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Filme escrito e dirigido pelo santista (de nascimento e de time) José Roberto Torero. Ele é um grande escritor e cineasta. O roteiro que ele fez para o filme "Pequeno dicionário amoroso" é simplesmente espetacular. Os seus curta-metragens ("Amor", "Morte" e "A alma do negócio") são um oásis de inteligência. Torero aborda todos os clichês que envolvem a feitura de uma comédia romântica, que todos nós sabemos do seu início e do seu término, mas como fala um dos personagens, continuamos a assistir esse tipo de filme toda semana, gerando lucro para a indústria cinematográfica. Para desconstruir a história de amor da menina pobre, Laura (Denise Fraga) e do homem rico, Alan (Cássio Gabus Mendes), tendo no meio deste "sanduíche de amor", a vilã Lilith (Marisa Orth), Torero utilizou-se de um narrador (Paulo José), que tal e qual Machado de Assis nas Memórias Póstumas de Brás Cubas interfere na trama. A melhor atuação fica por conta de André Abujamra, o serviçal neonazista da vilã. A melhor cena é aquela em que ocorre a relação sexual entre os protagonistas, em inglês, com legendadas em português. A verve excessivamente cerebral de Torero "travou" um filme deveria flertar mais com a "chanchada" para dar totalmente certo.