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Ao ver o início do Batman pensamos que será mais um remake simples baseado no que já vimos antes sobre o Morcego...mas depois de 1 hora de filme percebemos que Nolan não está nem aí pra máscara do Morcego e sim em dar alma ao mesmo e nos convencer de algo sobre a releitura do personagem. Ao se desviar do foco de mostrar um simples e típico herói que veste seu uniforme e vai a caça dos bandidos, o diretor nos chama a atenção de que seu Batman não está interessado em discutir o passado e muito menos preocupado com o futuro e sim com o presente...em se tornar algo único e novo em um tema já tão desgastado pelo cinema. Ele, o Morcego, não é invencível, não usa uma armadura de ferro, não tem super poderes e nem faz coisas mirabolantes, mas tem dentro de si uma força de vontade de querer transformar-se em um ícone, em uma nova esperança e um tipo de Justiça nas trevas já incorporadas na sua cidade natal e conta com a ampla ajuda do Tenente Gordon perfeitamente interpretado por ninguém menos que Gary Oldman, Lucius Fox interpretado por outro dinossauro e mestre Morgan Freeman e ainda o seu fiel mordomo Alfred que ganha vida pelo premiado Michael Caine. Com o total cuidado em não torná-lo banal o diretor Nolan nos traz um Batman que há muito tempo esperávamos ver: Um símbolo, uma lenda, um imortal. Esse é o começo de uma das mais bem sucedidas trilogias sobre filmes de heróis já vistas...se vc está interessado em conhecer a verdadeira alma desse senhor herói, esse é o filme.