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Se Noé não fosse um personagem bíblico, destacado em pouco mais de 4 páginas da Bíblia no Livro de Gênesis no Antigo Testamento, este Noé de Darren Aronofsky até poderia ser considerado um bom filme. Chega a ser comovente as interpretações de Russel Crowe e Jennifer Connelly. Eles dão crédito aos seus personagens envolvidos numa nova formação da humanidade. Ocorre que, o grande problema é que o Noé que o filme busca retratar é mesmo o personagem do Gênesis. E como os textos bíblicos não contêm ingredientes para um filme de 138 minutos, a narrativa se vale do que consta em livros apócrifos e até da imaginação do roteirista, para apresentar um Noé totalmente desfigurado e que nada tem a ver com as Escrituras. Ocorrem inúmeros fatos bizarros e inusitados dentro da Arca. Até um intruso apareceu por lá. E o resultado acaba por irritar os religiosos e até mesmo os não crentes conhecedores dos textos bíblicos. John Huston foi bem melhor numa outra ocasião.