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...É impossível escrever sobre Almodóvar sem deixar de fazer uma reverência à sua genialidade e a sua sensibilidade em contar suas histórias. Almodóvar sabe, como poucos, mesclar dramas com um sorriso nos lábios e comédias com lágrimas nos olhos. Consegue esta mágica sem parecer pedante ou piegas e talvez por isto mesmo é explicito ao extremo em suas obras. Não deixa dúvidas e sombras pelos cantos. Não perdoa cínicas ou falsas aparências. Não se importa com a opinião alheia e conta-nos o que diz seu tumultuado coração e na sua lúcida cabeça.
O parágrafo acima talvez esteja parecendo um pouco como o samba do crioulo doido: Fala-fala-e-não-diz-nada-com-nada. Mas quem assistiu ao filme Tudo Sobre Minha Mãe dirigido pelo diretor espanhol sabe ao que estou me referindo. Aliás, todo o primeiro parágrafo se aplica à obra de Pedro Almodóvar, porque ele não faz concessões a ninguém. Nem a si próprio. Como toda obra almodovariana tem suas prostitutas, travestis, atores/atrizes, histórias paralelas que se cruzam e a capacidade de fazer legiões de fãs ou detratores do seu trabalho mundo a fora. Porque não existe meio-termo com Almodóvar: amor e ódio andam juntos quando nos referimos a este grande diretor.
Apesar do título, a história não é sobre a “mãe” de Almodóvar. É a história de Manuela (Cecilia Roth) uma mãe que doa o coração do filho morto num acidente de carro e assim procura resgatar suas lembranças, vivências e segredos não compartilhados. Ao encontrar a agenda escrita por seu filho, percebe que ele estava escrevendo memórias afetivas de seu relacionamento com a mãe e que tais memórias seriam colocadas em livro. As dúvidas que Esteban (Eloy Azorín) tinha sobre a verdadeira história e o destino de seu desaparecido pai é colocado de forma a levar sua mãe a fazer uma jornada em busca da sua própria verdade e a de seu filho.
No decorrer da história descobre-se o segredo: Esteban é filho de um travesti de mesmo nome que engravidou a freira Rosa (Penélope Cruz) que também deu ao filho o nome de Esteban. O destino coloca esta criança e esta mãe nos braços de Manuela, mulher sofredora que num gesto de amor e desprendimento adota esta criança para só então resgatar o sentimento e a emoção de criar um filho sem os segredos que tanto atormentaram sua existência.
Um filme sobre a vida de mulheres e de grandes interpretações de Antonia San Juan como travesti Agrado, Cecília Roth como Manuela e Marisa Paredes como Huma Rojo.
Meu blog: http://maisde140caracteres.wordpress.com
O parágrafo acima talvez esteja parecendo um pouco como o samba do crioulo doido: Fala-fala-e-não-diz-nada-com-nada. Mas quem assistiu ao filme Tudo Sobre Minha Mãe dirigido pelo diretor espanhol sabe ao que estou me referindo. Aliás, todo o primeiro parágrafo se aplica à obra de Pedro Almodóvar, porque ele não faz concessões a ninguém. Nem a si próprio. Como toda obra almodovariana tem suas prostitutas, travestis, atores/atrizes, histórias paralelas que se cruzam e a capacidade de fazer legiões de fãs ou detratores do seu trabalho mundo a fora. Porque não existe meio-termo com Almodóvar: amor e ódio andam juntos quando nos referimos a este grande diretor.
Apesar do título, a história não é sobre a “mãe” de Almodóvar. É a história de Manuela (Cecilia Roth) uma mãe que doa o coração do filho morto num acidente de carro e assim procura resgatar suas lembranças, vivências e segredos não compartilhados. Ao encontrar a agenda escrita por seu filho, percebe que ele estava escrevendo memórias afetivas de seu relacionamento com a mãe e que tais memórias seriam colocadas em livro. As dúvidas que Esteban (Eloy Azorín) tinha sobre a verdadeira história e o destino de seu desaparecido pai é colocado de forma a levar sua mãe a fazer uma jornada em busca da sua própria verdade e a de seu filho.
No decorrer da história descobre-se o segredo: Esteban é filho de um travesti de mesmo nome que engravidou a freira Rosa (Penélope Cruz) que também deu ao filho o nome de Esteban. O destino coloca esta criança e esta mãe nos braços de Manuela, mulher sofredora que num gesto de amor e desprendimento adota esta criança para só então resgatar o sentimento e a emoção de criar um filho sem os segredos que tanto atormentaram sua existência.
Um filme sobre a vida de mulheres e de grandes interpretações de Antonia San Juan como travesti Agrado, Cecília Roth como Manuela e Marisa Paredes como Huma Rojo.
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