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Um filme complicado de se analisar. Sob um olhar desatento, pode passar para muitos como um filme despretensioso, ou, até mesmo, como mais um filme "bobinho" de temática juvenil. Mas, um olhar profundo sob esse filme de 2001, não deixa dúvidas: é um grande filme, um roteiro instigante e empolgante, um elenco com atuações boas e, o mais importante, uma obra que visa discutir uma temática interessante de forma inovadora.
A temática dita é a formação da subjetividade do sujeito e a forma como este se coloca no mundo, na sociedade de forma geral. O personagem principal, Donnie, é um jovem visto por seus pais como problemático e, então, de forma "paliativa" deve se consultar com psicólogos, etc. Afinal, é mais fácil pensar que o problema está no rapaz. Daí a crítica sobre a formação educacional que os jovens recebem e, acima de tudo, a formação familiar e como esta lida com a resolução de problemas.
Donnie cresce com a alcunha (e o medo) de ser louco e acaba por desprezar grande parte dos seus colegas. Visto como um jovem estranho, recebe a sua redenção em mais uma de suas estranhezas: é na visão de um coelho imaginário (e bizarro) que recebe um ultimato do fim dos tempos. A questão é que fim é esse, senão o do próprio Donnie. O coelho, tal como um elemento insólito, incrementa de forma fabulosa a história e representa o lado mais autêntico de Donnie, aquele que o faz romper com a opressão social e o impele à liberdade.
O filme apresenta cenas antológicas e vou destacar duas: aquela em que o personagem dá um "esporro" maravilhoso no personagem de Patrick Swayze, mais um vendedor de entalados do sucesso [tal como o pai de "Pequena Miss Sunshine"]. E, a que é minha favorita, aquela em que Donnie discute com a professora indicando que a realidade não é tão simples como a que a senhora apresentava, como se tudo estivesse se encaixando perfeitamente em dois pólos: amor/medo. Uma baita filosofia que pode facilmente passar despercebida.
O final do filme é revelador e, por ser daqueles filmes em que cada detalhe não deve ser desprezado, recomendo assistirem mais de uma vez. Vale a pena!
A temática dita é a formação da subjetividade do sujeito e a forma como este se coloca no mundo, na sociedade de forma geral. O personagem principal, Donnie, é um jovem visto por seus pais como problemático e, então, de forma "paliativa" deve se consultar com psicólogos, etc. Afinal, é mais fácil pensar que o problema está no rapaz. Daí a crítica sobre a formação educacional que os jovens recebem e, acima de tudo, a formação familiar e como esta lida com a resolução de problemas.
Donnie cresce com a alcunha (e o medo) de ser louco e acaba por desprezar grande parte dos seus colegas. Visto como um jovem estranho, recebe a sua redenção em mais uma de suas estranhezas: é na visão de um coelho imaginário (e bizarro) que recebe um ultimato do fim dos tempos. A questão é que fim é esse, senão o do próprio Donnie. O coelho, tal como um elemento insólito, incrementa de forma fabulosa a história e representa o lado mais autêntico de Donnie, aquele que o faz romper com a opressão social e o impele à liberdade.
O filme apresenta cenas antológicas e vou destacar duas: aquela em que o personagem dá um "esporro" maravilhoso no personagem de Patrick Swayze, mais um vendedor de entalados do sucesso [tal como o pai de "Pequena Miss Sunshine"]. E, a que é minha favorita, aquela em que Donnie discute com a professora indicando que a realidade não é tão simples como a que a senhora apresentava, como se tudo estivesse se encaixando perfeitamente em dois pólos: amor/medo. Uma baita filosofia que pode facilmente passar despercebida.
O final do filme é revelador e, por ser daqueles filmes em que cada detalhe não deve ser desprezado, recomendo assistirem mais de uma vez. Vale a pena!