Matheus S.
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Família do Bagulho
Família do Bagulho
3,5
Enviada em 30 de setembro de 2013
Incontáveis filmes já nos mostraram a importância da família na vida de uma pessoa, seja de uma forma mais dramática ou mais amena. Mas os filmes que tratam da família no campo da comédia não são lá obras-primas. Família do Bagulho também não é, mas apostando em cenas inimagináveis, bem boladas e hilárias o filme consegue agradar aqueles que não o assistem esperando um grande filme artístico.
David (Jason Sudeikis) é um traficante de maconha decadente, e ele encontra o fundo do poço quando é roubado por um grupo de delinquentes que levou todo o seu dinheiro e a droga que estava na sua casa. Para não se dar mal com seu patrão David recebe a difícil missão de ir até o México e transportar para os EUA uma grande quantidade de maconha. Ao começo, David se vê receoso pela tarefa, mas então percebe que não tem escapatória. Pensando num bom disfarce para passar pela fronteira despercebido, ele pensa em montar uma família, e então ele decide fazer da stripper Rose (Jennifer Aniston) a mãe de família e de Kenny (Will Poulter) e Cassey (Emma Roberts) os filhos. Desentendimentos e confusões aparecem aos muitos para essa “família do bagulho”, levando-a as mais engraçadas e, por vezes, tolas situações.
Como de praxe em filmes de comédia sem vertentes mais artísticas, o enredo básico do filme não contém nada que possa ser tido como sério, mas há sim aquela mensagem de vida que todos os filmes insistem em por nos seus finais, mesmo não fazendo muito sentido. Aqui essa mensagem não se encaixa muito bem com o restante do roteiro, resultando em algumas cenas desnecessárias para o longa. Aliás, esse não é o único problema do roteiro, que também não consegue ministrar muito bem algumas cenas desconcertantes e outras que aparecem na tela sem conseguir o mínimo de graça.
Também podemos notar no decorrer do filme diversos erros, como um trailer frear enquanto está em alta velocidade e todos os seus passageiros se manterem parados. Algo que pode passar despercebido por aqueles que estão se divertindo, mas que é um grande problema àqueles mais atentos.
A direção do Rawson Marshall Thurber é boa, mas sem nada de exemplar. Ele consegue desenvolver muito bem a grande maioria das cenas engraçadas, não as deixando sem sentido. É bem visível que nas cenas sem muito humor o filme não se sai bem, parecendo um pouco arrastado; algo que aconteceu devido à direção regular do Thurber nesse tipo de cena. Em cenas do tipo também pode ser visto certa “desconexão” dos atores, que parecem não ter sincronia entre si. Essa falta de sincronia desaparece novamente nas cenas hilárias, onde o quarteto principal do filme desempenha muito bem o seu papel em nos divertir. Destaque para os “pais” de família Jennifer Aniston e Jason Sudeikis, que conseguem transformar cenas tolas em altas doses de riso.
Conseguiu perceber a ênfase nas cenas hilárias do filme? Então, o filme só funciona por essas cenas capazes de fazer até o mais sério ser se desmanchar em risos, não importando o quão irreal se pareça a situação. Foram essas cenas extremamente cômicas que não deixaram o filme se tonar mais uma comédia levemente “suja” e desprezível, e sim fazendo com que Família do Bagulho seja uma ótima forma de diversão para aqueles sem grandes preocupações em termos de qualidade.