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A enorme rentabilidade de seus filmes em sua fase áurea como campeão das bilheterias, possibilita a Steven Spielberg abordar temas em que efeitos especiais mirabolantes não se fazem necessários. Desde que ele passou a abordar temas sérios fora daquilo que para certos críticos era infantilizar o cinema, a partir de Império do Sol, Spielberg tem brindado o público mais adulto com bons momentos como em Cavalo de Guerra, Lincoln e O Terminal. Este Ponte dos Espiões é um bom filme quase no mesmo nível de Império do Sol. A Guerra Fria é tratada de forma realista e nos transporta aos tempos da década de 50 quando a tensão entre Estados Unidos e a União Soviética inquietava o mundo. O longa nos mostra como as duas nações faziam uso da espionagem para tentar descobrir como o outro agiria num eventual ataque nuclear tendo em vista o arsenal que as duas potências dispunham na época. Há momentos memoráveis como a construção do chamado "Muro da Vergonha" que separava Berlim Oriental da Berlim Ocidental e que impedia que as pessoas passassem de um lado para o outro. O grande destaque do filme sem dúvida é a atuação segura e sempre serena de Mark Rylance vivendo Rudolf Abel, um espião soviético capturado pelos americanos. A meu ver, ele é o dono filme com uma atuação muito mais convincente do que a de Leonardo DiCaprio com todo aquele espalhafato e o rosto escondido em "O Regresso". Eu considero também que mais uma vez o "Oscar" errou: Ponte dos Espiões é bem superior ao apenas correto Spotlight Segredos Revelados. Rubens Ewaldo está equivocado em suas críticas de cinema.