Henrique
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Avatar
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1,5
Enviada em 9 de fevereiro de 2012
Engraçado como alguns filmes são alçados a obras imperdíveis por suas informações de bastidores. Algumas das informações, por exemplo, informam as razões de AVATAR ter demorado tanto para ser realizado, indo da elaboração do roteiro, passando pela aguardada tecnologia, e indo até a construção digital dos cenários – prazo desde último, que alega-se um ano para a criação de Pandora. Tudo isso deixa o filme especulativo e nos leva a crer que James Cameron é um visionário, de ter pensado na década de 90, elementos que viraram pauta mundial no século XXI. Muito se fala sobre os elementos ecológicos e anti-bélicos que o filme possui, com inteira razão, muito em pensados – fazendo uma analogia a destruição do homem na terra e o duelo por terras devidos a seus valores, a guerra por território. Porém, o filme vai um pouco além disso, abordando ainda a era das novas tecnologias – e fica impossível não lembrar o “Second Life”, game que virou febre entre os anos de 2007 e 2008 e hoje já está um pouco apagado, onde a realidade e a virtualidade se confundiam, que é o dilema enfrentando pelo protagonista do filme. Algo que não está aparecendo muito nos textos, mas que é um dos elementos mais interessantes do filme – e ele próprio, reserva pouco espaço para essas indagações, nos momentos mais introspectivos e raros do filme. O foco mesmo, fica na obviedade e previsibilidade da trama, com um romance acurado que só causa constrangimento. É uma boa diversão, mas poderia ser muito mais que isso.