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Gray é um dos cineastas contemporâneos de maior prestígio do cinema independente, basta dar uma olhada no elenco que ele consegue reunir em suas produções, prova de sua grande capacidade na direção de atores. Depois da saga familiar Caminho Sem Volta e do sensacional policial moderno Os Donos da Noite, ele estreia sua primeira produção de época para mostrar a epopeia dos imigrantes no início do século 20 rumo ao sonho americano. Tudo embalado por um triângulo amoroso que mostra o quanto o amor pode também ser um sentimento destrutivo. Mudou-se a época mas a essência de suas obras anteriores foi mantida. Estão lá os personagens ambíguos, complexos e bem desenvolvidos. 1921. Nova York é a terra da esperança. A polonesa Ewa (Cotillard - prêmio de Melhor Atriz em Cannes por este papel) acaba de chegar a Ellis Island acompanhada de sua irmã Magda. Logo descobre que ela está com tuberculose e por isso impedida de entrar na ilha. Desesperada ela aceita a ajuda de um estranho chamado Bruno Weiss (Phoenix, um dos melhores atores da atualidade), na verdade um judeu refugiado e cafetão que alicia mulheres no porto para trabalhar em uma casa de show que ele mesmo gerencia.
Para reencontrar a irmã ela aceita ajuda e se sujeita aos caprichos do vigarista, passando a se prostituir no cabaré. Aos poucos, uma estranha relação sentimental começa a interceder em suas vidas até a chegada de Emil (Renner), primo de Bruno, que se apresenta como Orlando, um grande ilusionista. Está formado um perigoso triângulo. Gray não traz nada novo ao gênero, mas capricha na atmosfera e retrata de forma convincente a Nova York dos anos 20, auxiliado pela estonteante fotografia de Darius Khondji (de Seven) e a beleza ímpar de Cotillard. Com estrutura de novelão épico, o filme não superou suas obras anteriores mas mesmo assim é uma bela produção para se ver em tela grande.
Para reencontrar a irmã ela aceita ajuda e se sujeita aos caprichos do vigarista, passando a se prostituir no cabaré. Aos poucos, uma estranha relação sentimental começa a interceder em suas vidas até a chegada de Emil (Renner), primo de Bruno, que se apresenta como Orlando, um grande ilusionista. Está formado um perigoso triângulo. Gray não traz nada novo ao gênero, mas capricha na atmosfera e retrata de forma convincente a Nova York dos anos 20, auxiliado pela estonteante fotografia de Darius Khondji (de Seven) e a beleza ímpar de Cotillard. Com estrutura de novelão épico, o filme não superou suas obras anteriores mas mesmo assim é uma bela produção para se ver em tela grande.