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A primeira incursão do diretor José Padilha em Hollywood vem com a nova versão da história de um personagem que virou um clássico do cinema de ação, pelo menos para a geração que acompanhou o surgimento do “policial perfeito” em 1987 no filme com direção de Paul Verhoeven. Devo concordar com a crítica do Jornal O Globo e dizer que o filme é mais entretenimento do que reflexão. Contudo, existe sim uma tentativa de provocar discussões, inclusive sobre os limites da ciência ao pisar em solo protegido por leis morais e éticas que regem a sociedade e as faces da instituição policial, por exemplo, assunto com o qual Padilha já está familiarizado.
O diretor brasileiro, mais conhecido por seu trabalho em Tropa de Elite 1 e 2, volta à cena policial, mas dessa vez nas cores da bandeira norte-americana, fortemente defendida por um Samuel L. Jackson interpretando um apresentador de TV pró-robôs que satiriza a mídia sensacionalista. Alguns aspectos marcantes no longa são bastante similares ao que já tínhamos visto de Padilha, a exemplo da câmera inquieta nas cenas de ação e da aproximação do trabalho policial à realidade. Aliás, a última sequência de ação, que marca o alcance do objetivo central do protagonista desde o início da trama, utiliza um jogo de iluminação muito interessante que cede à cena aquele sentimento de tensão em um confronto, só que maximizado pelo fato de alternar rapidamente entre completa escuridão e flashes de imagem.
Os primeiros minutos de filme nos apresentam a realidade de um mundo que convive com máquinas no ano de 2028 e um caso policial que não terminou bem e voltará a assombrar o protagonista, um policial persistente e pai de família que terá sua vida completamente transformada por uma tentativa de homicídio. É a partir do acidente que surge o Robocop. Desnorteado, Alex Murphy acorda depois da explosão dentro de uma armadura e percebe que não é mais o mesmo. Porém, é quando Alex pede para ver quem ele realmente é que o espectador é impactado por uma cena digna de elogios. A crise existencialista que atinge o personagem quase que instantaneamente também é sentida por quem assiste as partes mecânicas sendo removidas e dando lugar aos poucos membros que sobraram do corpo do policial (poucos mesmo!). E o longa segue, alternando de forma bastante equilibrada entre as cenas de ação, os discursos que concernem essa sociedade futurista e a batalha interna de Alex Murphy.
Toda reação é motivada por uma ação. Em Robocop não é diferente: toda cena de ação se dá devido à crise interior de um homem mental e fisicamente transformado por um acidente e que precisa recuperar o controle sobre sua nova (semi?) vida. E enquanto ele tenta, o espectador desfruta de um filme com conteúdo, bem produzido e cheio da experiência de Padilha quando se trata de mocinhos e bandidos entre tiros e questões sociais e humanas pouco aprofundadas, mas ainda assim presentes.
O diretor brasileiro, mais conhecido por seu trabalho em Tropa de Elite 1 e 2, volta à cena policial, mas dessa vez nas cores da bandeira norte-americana, fortemente defendida por um Samuel L. Jackson interpretando um apresentador de TV pró-robôs que satiriza a mídia sensacionalista. Alguns aspectos marcantes no longa são bastante similares ao que já tínhamos visto de Padilha, a exemplo da câmera inquieta nas cenas de ação e da aproximação do trabalho policial à realidade. Aliás, a última sequência de ação, que marca o alcance do objetivo central do protagonista desde o início da trama, utiliza um jogo de iluminação muito interessante que cede à cena aquele sentimento de tensão em um confronto, só que maximizado pelo fato de alternar rapidamente entre completa escuridão e flashes de imagem.
Os primeiros minutos de filme nos apresentam a realidade de um mundo que convive com máquinas no ano de 2028 e um caso policial que não terminou bem e voltará a assombrar o protagonista, um policial persistente e pai de família que terá sua vida completamente transformada por uma tentativa de homicídio. É a partir do acidente que surge o Robocop. Desnorteado, Alex Murphy acorda depois da explosão dentro de uma armadura e percebe que não é mais o mesmo. Porém, é quando Alex pede para ver quem ele realmente é que o espectador é impactado por uma cena digna de elogios. A crise existencialista que atinge o personagem quase que instantaneamente também é sentida por quem assiste as partes mecânicas sendo removidas e dando lugar aos poucos membros que sobraram do corpo do policial (poucos mesmo!). E o longa segue, alternando de forma bastante equilibrada entre as cenas de ação, os discursos que concernem essa sociedade futurista e a batalha interna de Alex Murphy.
Toda reação é motivada por uma ação. Em Robocop não é diferente: toda cena de ação se dá devido à crise interior de um homem mental e fisicamente transformado por um acidente e que precisa recuperar o controle sobre sua nova (semi?) vida. E enquanto ele tenta, o espectador desfruta de um filme com conteúdo, bem produzido e cheio da experiência de Padilha quando se trata de mocinhos e bandidos entre tiros e questões sociais e humanas pouco aprofundadas, mas ainda assim presentes.