SERGIO LUIZ DOS SANTOS PRIOR
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A Dona da História
A Dona da História
1,0
Enviada em 9 de fevereiro de 2012
A peça de João Falcão deu origem a mais um roteiro cinematográfico tal qual já ocorrera com "A partilha". O tema central é a reflexão que Carolina (Marieta Severo), uma dona de casa de classe média, carioca, moradora na Barra da Tijuca faz sobre a sua opção amorosa. Aquela velha conversa sobre o que poderia ter sido de nossas vidas se tivessemos optado por um caminho diferente no passado. Carolina formou os três filhos, é casada com a sua paixão da adolescência, Luiz Claudio (Antonio Fagundes), e atinge aquele momento tão esperado da vida de ter tempo de realizar os sonhos. No caso desta dupla é uma viagem para Cuba. Ela entra em crise, relembra o passado (o filme vai alternando o início do relacionamento do casal - Débora Falabella e Rodrigo Santoro interpretam Carolina e Luiz Claudio jovens - na época da ditadura militar com o presente). O grave problema do filme reside na opção por agradar o público feminino à qualquer custo, ou seja, pasteuriza os anos 60 com os protestos políticos na época da ditadura militar, cujo o formato lembra as mini-séries da rede globo de televisão. O Rodrigo Santoro fazendo uma serenata para a sua namorada cantando "Guantanamera" é uma das cenas mais ridículas da história do cinema nacional. O diálogo entre a Carolina jovem e de meia-idade no banheiro é ridículo. Marieta Severo, é claro, segura a peteca, como grande atriz que é. A produção é bonitinha, redondinha, mas muito "plim-plim" pro meu gosto.