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A sutileza da diretora Laís Bodanzky em delinear a psicologia dos seus personagens é digna de nota: existem os bons de um lado (aqueles que não fazem parte do mundo psiquiátrico), e existem os maus (aqueles que tiveram o infortúnio na vida de virem a trabalhar em Hospitais Psiquiátricos). Uma visão dialética de jardim-da-infância, uma espécie de gibi do pensamento hegeliano para crianças. Para a diretora e para Luis Bolognesi, o roteirista, os seres humanos são bidimensionais. O grande malefício do filme, em minha opinião, é servir para aumentar o preconceito já existente da sociedade em relação à Saúde Mental. Os doentes mentais são tratados de forma caricatural, assim como quem os trata. E dizer que esse filme ganhou 7 prêmios no festival de Brasília. Vejam a que ponto chegou o desespero de ter de se premiar algum filme num festival onde a quantidade e qualidade andam escassas!