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Há um “quê” de Hitchcock e seu clássico Um Corpo Que Cai neste suspense dramático orquestrado por Tornatore (de Malena e Báaria – As Portas do Vento) e está na curiosidade obsessiva que a jovem e reclusa Claire Ibbetson (Hoeks) exerce sobre Virgil Oldman (Rush em mais uma atuação primorosa), um leiloeiro especialista em arte com um aguçado dom de descobrir falsificações. O grande trunfo do diretor está exatamente no desenvolvimento do roteiro, que desnuda os personagens pouco a pouco, para depois reconstruir suas facetas. Ela sofre de agorafobia (o medo de sair de casa) e por isso faz contato com Virgil para que ele possa avaliar uma grande coleção de obras de artes herdadas do pai, num primeiro momento tudo é feito sem contato físico entre dois. Ele, por sua vez, um homem solitário e avesso à vida social, vive de aplicar golpes secretamente com a ajuda de um amigo (Sutherland), desvalorizando obras para mais tarde arrematá-las no próprio leilão, curiosamente sempre pinturas de jovens mulheres. Quando descobre o potencial do novo trabalho, ele recruta o jovem Robert (Sturges), um restaurador de obras para que remonte uma curiosa obra que ele rouba aos poucos da mansão de jovem herdeira.
À medida que seu contato físico com Claire vai se tornando realidade, uma obsessão descontrolada vai tomando conta de sua vida e nada pode ser o que parecer ser. As obras concedem beleza à estética do filme, assim como a trilha sonora pontual de Morricone colabora para gerar uma atmosfera curiosa que fisga o publico logo no começo. O desfecho um tanto quanto “morno” pode desapontar alguns, mas o prazer de construir todo o quebra-cabeça que vai se desenrolando ao longo dos 120 minutos de projeção, faz valer a sessão, afinal, não há como desprezar um filme feito pelo responsável que homenageou a própria arte, a obra máxima Cinema Paradiso.
À medida que seu contato físico com Claire vai se tornando realidade, uma obsessão descontrolada vai tomando conta de sua vida e nada pode ser o que parecer ser. As obras concedem beleza à estética do filme, assim como a trilha sonora pontual de Morricone colabora para gerar uma atmosfera curiosa que fisga o publico logo no começo. O desfecho um tanto quanto “morno” pode desapontar alguns, mas o prazer de construir todo o quebra-cabeça que vai se desenrolando ao longo dos 120 minutos de projeção, faz valer a sessão, afinal, não há como desprezar um filme feito pelo responsável que homenageou a própria arte, a obra máxima Cinema Paradiso.