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Transgredir o que é transgressor. Missão quase impossível. Inovar em um gênero pautado em falta de inovação, onde o que o constituí é exatamente sua definição de gênero. Por isso que com "Arraste-me para o Inferno", Sam Raimi faz uma viagem ao seu gênero, aquele cujo ele inovou e reinventou agora, explorando não só imagens, como som e uma personagem repleta de imoralidades - contrariando tudo o que se tem pré-estabelecidado em se criar uma "mocinha". As grandes virtudes do filme não estão em sua forma de assustar ou fazer rir o espectador; apesar de serem boas virtudes, mas sim, no fato de jogar suas fichas na personagem e sua trajetória moral de encontrar seus demônios interiores,- sendo agressivo ao extremo com uma sociedade cada vez menos altruísta e positiva, corrompida por desejos superficiais que julga necessidade devido a status social que o ser-humano se impõe. Ou seja, hoje os desejos são auto-destrutivos.