriedade que sempre vimos na franquia fizeram falta, justamente porque tratava-se de um filme mais leve, indicado para todo tipo de público. O segundo, trouxe cenas de ação muito empolgantes, nos introduziu o carismático vilão Smaug, que arrancou muita tensão em suas aparições. De uma maneira geral, era uma fantasia interessante, que tinha tudo para ser tão bom quanto o primeiro, mas graças ao dragão, o filme deu uma evoluída considerável, e os diálogos ficaram melhores. Nada muito espetacular, foi um bom filme, mas ainda não estava à altura de O Senhor dos Anéis.
A Batalha dos Cinco Exércitos tornou-se um dos filmes mais esperados do ano, por ser o último da saga do Anel. Muitas expectativas, alguns apostavam no melhor filme da vida, já eu, esperava o melhor da trilogia, justamente porque o próprio enredo de O Senhor dos Anéis já era superior que o próprio Hobbit. Depois de muito perrengue para assisti-lo na ComiCon 2014, me deparei com algo mais que à cima da média. Eu estava diante de um filme que tinha como prioridade mostrar a lealdade, a solidariedade. Os diálogos são perfeitos, as lutas são empolgantes, e o nível de seriedade e discursos mudaram consideravelmente. O filme como um todo, se sustenta não só com as cenas de ação, mas sim principalmente com as atitudes dos personagens. spoiler: A maneira como Thorin se arrepende de ser tão autoritário e de ter posse de tudo, para ajudar seus amigos e o exército na guerra é indiscutivelmente tocante, me tirou lágrimas a ponto de levantar e aplaudir com muito gosto.
Os únicos problemas estão no início do filme, onde parece que as coisas se resolvem facilmente, e dá a impressão de que a edição é muito apressada. Outra coisa foi o romance de Tauriel, que assim como na Desolação de Samug, foi desnecessário. Com exceção disso, o filme não peca em nada. A violência gratuita não incomoda, pelo menos à mim, pois não se trata de um filme de quase 2 horas e meia de violência gratuita (que é o caso de Transformers) São cenas de 15 minutos que não matam ninguém, onde Légolas luta bravamente contra um orc gigante. Isso é utilizado apenas para encher os olhos. Funcionou, e não me senti incomodado.
Até que enfim O Hobbit chegou ao nível da primeira trilogia. Mas nem tudo pode ser um mar de rosas, como eu tinha a expectativa de ser apenas um bom filme, é claro que me surpreendi, tenho certeza de que haverão controversas para aqueles que esperam o melhor filme da saga. Na minha opinião, A Batalha dos Cinco Exércitos superou (não que seja ruim, só achei melhor) As Duas Torres, segundo filme de O Senhor dos Anéis. A Sociedade do Anel e O Retorno do Rei ainda são os melhores (e sempre serão), mas O Hobbit também fez seu papel de trazer duas boas fitas, e um à altura dos três primeiros filmes.
Conclusão, a trilogia O Hobbit tem seus méritos no início, mas seu desfecho supera todas as más críticas que fizeram a respeito (não vindas de minha parte). Claro que tem alguns furos, mas são perdoáveis. Quem é fã da Terra-Média com certeza vai gostar deste aqui, seja muito ou pouco. Corra para os cinemas, vale a pena!
Uma Jornada Inesperada 3.5/5 A Desolação de Smaug 4/5 A Batalha dos Cinco Exércitos 5/5.
Depois de quase 10 anos, achávamos que a franquia da Terra-Média havia terminado, mas Peter Jackson teve a boa vontade de investir em uma trilogia de um livro muito menor que Senhor dos Anéis. Em 2001, não era prevista a vinda de O Hobbit, o que acabou gerando alguns furos na concordância de certas cenas, mas são perdoáveis. O primeiro filme tinha como proposta trazer a boa e velha nostalgia desse universo que é a Terra-Média, os personagens são muito fortes, o nosso querido Gandalf volta perfeito como sempre, e os anões, apesar de não muito bem explorados, conseguem fazer com que afeiçoemos por eles, deixando Thorin como destaque, que como nós, há uma variação de emoções altíssima, uma hora é o herói, outra hora é rabugento, mas tem um bom coração (disparado o melhor personagem). Mas as frases de efeito abaixaram de nível, e a seriedade que sempre vimos na franquia fizeram falta, justamente porque tratava-se de um filme mais leve, indicado para todo tipo de público. O segundo, trouxe cenas de ação muito empolgantes, nos introduziu o carismático vilão Smaug, que arrancou muita tensão em suas aparições. De uma maneira geral, era uma fantasia interessante, que tinha tudo para ser tão bom quanto o primeiro, mas graças ao dragão, o filme deu uma evoluída considerável, e os diálogos ficaram melhores. Nada muito espetacular, foi um bom filme, mas ainda não estava à altura de O Senhor dos Anéis.
A Batalha dos Cinco Exércitos tornou-se um dos filmes mais esperados do ano, por ser o último da saga do Anel. Muitas expectativas, alguns apostavam no melhor filme da vida, já eu, esperava o melhor da trilogia, justamente porque o próprio enredo de O Senhor dos Anéis já era superior que o próprio Hobbit. Depois de muito perrengue para assisti-lo na ComiCon 2014, me deparei com algo mais que à cima da média. Eu estava diante de um filme que tinha como prioridade mostrar a lealdade, a solidariedade. Os diálogos são perfeitos, as lutas são empolgantes, e o nível de seriedade e discursos mudaram consideravelmente. O filme como um todo, se sustenta não só com as cenas de ação, mas sim principalmente com as atitudes dos personagens. spoiler: A maneira como Thorin se arrepende de ser tão autoritário e de ter posse de tudo, para ajudar seus amigos e o exército na guerra é indiscutivelmente tocante, me tirou lágrimas a ponto de levantar e aplaudir com muito gosto.
Os únicos problemas estão no início do filme, onde parece que as coisas se resolvem facilmente, e dá a impressão de que a edição é muito apressada. Outra coisa foi o romance de Tauriel, que assim como na Desolação de Samug, foi desnecessário. Com exceção disso, o filme não peca em nada. A violência gratuita não incomoda, pelo menos à mim, pois não se trata de um filme de quase 2 horas e meia de violência gratuita (que é o caso de Transformers) São cenas de 15 minutos que não matam ninguém, onde Légolas luta bravamente contra um orc gigante. Isso é utilizado apenas para encher os olhos. Funcionou, e não me senti incomodado.
Até que enfim O Hobbit chegou ao nível da primeira trilogia. Mas nem tudo pode ser um mar de rosas, como eu tinha a expectativa de ser apenas um bom filme, é claro que me surpreendi, tenho certeza de que haverão controversas para aqueles que esperam o melhor filme da saga. Na minha opinião, A Batalha dos Cinco Exércitos superou (não que seja ruim, só achei melhor) As Duas Torres, segundo filme de O Senhor dos Anéis. A Sociedade do Anel e O Retorno do Rei ainda são os melhores (e sempre serão), mas O Hobbit também fez seu papel de trazer duas boas fitas, e um à altura dos três primeiros filmes.
Conclusão, a trilogia O Hobbit tem seus méritos no início, mas seu desfecho supera todas as más críticas que fizeram a respeito (não vindas de minha parte). Claro que tem alguns furos, mas são perdoáveis. Quem é fã da Terra-Média com certeza vai gostar deste aqui, seja muito ou pouco. Corra para os cinemas, vale a pena!
Uma Jornada Inesperada 3.5/5 A Desolação de Smaug 4/5 A Batalha dos Cinco Exércitos 5/5.