SERGIO LUIZ DOS SANTOS PRIOR
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Instinto Selvagem 2
Instinto Selvagem 2
1,0
Enviada em 9 de fevereiro de 2012
Por que a indústria cinematográfica insiste em fazer filmes-seqüência? Todo mundo em pânico 4, Missão impossível 3, X-men 3 são alguns exemplos que entrarão em cartaz nas próximas semanas. Do ponto de vista de marketing é muito mais fácil vender um produto que já seja conhecido do público. Desde que - e este é o detalhe fundamental - que o produto tenha alguma qualidade. Não basta apenas tomar o rótulo e sair alardeando que ele está de novo no mercado num formato renovado. Está longe de ser o caso de "INSTINTO SELVAGEM 2". Eu particularmente gostaria que a cruzada de pernas de Catherine Tramell na delegacia de polícia de São Francisco não fosse "maculada" por este filme caça-níqueis, que só flerta com o enfadonho. As primeiras cenas enunciam o que está por vir. Catherine Tramell dirigindo em alta velocidade e sendo acaraciada num baita carrão de um atleta inglês. É verdade, a ensolarada California do filme original foi substituída pela enovoada Londres. Outro erro crasso, mas, imagino que em função da pressão dos produtores optarem por um local onde os gastos fossem menores. Voltando à escritora de novelas policiais, ela não consegue controlar o carro após atingir o orgasmo e cai no rio Tâmisa. O atleta que já estava pra lá de Bagdá, entupido de álcool e de drogas, morreu afogado. A sra. Tramell é avaliada pelo psiquiatra/psicoterapeuta, David Morrissey (Dr. Michael Glass), que a considera como sendo uma "dependente de risco", ou seja, precisa testar sempre os seus limites. Em suma, a avaliação psiquiátrica era contrária aos interesses da escritora. Graças ao apelo de um político ela escapa da prisão. Algumas semanas mais tarde vai procurar o auxílio profissional do dr. Glass. Que profissional iria fazer terapia nessas condições? Nenhum. O personagem do terapeuta é absurdo. Igualmente ruim é o ator que o interpreta. Ele fica com cara de chorão o tempo todo. Como já disseram alguns críticos, ai que saudades do Michael Douglas, o policial que perseguiu e foi atraído pela escritora no primeiro filme. O erotismo que foi a mola propulsora do sucesso do filme original caiu para uma sexualidade vazia (a cena em que Sharon Stone aparece nua na banheira de seu apartamento é emblemática). Apesar de mais velha, os atributos físico de Sharon Stone continuam intensos. Só isso, no entanto, não resolve os erros de direção e roteiro de "INSTINTO SELVAGEM 2". E se preparem por que vem por aí a parte 3, e o que é pior, a direção ao que parece será da própria sra. Stone.