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Em 2010 o jovem Michôd chamou a atenção no mundo cinematográfico com seu filme de estreia, o perverso e violento Reino Animal, chegando inclusive ao Oscar pela atuação de Jackie Weaver como a matriarca da família de bandidos. O medo de ter sido mera sorte de principiante se desfez neste ano com a chegada de The Rover nos cinemas, provando que além de bom contador de estórias Michôd é um exímio diretor de atores, basta ver Pearce arrasando como o caçador implacável e (pasmem!) o tour de force de Pattinson (o ex-vampiro apaixonado da saga Crepúsculo) num papel ambíguo e difícil, que atua sem dever nada a seu parceiro de cena. O filme pode ser classificado como um faroeste moderno pós-apocalíptico, diga-se de passagem, bem verossímil. O diretor utilizou os mesmos cenários áridos e desértico da Austrália já vistos na cine série Mad Max para contar uma estória bem linear e simples de busca por vingança. Dez anos após o colapso financeiro global o mundo vive à beira do abismo e da barbárie. Os sobreviventes transitam solitários pelas estradas e povoados que ainda mantêm um mínimo de lei para se reorganizar. Um grupo de bandidos acaba de praticar um assalto e na fuga roubam o carro de Eric (Pearce), um homem frio e solitário que procura um lugar para se alojar. Henry (McNairy), o líder do bando acaba deixando de cumprir o tratado de resgatar seu irmão caçula Rey (Pattison) que ficou para trás após a execução do assalto.
Inconformado pela perda do carro, Eric parte no encalço dos bandidos, mas no meio do caminho acaba conhecendo Rey, que chega ferido a um bar de estrada. Na esperança de chegar ao paradeiro da quadrilha, ele sequestra Rey e inicia uma caçada impiedosa aos bandidos, mas uma inesperada amizade vai surgindo entre eles e muda os rumos do plano. O filme prende atenção logo no início, tem uma atmosfera de tensão constante e sufocante, mas a atração mesmo é ver a composição de Pattison como o bandido arrependido que surpreendentemente consegue transitar entre a vulnerabilidade e o perigo, provando que nas mãos de um bom diretor consegue ser um ator eficiente. Não se surpreenda se ele conseguir uma indicação ao Oscar de Melhor Ator Coadjuvante na próxima edição do prêmio. Ele merece!
Inconformado pela perda do carro, Eric parte no encalço dos bandidos, mas no meio do caminho acaba conhecendo Rey, que chega ferido a um bar de estrada. Na esperança de chegar ao paradeiro da quadrilha, ele sequestra Rey e inicia uma caçada impiedosa aos bandidos, mas uma inesperada amizade vai surgindo entre eles e muda os rumos do plano. O filme prende atenção logo no início, tem uma atmosfera de tensão constante e sufocante, mas a atração mesmo é ver a composição de Pattison como o bandido arrependido que surpreendentemente consegue transitar entre a vulnerabilidade e o perigo, provando que nas mãos de um bom diretor consegue ser um ator eficiente. Não se surpreenda se ele conseguir uma indicação ao Oscar de Melhor Ator Coadjuvante na próxima edição do prêmio. Ele merece!