SERGIO LUIZ DOS SANTOS PRIOR
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Paradise Now
Paradise Now
2,0
Enviada em 9 de fevereiro de 2012
O filme descreve a via-crúcis de dois amigos, Khaled (Ali Suliman) e Said (Kais Nashef), que de meros funcionários de uma oficina de carros, são convocados por um grupo radical palestino para executarem um atentado em Telaviv. De meros homens que passam as tardes fumando e tomando chá frio no alto dos morros e observando a cidade (é inevitável a lembrança dos morros de tantas cidades brasileiras), com suas vidas vazias, vislumbram a glória ao se tornarem homens-bomba. A originalidade do filme está em nos colocar atrás das barricadas, ou seja, mostrar como é a preparação de golpes terroristas e o convencimento de que eles serão levados ao Paraíso por dois anjos tão logo morram para evidenciar que a luta dos palestinos contra os israelenses continua viva. Destacam-se as cenas em que os "soldados de Alá" têm depoimentos filmados para serem exibidos quando eles já estiverem mortos. E talvez esta seja a questão central: a morte. De alguma forma, os palestinos já estão mortos devido à forma como Israel perpetrou a expansão das colônias de assentamento no território da Cisjordânia. É aquele velho chavão: quem não tem nada a perder, está disposto a enfrentar qualquer parada. A dúvida sobre os atos que estão prestes a executar recai sobre a cabeça de Said no início e, posteriormente para a de Khaled. Se filme como "PARADISE NOW" fossem exibidos em cinemas palestinos e israelenses, ou em qualquer quadrante do planeta em que hajam lutas semelhantes, quem sabe, a discussão sadia ocuparia o espaço bélico. Utopia, por que não? A arte como instrumento de batalha. Quem sabe????