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Não existem bons motivos para a existência desse filme hoje em dia, a não ser que apresentasse efeitos especiais inovadores ou idéias originais. Mas isso não acontece. A idéia inicial é interessante, apesar da origem do problema ser muito mal-explicada. Os efeitos especiais são decepcionantes, passando longe da qualidade de "Armageddon", por exemplo. Há muitos momentos em que percebemos claramente se tratar de animação digital, ou utilização de maquetes. Aliás, as semelhanças com o filme de Michael Bay (e com tantos outros de desastre) tornam o filme muito cansativo. Segue-se o esquema de filme catástrofe. Como sempre, os EUA são prioridade mundial, sendo vistos como a "principal vítima"; para disfarçar essa imagem, colocam uma sequência de destruição de alguma capital importante da Europa (Roma); são os americanos quem descobrem as origens do pro blema e pensam numa solução; em algum momento da missão, alguém deverá se sacrificar para salvar a humanidade (perto do final há um momento exatamente igual à cena do "sorteio" em "Armageddon"); é obrigatório na missão a presença de um cientista meio louco, de uma bela mulher, de um estrangeiro; e é óbvio: o grande herói do filme é uma ogiva nuclear. Parece transmitir a mensagem de que essas bombas podem salvar a humanidade algum dia. Mas se for como é mostrado no cinema, esse dia nunca chegará. As cenas em que alguém deverá ser deixado para trás soam forçadas demais, às vezes parecendo até coisa de "A Profecia", como na cena em que uma ogiva "ataca" dois tripulantes, um de cada vez, como se uma força sinistra estivesse tentando segurá-los para a morte. Apesar dos bons primeiros trinta minutos, depois o filme torna-se repetitivo e derivativo demais. É muito parecido com "Armageddon", mas sem a mesma qualidade técnica e a adrenalina daquele filme."