Percy Jackson e os Olimpianos
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NerdCall
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Crítica da 1 temporada
3,0
Enviada em 17 de junho de 2024
A série era uma das mais aguardadas do ano devido à significância de adaptar o universo de Percy Jackson, uma tarefa que não foi adequadamente abordada nos dois filmes anteriores. Além de contar com um substancial investimento, a Disney optou por envolver Rick Riordan, autor dos livros, na elaboração do roteiro e na seleção do elenco principal. No entanto, minha apreciação pela série reside mais na fidelidade à obra original do que na própria narrativa.

Infelizmente, a série não consegue manter um ritmo consistente e revela-se pouco coesa, o que é compreensível, considerando a tentativa de condensar 22 capítulos em apenas 8 episódios de 30 minutos. Embora os roteiristas tenham procurado compensar as lacunas narrativas ao seguir fielmente os livros, isso não se mostra suficiente. O principal obstáculo de 'Percy Jackson' reside em seus arcos narrativos, que podem parecer um tanto confusos para aqueles que não leram os livros, devido à abordagem escolhida para adaptar o primeiro livro.

Contudo, nem tudo está perdido. Acredito que, com uma extensão da duração de seus episódios e uma pré e pós-produção mais cuidadosa - incluindo cenários reais e maior dedicação aos efeitos visuais - a série tem potencial para se tornar uma das mais destacadas da atualidade, pois já possui elementos fundamentais: um elenco carismático, a plena participação do autor original e uma base de fãs fiel e estabelecida. A segunda temporada se mostra muito promissora e é imperativa, desde que seja executada de forma competente.
Leitura com Carlos
Leitura com Carlos

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Crítica da série
3,5
Enviada em 23 de dezembro de 2023
A série é promissora e adapta questões como ambientação e figurino muito bem em relação ao livro junto disso vem a boa trilha sonora que emociona, porém em especial o segundo episodio sinto que ela erra em alguns quesitos um deles é a narrativa sendo muito acelerada e a atuação pouco convincente do protagonista que parece está desconfortável em alguns momentos, porém no final do episódio o ator parece se soltar mais e ser mais expressivo como o personagem é no livro. Em resumo acredito que esse ritmo acelerado foi uma escolha para esse começo e no decorrer da serie a narrativa voltara para um ritmo mais devagar e com isso desenvolver melhor a relação dos protagonistas como é no livro, é isso que espero.
MegaGorino
MegaGorino

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Crítica da série
3,0
Enviada em 6 de janeiro de 2024
A série possui varios traços que nos faz lembrar dos livros e nos preende a tela, porém algo me deixa inquieto, que é a mudança de postura e atitudes de varios personagens. spoiler: Percy rebelde com a mãe no primeiro episodio, grover enfrentando o Sr.D, coisa a qual ele nunca faria, percy querendo desistir da missão, que para ele no momento, a mesma, era salvar a propria mãe.
Este tipo de mudança me deixa estressado, porque muda as caracteristicas que fazem os personagens fazerem as escolhas que no futuro terão que fazer.
Marcus F
Marcus F

1 crítica Seguir usuário

Crítica da série
3,0
Enviada em 25 de janeiro de 2024
Como um leitor e fã das sagas de Rock Riordan, me encontro extremamente desapontado em relação a essa adaptação da obra. A cada episódio que passa menos ansioso para o próximo eu fico. Série corrida e com vários momentos icônicos desperdiçados. Me choca muito uma série que teve um orçamento tão alto por episódio, ser tão chata e bem produzida. É, sinceramente, uma vergonha para os fãs de Percy Jackson.
NerdCall
NerdCall

49 seguidores 424 críticas Seguir usuário

Crítica da 2 temporada
3,5
Enviada em 26 de janeiro de 2026
A 2ª temporada de Percy Jackson e os Olimpianos chega como uma resposta direta às críticas e expectativas deixadas pela estreia da série. Mais ambiciosa, mais aventureira e emocionalmente mais interessada nos seus personagens, a nova fase sinaliza que a produção finalmente começa a entender o tamanho do universo que tem nas mãos. Ainda longe de alcançar todo o espírito dos livros de Rick Riordan, a temporada mostra uma evolução clara e consistente, tanto na narrativa quanto na escala de seus conflitos, mesmo tropeçando em problemas recorrentes de tom e execução.

Existe aqui uma sensação constante de promessa: a de que a série está se aproximando de algo melhor, maior e mais confiante. Não é uma temporada perfeita, nem totalmente equilibrada, mas é, sem dúvidas, um avanço significativo em relação ao que veio antes.

Após uma primeira temporada marcada por cautela excessiva, Percy Jackson e os Olimpianos retorna acompanhando Percy um ano depois dos acontecimentos iniciais. O reencontro com o Acampamento Meio-Sangue acontece em um momento de crise: Grover desapareceu, a barreira protetora do local está ameaçada e a sombra de Cronos começa a se projetar de forma mais clara sobre a narrativa. A missão leva Percy, Annabeth e seus aliados a uma jornada pelo Mar de Monstros em busca do Velocino de Ouro, em uma história que adapta um dos livros mais queridos da saga.

Havia, desde o anúncio da temporada, um receio legítimo. A primeira temporada agradou em partes, mas também passou a impressão de uma adaptação tímida, que evitava riscos e suavizava conflitos. Ao mesmo tempo, deixava claro que existia ali um potencial não explorado. A expectativa era entender se a série teria coragem de amadurecer junto com seus personagens e, em boa medida, essa resposta vem de forma positiva.

A evolução da 2ª temporada é perceptível logo nos primeiros episódios. A série abandona parte da rigidez narrativa anterior e se permite ser mais dinâmica, mais aventureira e emocionalmente mais envolvida. Ainda carrega traços de um humor leve e, em alguns momentos, caricato, que remetem a produções antigas do Disney Channel, mas agora esse tom não domina toda a experiência. Ele convive, nem sempre de forma harmoniosa, com uma narrativa mais sombria e com conflitos de maior peso.

Essa convivência entre tons é, ao mesmo tempo, um avanço e um problema. A série claramente quer amadurecer, mas ainda parece brigar consigo mesma para encontrar o equilíbrio ideal. Em certos momentos, os diálogos são excessivamente explicativos, algumas atuações pendem para o exagero e algumas cenas soam deslocadas. Em outros, a série acerta ao construir tensão, aprofundar relações e ampliar a sensação de perigo. Essa instabilidade tonal não destrói a experiência, mas impede que a temporada alcance um impacto mais consistente.

No campo da adaptação, há um esforço maior em respeitar o material original. Algumas cenas parecem ter saído diretamente dos livros, e isso gera momentos de conexão genuína com a obra de Riordan. Ainda assim, permanece a sensação de superficialidade. A série acerta nos eventos, nos personagens e nos marcos da história, mas ainda não captura totalmente o espírito da saga. É como se estivesse sempre próxima, mas nunca completamente imersa naquele universo.

Os efeitos visuais continuam sendo um dos pontos mais frágeis. A necessidade de manter uma produção anual, aliada à complexidade técnica de personagens como Tyson e Polifemo, pesa sobre o resultado final. Há cenas bem realizadas, especialmente envolvendo Polifemo, que demonstram cuidado e investimento. Por outro lado, Tyson sofre com inconsistências visuais, principalmente em planos mais abertos, onde o personagem se destaca de forma artificial do restante do quadro. Isso quebra a imersão e reforça a sensação de uma fantasia ainda incompleta.

Apesar disso, o arco emocional envolvendo Percy e Tyson é um dos maiores acertos da temporada. A relação entre os irmãos traz camadas que a primeira temporada não conseguiu desenvolver. Tyson se torna um personagem carismático, sensível e central, funcionando não apenas como alívio cômico, mas como peça emocional da narrativa. Ao lado de Percy e Annabeth, ele forma o núcleo mais interessante da temporada. Grover, por outro lado, acaba tendo menos espaço, o que enfraquece sua presença.

As cenas de ação também representam um salto importante. As batalhas ganham escala, variedade e impacto. Há uma clara evolução na coreografia, na preparação dos atores e na construção das sequências. Desde confrontos individuais até a grande batalha final em defesa do acampamento, a temporada transmite uma sensação real de perigo e crescimento do conflito. Mesmo quando os efeitos não são perfeitos, a ambição narrativa compensa parte das falhas.

No fim das contas, a 2ª temporada de Percy Jackson e os Olimpianos funciona como um passo firme na direção certa. Ela corrige erros do passado, amplia seu universo e aposta em relações mais profundas e conflitos maiores. Os problemas de tom, os tropeços nos efeitos visuais e a dificuldade em capturar plenamente o espírito dos livros ainda estão presentes, mas agora parecem obstáculos de uma série em crescimento, não limitações definitivas.

A sensação que fica é a de uma obra em construção. Uma série que ainda não chegou ao seu auge, mas que começa, enfim, a justificar sua existência e seu potencial. Se conseguir amadurecer junto com seus personagens e confiar mais na força da fantasia que adapta, as próximas temporadas têm tudo para entregar algo realmente marcante. Por enquanto, esta segunda temporada é boa, divertida, envolvente na maior parte do tempo e, acima de tudo, promissora.