SERGIO LUIZ DOS SANTOS PRIOR
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Pecados Íntimos
Pecados Íntimos
2,5
Enviada em 9 de fevereiro de 2012
"PECADOS ÍNTIMOS", Todd Field, está em cartaz no Espaço Unibanco de Cinema, no Cine Roxy e nos complexos Cinemark da região. O livro de Tom Perrota, "LITTLE CHILDREN" (que foi traduzido para "PECADOS ÍNTIMOS", já que "CRIANCINHAS" não soaria bem para boa parte do público frequentador de cinemas) traz de volta à direção Todd Field, que havia feito um trabalho apenas razoável com "ENTRE QUATRO PAREDES" e agora retorna com força total. São as criancinhas que motivam suas mães a visitar diariamente um parque de uma cidade de subúrbio dos EUA. A classe média da terra do Tio Sam vive na periferia das grandes cidades, o oposto do que ocorre no Brasil. O grupo de mães do parque em questão tem uma adesão inesperada: Sarah (Kate Winslet) e sua filha. Ao contrário das demais mães do parque, Sara é intelectual, com mestrado em literatura. Seu objetivo na vida está longe de gastar seus precioso tempo fazendo fofoca sobre a vida alheia. Os caminhos de Sarah acabam por se encontrar com os de Brad (Patrick Wilson), que por estar desempregado tem a função de cuidar do seu filho durante o dia. Tanto Brad quanto Sarah não vivem uma fase boa no casamento. E olha que Brad é casado com a belíssima Kathy (Jennifer Connelly), uma documentarista. Os filhos de Brad e Sarah tornam-se amigos e a dupla começa a viver um tórrido caso de amor, com direito a closes do corpo de Kate Winslet. A trama pararela e fundamental para o enfoque que Todd Field quer fazer da população suburbana é encabeçada pelo ator Jackie Earle Haley, um pedófilo que acabou de sair da prisão e vive com a sua mãe super-protetora. A população de uma forma geral condenou a sua soltura, pois é inadmissível ver um "tarado" mergulhar na mesma piscina que os filhos das senhoras financeiramente abastadas. Seria ingenuidade demasiada projetar todos os problemas sexuais nas costas do pedófilo enquanto as traições e o mal-estar entre os casais são encarados com normalidade. Esse é o ponto nevrálgico de "PECADOS ÍNTIMOS", um libelo contra a hipocrisia da classe média americana. A atuação de Kate Winslet me deixou estupefato; ela simplesmente arrasa. O tom de parábola realçado pela narrativa, tal e qual uma historinha infantil, só faz aumentar o clima de mal-estar que atinge a nós, espectadores cúmplices destes pecados.