The Last Of Us
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Jackson A L
Jackson A L

13.685 seguidores 1.236 críticas Seguir usuário

Crítica da série
4,0
Enviada em 14 de março de 2023
Nunca joguei o game, mas gostei bastante da série. Achei que seria apenas mais uma série de zumbis com apenas 2 personagens. No entanto, teço as mesmas críticas tal como TWD, passaram vários anos e os mesmos produtos continuam ser consumidos ou utilizados como se ainda houvesse produção. O último EP, para mim foi o mais sem graça, esperava um final mais elaborado.
Felipe F.
Felipe F.

3.722 seguidores 758 críticas Seguir usuário

Crítica da 1 temporada
4,0
Enviada em 20 de março de 2023
Mesmo com algumas barrigas, mesmo faltando ação e faltando um pouco de zumbis e mais tensão, The Last of Us consegue ser uma ótima adaptação, é uma série muito bem atuada e tem cenários ótimos. Muito bom.
Adriano Silva
Adriano Silva

1.612 seguidores 478 críticas Seguir usuário

Crítica da 1 temporada
4,5
Enviada em 15 de março de 2023
TEM SPOILERS!

The Last of Us (1ª Temporada)

"The Last of Us" é uma série criada por Craig Mazin e Neil Druckmann para a HBO. Baseado no videogame de 2013 desenvolvido pela Naughty Dog, a série se passa em 2023, vinte anos após uma pandemia causada por uma infecção fúngica em massa, que força seus hospedeiros a se transformarem em criaturas semelhantes a zumbis e colapsa a sociedade. A série segue Joel (Pedro Pascal), um contrabandista encarregado de escoltar a adolescente Ellie (Bella Ramsey) através de um Estados Unidos pós-apocalíptico.
A série foi filmada entre de julho de 2021 a junho de 2022, com sua estreia acontecendo no dia 15 de Janeiro de 2023. É a primeira série da HBO baseada em um videogame e é uma produção conjunta da Sony Pictures Television, PlayStation Productions, Naughty Dog, the Mighty Mint e Word Games. Neil Druckmann, que escreveu e codirigiu o jogo original, ajudou Craig Mazin na redação do roteiro dos nove episódios da primeira temporada. A trilha sonora foi composta por Gustavo Santaolalla (compositor argentino vencedor de dois Oscars) e David Fleming.

Primeiro vou contextualizar:
Uma das minhas maiores paixões na vida são os videogames. Jogo videogame desde os meus 10/11 anos e de lá pra cá eu venho acompanhando os jogos e os consoles de geração em geração. Tudo isso pra deixar claro que as minhas três franquias preferidas dos games são "Resident Evil", "Tomb Raider" e, claro, "The Last of Us". "The Last of Us" (parte 1 e parte 2) estão entre os melhores jogos que eu já joguei em toda a minha vida, juntamente com "Resident Evil 3: Nemesis" (1999) e "Tomb Raider: The Last Revelation"(1999). Também considero a franquia "The Last of Us" como a melhor franquia de jogos exclusivos da Sony.

Como um eterno fã dos videogames, eu sempre esperei uma adaptação no mínimo condizente com a proporção dos jogos, que pelo menos conseguisse manter a essência e a magnitude da obra original dos games. E digo isso dentro de um contexto geral, pois eu entendo e compreendo que uma adaptação obviamente nunca irá seguir à risca da obra original, porém, eu defendo o fato de criar, de mudar, de usar uma liberdade criativa e expandir o universo criando histórias paralelas de personagens secundários (ou até mesmo dos principais), mas uma coisa eu não abro mão em uma adaptação; tem que manter a essência do jogo, tem que respeitar o universo original que já está eternizado, pois obviamente mesmo sendo uma adaptação, mas se não existisse o jogo a série jamais existiria.

Dentro desse universo das adaptações de jogos de videogames, posso afirmar que nunca tivemos uma adaptação no mínimo boa (tirando a adaptação de "Silent Hill", que sim, é ótima), pelo contrário, ao longo dos anos todas as tentativas sempre foram em vão, sempre foram verdadeiras tragédias, verdadeiras catástrofes. Como exemplo principal eu cito todas as adaptações da franquia "Resident Evil", e principalmente a série da Netflix, que é absurdamente horrenda.

Não vou negar que quando ouvi os rumores que iriam criar uma série sobre "The Last of Us" eu já fiquei com os dois pés atrás. Pois com todas as experiências horríveis que eu passei com as adaptações durante todos esses anos, seria normal eu ficar desconfiado. Porém, eu vi uma luz no fim do túnel quando descobri que a série seria desenvolvida pela HBO (que eu respeito muito) e não pela Netflix, e que o criador do jogo (Neil Druckmann) estaria participando ativamente de toda produção, e até iria dirigir um episódio. A minha empolgação aumentou ainda mais quando junto do Neil estaria trabalhando o Craig Mazin, simplesmente o criador de uma das melhores minisséries da HBO - "Chernobyl" (2019). A participação direta do Craig iria ser um diferencial principalmente nos cenários da série, até porque os cenários de "Chernobyl" são excelentes e totalmente condizentes com a série "The Last of Us", pois ambos se passam em cenários pós-apocalípticos.

O primeiro episódio é simplesmente excelente, um dos melhores de toda a série. Um ponto interessante é o fato da série iniciar no ano de 2003 e não em 2013 como no jogo, pois após passar 20 anos da morte da Sarah seria 2023, que é o ano atual em que a série estreia na realidade, e não 2033 como no jogo original. Achei muito interessante a decisão de desenvolver e apresentar melhor a parte da Sarah (Nico Parker), visto que no game realmente não temos um grande desenvolvimento dessa parte, sendo uma parte mais básica. Fizeram dessa forma para dar mais carisma e mais humanidade para a personagem e depois nos atingir com toda uma carga dramática com sua morte. Mesmo já conhecendo do jogo a cena em que a Sarah morre, eu ainda me emocionei na série, pela veracidade dramática aplicada nessa parte - esta cena é perfeita! A parte da Sarah é perfeita, excelente, tem um desenvolvimento muito mais abrangente que no jogo - eu adorei!
O primeiro episódio teve pequenas mudanças que agregaram ainda mais para a narrativa da série em relação ao jogo; como o fato que na série eles venderam as baterias e não as armas como no jogo, que é o ponto de partida para todo desenvolvimento inicial e a decisão da missão de levar a Ellie. Nesse primeiro episódio somos impactados por um Pedro Pascal que traz um Joel mais paizão inicialmente e mais fechado, desconfiado e carrancudo 20 anos depois. A Bella Ramsey já mostra estar muito segura na personagem, mostrando aquele lado durão e desbocado da Ellie do jogo.

O segundo episódio é exatamente o episódio dirigido pelo Neil Druckmann, onde temos um começo muito interessante com a atenção que deram sobre o desenvolvimento do fungo na Indonésia ainda em 2003. Temos aquela conversa com a professora de micologia, onde temos uma noção de toda propagação do fungo e como ele se desenvolveu, algo que não existiu no game e que encaixou perfeitamente na série. Este é um episódio que nos mostra mais da intensidade dos cenários pós-apocalípticos da série (aquela observação que eu fiz do Craig mais acima). A cena do embate com os Clickers (Estaladores) é excelente e muito fiel ao jogo, um mérito do Neil Druckmann, que escolheu fãs do jogo para interpretar os Clickers. A morte da Tess (Anna Torv) foi diferente do game, porém foi mais pesada, mais dramática, ficou boa. Esta cena me soou como o velho clichê do modelo de morrer como herói (heroína), que deu sua vida em prol da salvação.

Já o terceiro episódio é o mais discutido de toda a série, o mais controverso, e na minha opinião, o mais fraco.
Muito interessante a atenção que deram em mostrar as partes de como tudo ocorreu nos primeiros dias de infecção. Mostrando que muitas pessoas que foram mortas sequer estavam infectadas, simplesmente mataram porque não tinham espaço para todos e mortos não são infectados.
Uma coisa que nós fãs sempre pedimos era uma espécie de DLC do jogo que mostrasse mais a história e tivesse um aprofundamento em alguns personagens secundários, como é o caso da Tess e o próprio Bill. Nesse episódio de fato temos uma narrativa que foge totalmente do jogo, que é apresentar e desenvolver a história do Bill (Nick Offerman), e consequentemente a sua ligação com o Frank (Murray Bartlett). Temos uma abordagem em volta de como era a vida do Bill inicialmente, como ele enfrentava a solidão daquele mundo devastado, por outro lado temos a inclusão do Frank, onde suas histórias se ligam e se amarram para sempre. Porém, devo confessar que a mudança que fizeram na história do Bill pra mim foi muito frustrante, pois tiraram todo o peso e toda a importância do Bill pro Joel na série, pois no jogo ele salva o Joel da morte, lutam juntos para sobreviverem, tem uma rusga e um embate com a Ellie. Sem falar na parte em que o Bill aconselha o Joel a tomar cuidado em quem ele confia, pra não confiar demais na Ellie, não abdicar da sua vida em prol dela. Tudo isso conta muito para o pensamento e o desenvolvimento do Joel, e até as suas próprias decisões, pois ele já estava começando a ver a Ellie com outros olhos. Ou seja, tiraram todo esse peso narrativo na série e romantizaram muito o Bill, sendo que no jogo ele é mais casca grossa, mais linha dura, mais carrancudo, dado a tudo que ele enfrentou sozinho durantes anos.

Eu achei até válido toda a intenção em construir um episódio inteiro dedicado a nos contar a história do Bill e consequentemente do Frank, mas na minha opinião eles erraram, deram um bola fora, principalmente na decisão do Bill morrer junto com o Frank (o que é totalmente diferente do jogo) e não ter a ligação direta com o Joel e os embates verbais com a Ellie, que sim, isso também conta muita para a formação dela no jogo.
Toda a história desse episódio o transformou em um um grande Filler, que não avança a história pra lugar nenhum, sendo um episódio à parte mas em detrimento da história maior. Um episódio completamente irrelevante para o contexto geral da série, pois aqui a trama maior perde e a gente sabe que é uma decisão influenciada pelo processo cultural do momento. Querendo ou não é uma lacração, mesmo usando todo o contexto homossexual do Bill e do Frank que já existe no jogo, mas não deixa de ser uma lacração. O Neil já sabia e já esperava quando decidiu mudar totalmente este episódio, o próprio disse que esperava que alguns fãs ficassem chateados com a mudança da história devido à divergência da narrativa do jogo.

No comecinho do episódio quatro enfim temos a cena que tanto esperamos no episódio anterior; que é justamente a icônica cena do carro, quando a Ellie acha a revista com as páginas grudadas do Bill - ficou uma cena extremamente perfeita, eu adorei! Nesse episódio temos a ótima cena em que o carro do Joel é alvejado pelos inimigos. Também temos a cena em que a Ellie salva o Joel do inimigo usando uma arma pela primeira vez (primeira vez com o Joel no caso). No jogo isso acontece bem mais pra frente (acho que no hotel). Esta cena ficou excelente, você ver como a Ellie agiu unicamente pelo impulso de salvar o Joel, e depois ela fica comovida quando o Joel mata o cara. Nesse episódio também temos a inclusão da líder de um movimento revolucionário em Kansas City, Kathleen (Melanie Lynskey). Kathleen foi uma criação original da série (ela não existe no jogo), sendo que o seu principal objetivo é buscar vingança contra o Joel. O final desse episódio é excelente, mostrando que a Ellie e o Joel já estão criando um forte laço de amizade, de carinho e de proteção. Justamente por o episódio terminar com a Ellie contando aquele péssimo trocadilho do "suculento", quando ambos caem na risada.

Pra mim o episódio cinco é disparado o melhor de toda a série!
Temos toda a abordagem da história do Sam (Keivonn Woodard) e do Henry (Lamar Johnson), que de fato é uma parte criada na série e inexistente no jogo. Nesse episódio temos o maior embate da série contra uma horda de infectados, por sinal uma cena excelente, ouso a dizer que é uma das melhores sequências de toda a série. Todo o desenvolvimento dessa cena é magnífica, desde o Joel indo até o local daquele sniper e toda sequência que se inicia. A cena da aparição do primeiro (e único) Baiacu na série é fenomenal, excelente, absurda. Aquela cena aparecendo a mão do Baiacu e ele saindo daquela cratera é estupida, é FODA!!! Toda a caracterização do Baiacu é maravilhosamente fiel ao jogo, e ele ataca com a violência na mesma proporção do jogo - brutal! Ainda temos a ótima cena com a "Estalinho" perseguindo a Ellie no carro, e logo na sequência ela atacando e matando a Kathleen, eu vibrei nessa hora. A "Estalinho" marca a presença da primeira criança infectada na série, magistralmente bem interpretada pela contorcionista e ginasta Skye Cowton, de apenas 9 anos de idade. Ela realmente impressionou à todos com a sua capacidade de movimentação. O final desse episódio é completamente fiel ao jogo e é uma das cenas mais pesadas e dramáticas de toda a série, quando temos o Sam virando um infectado e atacando a Ellie e seu irmão o matando a sangue frio. É uma cena tão bem construída, tão bem interpretada, principalmente pela perda da sanidade do Henry pelo o que ele tinha acabado de fazer, o levando a loucura de se suicidar na frente de todos, o que deixa a Ellie completamente assustada e em choque. Episódio maravilhoso!

O episódio seis é muito bom, pois temos um salto de 3 meses na história, o que os obriga a enfrentar o duro inverno e suas consequências. Finalmente o Joel encontra o seu irmão Tommy (Gabriel Luna), onde temos outra parte completamente fiel ao jogo, que é justamente toda a parte que envolve o vilarejo que o Tommy vive junto com a Maria (Rutina Wesley). Nesse episódio temos aquela cena emblemática do Joel conversando e desabafando com o Tommy sobre ter que levar a Ellie até os Vagalumes, o que mostra o seu lado mais humano, mais sensível e mais dramático. Uma parte muito curiosa desse episódio é uma pequena aparição assim do nada de uma figura que possivelmente poderia ser a Dina de "The Last of Us - Parte 2". Esta foi uma cena que gerou uma enorme repercussão mundo afora, onde o próprio Neil Druckmann se pronunciou vagamente em seu Twitter com a trending "was that Dina?" A atriz que fez a aparição e que provavelmente poderá ser a Dina, é a atriz Paolina van Kleef. No final desse episódio o Joel é ferido gravemente na luta contra um inimigo ao tentar fugir de cavalo com a Ellie. No jogo o Joel é ferido quando ele cai de um andar no chão e é atravessado por um ferro, ao lutar com um inimigo em uma espécie de Shopping.

O episódio sete é inteiramente baseado na DLC do jogo "Left Behind". É um episódio bem morno, bem chatinho, assim como a própria DLC, que por si só já é bem chatinha (tirando as partes que a Ellie está em busca dos remédios no helicóptero caído). Temos toda a abordagem da Ellie com sua amiga Riley (Storm Reid) naquele Shopping, entre todas as brincadeiras e diversões, chegando até ao improvável beijo da Ellie na Riley, o que mostra que a Ellie já tinha um desenvolvimento lésbico desde pequena, e que foi mais aflorado e desenvolvido na parte 2 do jogo. Nesse episódio eu senti falta da parte que a Ellie sai para buscar alguma forma de ajudar o Joel e encontra o helicóptero, na série ela já costura o Joel direto sem essa busca. É um episódio completamente fiel à DLC, pois tudo que acontece na série com a Ellie e a Riley é exatamente igual no jogo.

O episódio oito é outro episódio excelente, mostrando toda a parte daquela seita dos canibais. Este é um episódio pesado, incomodo, que desafia a Bella Ramsey como Ellie, que a obriga a sobreviver sozinha e longe do Joel. Aquela cena final quando ela parte pra cima do David (Scott Shepherd) com toda a sua fúria aflorada é assustador e magnífico. Uma parte bem fiel ao jogo e que nos mostrou como a Bella Ramsey sempre foi a personificação da Ellie do jogo. É interessante que nesse episódio temos um crossover com a participação do ator Troy Baker, que foi o ator que emprestou a voz e a captura de seus movimentos para o personagem Joel no jogo original. Aqui ele faz o James, o braço direito do líder do culto canibal David.

O episódio nove marca o final dessa primeira temporada e é outro episódio muito bom, apesar de ser bastante corrido. Logo no início temos uma cena que me deixou completamente impactado e maravilhado, pois eu não esperava que na série tivéssemos uma abordagem da Anna, a mãe da Ellie. E aqui quem faz a Anna é a atriz Ashley Johnson, que deu a voz e fez a captura de movimento da jovem Ellie no jogo original. Achei super interessante a série trazer um contexto sobre a mãe da Ellie, já que no jogo não temos nada parecido. Saber que a mãe da Ellie foi mordida e morreu por esta causa me desperta uma pergunta: será que foi por isso que a Ellie nasceu imune? Outra cena lindíssima é a cena da girafa (que por sinal é igualzinho no game). Uma cena que desperta o lado sensível e inocente da Ellie, que até então vinha em um episódio completamente introspectiva e reflexiva pelos acontecimentos passados. Outro ponto muito peculiar nesse episódio é a aparição da atriz Laura Bailey como uma das enfermeiras que estão na sala de cirurgia da Ellie. Laura Bailey é a atriz que interpreta a Abby em "The Last of Us - Part 2". De fato ela não interpretará a Abby na série, mas a sua participação nessa temporada é uma baita honra como foi para o Troy Baker e a Ashley Johnson.

O elenco é um dos pontos mais positivos da série!
Bella Ramsey é o maior acerto da série, pois é incrível como ela se doou para a personagem, como ela estudou a personagem, como ela incorporou a personagem, e olha que ela nunca tinha jogado o jogo, o que aumentou ainda mais o seu desafio. Inicialmente eu vi pessoas reclamarem da aparência da Bella em relação a Ellie do jogo, que eu até entendo, visto que realmente a atriz não se parece com a Ellie original. Mas isso da aparência pouco importa e eu jamais duvidei do talento e da qualidade da Bella no papel da Ellie, e eu não estava enganado, pois ela destrói completamente sendo a Ellie. A Bella Ramsey pegou o timming perfeito da Ellie do jogo, conseguindo exibir aquela postura durona, desbocada, que falava palavrão quase toda a hora, que se sentia rejeitada, se sentia acuada como um animal em perigo, que se mostrava frágil e vulnerável em determinadas partes, que precisava da proteção e da atenção do Joel. A Bella Ramsey é uma belíssima atriz, talentosíssima, e não é de hoje (só lembrar da sua personagem em "Game of Thrones"). De fato ela está completamente caracterizada na personagem. Você olha para a Bella Ramsey e você vê a Ellie - é incrível!

O que falar do Pedro Pascal sendo o Joel? Completamente perfeito, nitidamente ele nasceu para viver o Joel. Pedro Pascal incorpora o Joel em um nível absurdo, que me deixou embasbacado, um talento sem igual. É incrível como o Pedro tem o dom para atuar, pois inicialmente podemos observar aquele paizão com sua filha Sarah, logo após a passagem de 20 anos já observamos um Joel duro, fechado, amargurado, carrancudo, com feridas abertas pela vida durante todos esses anos. Depois passamos a acompanhar aquele desenvolvimento do improvável vínculo que vai se criando entre o Joel do Pedro e a Ellie da Bella. Assim como no jogo, é interessante notar o desenvolvimento do relacionamento dos dois, pois inicialmente o Joel via a Ellie como uma carga que ele precisava entregar, sem nenhum tipo de sentimento, apenas dever. Mas com o passar do tempo a relação entre eles começa a crescer, começa a mudar, começa a nascer um carinho, uma atenção, um vínculo, e justamente pelo fato do Joel ter esse trauma de ter perdido a filha daquela forma brutal como foi. No último episódio observamos exatamente todo esse carinho e sentimento de proteção de uma pai com sua filha, pois ao saber que a Ellie seria sacrificada para obter a improvável cura, ele parte em busca de salvar a sua nova filha. Pedro Pascal é um excelente ator (mesma coisa da Bella, só observar o seu personagem em "Game of Thrones"), tanto ele quanto a Bella estão perfeitos e triunfais em seus respectivos papeis. O que me deixa animado pelo relacionamento dos dois para a próxima temporada, mas ao mesmo tempo completamente triste - vocês entenderão.

Completando o elenco temos:
Anna Torv (das séries "Fringe" e "Mindhunter") como a ótima Tess. Ela foi perfeita sendo a Tess, conseguiu expor aquele lado mais durão e desafiador da Tess do game. Gabriel Luna ("O Exterminador do Futuro: Destino Sombrio") esteve muito bem como o Tommy, o irmão mais novo do Joel. Merle Dandridge (da série "Greenleaf") agregou muito bem na série sendo a Marlene. Nos poucos episódios que ela apareceu ela desenvolveu muito bem a sua personagem, sem falar naquele embate no último episódio com o Joel com a Ellie nos braços. Nico Parker ("Dumbo") é uma graça, um doce de atriz, que deu vida de forma brilhante para a Sarah, a filha do Joel. Aqueles 20/30 minutos iniciais do primeiro episódio serviram para nos apresentar todo o seu talento, toda a sua desenvoltura, nos fazer criar uma grande empatia pela personagem e consequentemente pela atriz.

Murray Bartlett (da série "The White Lotus") viveu o Frank de uma forma magistral e totalmente poética, e incrível toda a sua poesia de um personagem em um mundo pós-apocalíptico. Assim como o próprio Nick Offerman (da série "Confusões de Leslie") que viveu o Bill, que também mostrou o seu lado solitário e amargurado inicialmente, mas com a chegada do Frank pode viver a sua maior paixão de toda a vida. Juntos eles construíram o episódio mais poético da série, com atuações esplendorosas, compenetradas, ricas, sensíveis e totalmente poéticas. O fato do episódio ter sido o pior em minha opinião não tem a menor responsabilidade dos dois atores, muito pelo contrário, eles estiveram perfeitos. O problema maior está na decisão de construção do episódio, que obviamente não partiu deles.

Melanie Lynskey ("Não Olhe Para Cima") fez a personagem Kathleen. Ela esteve ok até onde sua personagem foi. Lamar Johnson ("O Ódio que Você Semeia") maravilhoso com o Henry. Aquela cena em que ele mata o irmão infectado e depois se suicida é brutal, e ele tem uma atuação completamente impecável. O mesmo vale para o pequenino Keivonn Woodard, que deu vida ao Sam. Keivonn é uma criança surda na vida real e esse fator trouxe um peso ainda maior para o seu personagem na série, principalmente na cena em que ele conversa através da escrita com a Ellie - cena impactante e maravilhosa. Storm Reid ("O Homem Invisível") viveu a Riley de forma magistral. As partes em que ela contracenou com a Bella Ramsey foram incríveis, com aquele contraste entre o divertido e o cômico, com o peso do drama logo após serem mordidas - bela apresentação da Storm Reid na série. Scott Shepherd esteve excelente como o canibal David. Toda aquela sua postura de religioso, de pregador, de líder que era seguido pelas pessoas daquele grupo, foram totalmente condizentes com sua atuação. Rutina Wesley (da série "Queen Sugar") trouxe a sua personagem Maria ao ponto alto de toda história. Ela esteve muito bem ao contracenar com o Pedro, a Bella e o Gabriel. Troy Baker (ele também foi o Booker DeWitt no game "BioShock Infinite") muito bem como James. Ashley Johnson (da série "Blindspot") completamente perfeita ao dar vida para a Ellie no jogo original, e mais perfeita ainda ao dar vida para a mãe da Ellie na série. Ou seja, ela esteve excelente em dose dupla.

Um dos principais acertos da série é desenvolver e abordar partes que ficaram faltando no jogo ou mal explicadas, e nisso a série faz com perfeição. O fato dos poucos infectados e a falta de mais combates, que muita gente reclamou na série, eu até concordo, realmente teve poucos combates e poucos infectados. Porém, a série não é unicamente sobre infectados (zumbis), tem toda uma construção e uma desconstrução por trás, tem toda uma humanização, drama, traumas, perdas, é uma série sobre o ser humano, seus conflitos e suas perdas em um mundo pós-apocalíptico, que obviamente também inclui os infectados como parte da história. No jogo temos um boa mescla nesse quesito, mas de fato temos mais ação e mais combates, já a série foca mais no drama e no desenvolvimento de personagens do que propriamente na ação.

Tivemos algumas mudanças de etnia na série em relação ao personagem original do jogo, como é o caso das atrizes que fizeram a Sarah e a Maria, e o ator que fez o Tommy. Por outro lado também tivemos a inclusão e a diversidade, como no caso do pequenino Keivonn Woodard. Eu considero todas essas mudanças como pontos positivos na série.

Um diferencial da série foi o uso de pouquíssimo CGI ao longo de toda a história, pois praticamente tudo era maquiagem, como os próprios Clickers. A série fez o uso de dublês em algumas cenas, como no caso da excelente cena do Baiacu, que muitos pensavam ser o uso do CGI, mas não, ali era realmente um ator embaixo de várias próteses - magnífico! A própria criança infectada (a Estalinho), muitos achavam que era CGI, sequer imaginavam que era uma talentosíssima atriz mirim.
Pegando esse gancho do CGI e das maquiagens, temos uma série absurdamente perfeita no quesito técnico e artístico. Pois tínhamos belíssimos cenários totalmente condizentes com a temática da série, um excelente mérito da equipe de direção de arte. A própria cinematografia da série é perfeita, traz uma fotografia que contrasta o belo e o horror ali lado a lado. A trilha sonora é magnânima, maravilhosa, uma trilha sonora muito fiel ao jogo. Tecnicamente a série é uma obra-prima!

"The Last of Us" foi extremamente aclamado pela crítica, que elogiou as performances, escrita, design de produção e trilha sonora; vários a consideraram a melhor adaptação de um videogame. Nos canais lineares e HBO Max, a estreia da série foi assistida por 4,7 milhões de telespectadores no primeiro dia - o segundo maior para a HBO desde 2010 - e mais de 22 milhões em doze dias; em março, os primeiros cinco episódios tiveram uma média de quase 30 milhões de espectadores. Em janeiro de 2023, a série foi renovada para uma segunda temporada. Em uma conversa com a GQ, os cocriadores Neil Druckmann e Craig Mazin falaram sobre seus planos para a segunda temporada da série e revelaram que uma terceira temporada está nos planos. Sobre a continuação da série, eu realmente concordo que para abranger todos os eventos e os acontecimentos da parte 2 do jogo, no mínimo tem que ser em duas temporadas.

Finalmente eu chego ao fim do meu maior texto já escrito em toda a minha vida cinéfila. De fato, todo o amor que eu tenho por este jogo eu jamais poderia (ou conseguiria) escrever um texto básico, eu realmente teria que ser detalhista e profundo em comparação com o jogo e com a série. Já que para escrever esse texto eu assisti todos os episódios no seu áudio original lançado aos domingos, e durante a semana eu revia novamente o episódio com a dublagem original do jogo, que por sinal estava impecável.

Confesso que faltou muito pouco para eu considerar a série como uma obra-prima, pois o nível de fidelidade na adaptação que temos aqui é algo que eu nunca vi em toda a minha vida cinéfila. Porém, alguns pequenos detalhes (que eu não posso deixar passar) me fizeram desconsiderar esta possibilidade que esteve tão perto. Mas isso não é nenhum demérito, muito pelo contrário, a série pode até não ser considerada uma obra-prima, mas é relevante, revolucionária, influente, importante no cenário, uma verdadeira base de inspiração para várias outras séries que virão por ai. É fato que a série "The Last of Us" inovou e revolucionou o conceito e o cenário do universo das adaptações, seja ela de jogos de videogames, livros, peças teatrais, contos, passagens, qualquer tipo de obra. Posso afirmar que esta série ficará para sempre como base e conceito das próximas adaptações, principalmente adaptações de jogos de videogames.

Eu já considero a série "The Last of Us" como um clássico, que ganhará ainda mais reconhecimento e relevância com o passar do tempo, e acaba de entrar para a minha seleta lista de séries da minha vida. Com certeza já pode ser considerada como um verdadeiro "marco" no cenário das adaptações de videogames. E eu afirmo com 100% de certeza que a série "The Last of Us" é a melhor adaptação de um jogo de videogame para um conteúdo audiovisual de toda a história. Sem mais! [15/01/2023 até 12/03/2023]
Adriano Silva
Adriano Silva

1.612 seguidores 478 críticas Seguir usuário

Crítica da 2 temporada
2,0
Enviada em 27 de maio de 2025
 ⚠ TEM SPOILERS ⚠ 

The Last of Us (2ª Temporada) 2025

A segunda temporada da série "The Last of Us" (que estreou na HBO em 13 de abril de 2025) é baseada na popular franquia de videogame da Naughty Dog, dessa vez sendo baseada no jogo lançado em 19 de junho de 2020 exclusivamente para PlayStation 4, "The Last of Us Part II", cuja história segue Joel Miller (Pedro Pascal) e Ellie (Bella Ramsey) cinco anos após os eventos da primeira temporada, depois de se estabelecerem em Jackson, Wyoming, com o irmão de Joel, Tommy (Gabriel Luna) e os amigos de Ellie, Dina (Isabela Merced) e Jesse (Young Mazino).

Quando eu escrevi a minha gigantesca análise sobre a primeira temporada da série, lá em março de 2023, eu frisei que a série de jogos "The Last of Us" é a minha terceira franquia preferida de jogos da história dos videogames. Também deixei bem claro o quanto eu sempre estive frustrado por sempre as adaptações de jogos de videogames serem em sua grande maioria ruins (e até péssimas). Dito isto, a primeira temporada da série "The Last of Us" veio para revolucionar este quesito das adaptações de jogos de videogames, se tornando, em minha opinião, a melhor adaptação de um jogo de videogame para um conteúdo audiovisual de toda a história.

Diante da excelente adaptação entregue na primeira temporada, a minha expectativa estava gigantesca em relação a segunda temporada, até porque dessa vez seria baseado no segundo jogo da série, que eu considero como top 5 melhores jogos que eu já joguei em toda a minha vida gamer. Porém, em todos estes meus longos anos cinéfilos eu aprendi uma coisa: quando você coloca a sua expectativa muita alta em relação à uma obra, a chance de você se decepcionar é maior do que a chance de você conseguir igualar com a sua expectativa criada. E cá estou eu com mais um desses exemplos, pois infelizmente a segunda temporada da série "The Last of Us" é decepcionante.

Analisando cada episódio:
O episódio 1 começa bastante interessante ao mostrar a Abby (Kaitlyn Dever) com seu grupo no local que está enterrado o pai dela, com ela jurando vingança ao Joel. Esta parte não existe no jogo mas eu considero extremamente necessária, pois um ponto que eu sempre questionei no game é justamente a forma como a Abby é encaixada na história do segundo jogo, onde ela é praticamente jogada na história assim do nada, sem ninguém saber da onde ela saiu. Pelo menos na série esta introdução dá um pequeno contexto de quem é esta Abby e qual é a sua motivação. Um ponto que foi muito questionado na escolha da atriz para viver a Abby foi justamente o físico da Kaitlyn Dever, que é um físico normal de uma garota, sem ter aquele físico musculoso da Abby do jogo. No jogo a Abby tem aquele físico musculoso justamente por ela ser uma das melhores soldadas que estava em busca de vingança. Ou seja, ela treinou e desenvolveu o seu corpo para este propósito, para ficar forte e musculosa para sobreviver, tanto que no jogo quando jogamos com ela vemos que de fato ela é muito forte. Então, não vou negar que ver a Kaitlyn Dever como Abby me incomodou um pouco, pois esta versão da Abby assim mais magra me lembrou a sua versão dos flashbacks no jogo da própria Abby mais nova, quando ela saia para caçar com seu pai, do que a versão atual da Abby já adulta.

O episódio segue com o núcleo do Joel e da Ellie que vivem em Jackson. Na série a Maria (Rutina Wesley) e o Tommy tem um filho, no jogo não. Joel faz terapia com a Gail (Catherine O'Hara), isso não existe no jogo e nem a personagem Gail. A Gail é viúva do Eugene (Joe Pantoliano), que este sim existe no jogo, apesar de já estar falecido durante a história e a única coisa que encontramos dele é uma foto. Posso encarar esta questão da terapia como um encaixe da série justamente por o Joel estar travando uma batalha mental em sua consciência por tudo que ele fez para salvar a Ellie e agora ela cobrando ele justamente nessa questão. A cena do beijo na festa entre a Dina e a Ellie é bem fiel ao jogo. Já esta questão dos galhos infectados estarem invadindo Jackson pelos canos quebrados é bastante curioso, já que isso não existe no jogo. A Ellie é mordida novamente, dessa vez na barriga. Curioso, já que nos dois jogos isso nunca aconteceu.

O episódio 2 é sem dúvidas o mais aguardado da temporada e de toda a série:
No jogo a Ellie sai com a Dina para a patrulha antes da morte do Joel, na série ela vai com o Jesse e a Dina com o Joel, no jogo o Joel vai com o Tommy. Esta mudança pode não parecer nada demais mas eu considero um erro grotesco da série que explicarei mais pra frente. O Jesse acha o local do cultivo de maconhas do Eugene com a Ellie, no jogo é a Ellie e a Dina que encontram, aliás rola uma ótima cena que pra quem jogou vai entender. Temos a garota da cadeira de rodas, Amy, que não existe no jogo. Toda a parte da Abby fugindo da horda de infectados e sendo salva justamente pelo Joel é bastante fiel ao jogo. Interessante também eles combinarem o ataque dos infectados em Jackson bem na hora que vai ocorrer o ataque da Abby ao Joel, junto com a Ellie e o Jesse que estão procurando por ele. Esta parte do ataque à Jackson, que não existe no jogo, ficou muito boa, apesar da cena em que o Tommy anda no meio dos infectados sem muita preocupação, que destoa bastante. Esta sacada dos roteiristas sobre o ataque à Jackson foi um uma ideia até coerente, visto que isso poderia acontecer a qualquer momento.

O ponto alto do episódio obviamente é a morte do Joel, que inicialmente eu achei interessante justamente por a Abby falar com o Joel sobre o dia que ele matou os soldados no hospital para salvar a vida da Ellie, junto dos soldados estava o pai da Abby. Ou seja, isso é algo que não existe no jogo, no jogo a Abby chega e já ataca o Joel até a morte, ele praticamente morre sem saber o real motivo. Esta parte na série ficou boa justamente por ela elucidar ele sobre quem ela era e a relação dela com aquele dia da matança no hospital. A cena da morte do Joel não tem o mesmo peso e nem o mesmo pânico do jogo, no jogo você fica angustiado e sofre quantas vezes você jogar, mesmo já sabendo o que vai acontecer. O problema dessa cena na série é justamente a Abby, no caso a atuação da Kaitlyn Dever, que pra mim não me convence como Abby e muito menos nessa cena. Eu não consigo ver nela aquela crueldade e aquele ódio da Abby do jogo, e aqui eu nem estou entrando na questão do físico dela. O que me pega é o fato dessa Abby me parecer muito menininha, e a cena em si ficou boa, mas não tem nem sombra do peso e do pânico do jogo, sem falar que matar o Joel com pancadas brutal de taco na cabeça (que acontece no jogo) é muito pior e muito mais pesado do que simplesmente bater só na perna machucada dele, dar uns soquinhos e enfiar o cabo do taco no pescoço.

Outro ponto que me incomodou bastante, é o fato de pegarem muito leve com a Dina, tendo todo um cuidado em pegar uma injeção para fazer ela dormir e não ver nada, quando simplesmente poderiam dar uma pancada na cabeça dela e pronto. Mais um ponto: esta decisão de trocarem o Tommy pela Dina na cena da morte do Joel pra mim foi um erro. Até porque tirou todo o peso emocional do Tommy em ver o irmão sendo morto e despertando a sua fúria e o seu sentimento de vingança para ir atrás da Abby e seu grupo (como exatamente acontece no jogo). E outra, ele não viu o rosto da Abby, como ele vai partir sozinho, igual no jogo, atrás dela? Outro ponto que eu considero um erro da série: no jogo quando você controla a Ellie, você está chegando na casa e quando adentra o local a Ellie escuta os gritos agonizantes do Joel enquanto a Abby está batendo nele com o taco. Esses gritos são extremamente importantes no contexto do jogo, porque eles viram um trauma para a Ellie a partir daí, onde constantemente ela acorda com esses gritos do Joel em sua mente durante todo o processo do jogo. Já na série em momento algum a Ellie escuta os gritos do Joel, e sim ela escuta os gritos da Abby enquanto ela dá aqueles soquinhos fofo no Joel. Este segundo episódio tem sua fidelidade com o jogo mas o contexto como ele é desenvolvido é ruim e com mudanças, como no caso do Tommy, que são completamente infundadas e que vai interferir diretamente no decorrer da história daqui pra frente.

Após a morte do Joel temos um salto no tempo de três meses no episódio 3. Isso é outra mudança que eu também considero como um erro, pois no jogo a morte do Joel é em um dia e no outro o Tommy já partiu atrás do grupo da Abby, e logo após a Ellie e a Dina também vão. Ou seja, tudo é muito recente e o ódio e o desejo de vingança está completamente aflorado, e não esperar três funcking meses para pensar em ir buscar vingança. Um ponto curioso desse episódio é justamente já ter uma aparição dos Serafitas/Cicatrizes assim tão cedo, sendo que no jogo eles aparecem bem mais pra frente. Como no jogo é o Tommy que está presente na morte do Joel, ele parte sozinho atrás do grupo da Abby. Já na série isso mudou, ele não foi sozinho e está em Jackson junto da Ellie e de todos. E aqui entra outro ponto que me incomodou demais: a decisão em ter um conselho com uma votação para decidir se vão atrás dos assassinos do Joel ou não, é simplesmente ridículo. No jogo o Tommy já partiu na frente e a Ellie vai logo em seguida junto com a Dina contra a vontade da própria Maria. Na série não parece que o Tommy está sentindo a morte do Joel com um desejo de vingança, e muito menos a Ellie. Onde está o sentimento de vingança do Tommy e da Ellie? Onde está aquela fúria da Ellie em querer ir até sozinha atrás da Abby? Tiraram o peso dessa parte da história, deixaram o Tommy como um bundão pau-mandado da esposa, onde claramente ele não está nem um pouco preocupado em ir buscar vingança. Ridículo o que fizeram com o Tommy na série. O mesmo vale para a Ellie, que está completamente submissa, complacente, aceitando todas as ordens. Esta Ellie da Bella Ramsey não traduz 10% da Ellie do jogo.

Outro ponto que eu me questionei nesse episódio é justamente sobre a química entre a Ellie e a Dina. Pois não sinto química entre a Dina e a Ellie igual no jogo, elas parecem distantes. Tanto que na série a Dina nem diz que quer ir junto com a Ellie na missão como uma prova de amor e companheirismo (como acontece no jogo), ela apenas dá a ideia do que fazer e só vai junto com a Ellie. E como eu pensei, não teve a cena em que a Dina e a Ellie se pegam de calcinha, uma ótima cena no game por sinal. Na série a Dina só puxa o assunto do beijo na barraca e fala da nota, como no jogo, e o assunto morre. Uma cena bem fraquinha, realmente falta muita química entre as duas. Este terceiro episódio faz a série se afastar ainda mais do jogo e enfraquece os personagens. O episódio não é só um dos episódios mais fraco da temporada, como ele prejudica os personagens do Tommy e da Ellie. Por deixarem eles muito enfraquecidos, sem aquele sentimento de ódio e vingança.

O episódio 4 inicia com uma cena do Isaac Dixon (Jeffrey Wright) no passado onde mostra a sua troca de aliança da FEDRA para a WLF. Logo após temos aquela cena onde ele tortura um Serafita para conseguir informações a respeito da localização do seu grupo (por sinal, uma cena bem fiel ao jogo). Por fim nesse episódio temos uma das cenas mais icônicas da história dos jogos de videogames; que é justamente a cena na loja de instrumentos musicais em que a Ellie toca no violão e canta a belíssima canção "Take On Me" do a-ha para a Dina. Esta cena é linda, é tocante, é profunda, é emblemática, pois na primeira vez que eu joguei o jogo eu me emocionei nessa cena, e na série eu tenho que aplaudir de pé esta cena, pois ficou perfeita, não devendo em absolutamente nada à cena no jogo. Sem falar que nessa cena a Bella Ramsey e a Isabela Merced deram um verdadeiro show de atuações. Temos a cena do subsolo do metrô, que foi encurtada mas ficou boa. Curiosa a cena em que a Ellie deixa ser mordida para salvar a Dina, uma parte que não existe no jogo. Dado o contexto da mordida na Ellie a Dina fica extremamente confusa e perturbada, sem saber como agir no momento, naturalmente ele se vê ameaçada. Esta cena é boa até a parte em que a Dina enfim revela para a Ellie que está grávida e as duas caem em uma cena sexual completamente patética.

Nesse quarto episódio claramente vemos uma Ellie totalmente diferente do jogo, pois no jogo após a morte do Joel a Ellie se apresenta totalmente fechada, sombria, obscura, introspectiva, morta por dentro, o tempo todo você percebe o seu desejo e sua fúria pela vingança. Na série isso tudo é deixado de lado, tudo é muito leve, muito vago, muito raso, parece que as duas estão apenas em uma aventura na floresta curtindo e se divertindo, falta peso, falta emoção, falta dor, falta fúria, falta aquele ódio da Ellie que ela expressa apenas no olhar na capa original do jogo. Nesse quarto episódio claramente vemos que as coisas estão sendo muito atropeladas pelos acontecimentos, tudo muito corrido, com uma urgência em passar logos os acontecimentos. Nesse episódio vemos uma Ellie como a figura da boazinha, muito compassiva, muito complacente, que aceita tudo, como no caso da revelação da gravidez da Dina, que no jogo temos um diálogo pesado entre as duas, onde a Ellie é extremamente dura com a Dina e até revela que sim, que a Dina tinha se tornado um fardo pra ela, como a própria Dina havia mencionado em não querer ser ao ter escondido a sua gravidez. Por outro lado o que temos na série é a cara de pamonha da Ellie dizendo: "eu vou ser pai"! Definitivamente não dá!

O episódio 5 começa com um ponto muito importante no jogo mas que até então nunca tinha sido mencionado na série - que é a questão dos esporos de Cordyceps. Já na parte do teatro, no jogo na primeira vez que a Ellie sai após chegar ao teatro não é com a Dina, ela sai sozinha visto que a Dina estava passando mal por causa da gravidez. Na série elas vão juntas, a Dina está bem, elas estão a pé, até porque elas simplesmente esqueceram a égua Estrela na loja de instrumentos musicais no episódio passado (no jogo a Estrela é atingida por um explosivo plantado no chão junto com a Ellie). Temos aquele ótimo discurso da Dina sobre sua primeira morte na infância, que soa como um tapa na cara da Ellie sobre a sua vingança pelo Joel. O que me parece que a Dina sente mais desejo de vingança do que a própria Ellie - ridículo isso! O Jesse aparece para ajudar, só que no jogo ele aparece para ajudar a Ellie que está sozinha, já na série ele ajuda as duas. E como eu estava imaginando em como eles iriam encaixar o Tommy nessa história, o Jesse revela que ele veio com o Tommy atrás das duas para resgatá-las de volta. Ou seja, o Tommy só está ali para resgatar as meninas e não pelo seu desejo de vingança - ridículo mais uma vez!

O episódio continua com a Ellie, a Dina e o Jesse fugindo de uma perseguição dos soldados da WLF, quando eles são emboscados em um local onde presenciam os Serafitas estripando um soldado da WLF. Nesse momento a Dina é atingida na perna por uma flecha e carregada dali pelo Jesse (isso não acontece no jogo). Esta foi a forma que arrumaram para retirar a Dina e o Jesse do local para a Ellie seguir sozinha atrás da Nora (Tati Gabrielle). A cena da Ellie contra a Nora ficou boa, finalmente eu vi um pouco da caracterização da Ellie do jogo na Bella Ramsey, pois ela até consegue mostrar um pouco da sua fúria em suas expressões ao atacar a Nora. E mais uma vez na cena a Ellie ataca a Nora batendo em suas pernas e não na cabeça como no jogo. Por essas e outras que o jogo sempre será superior à série, pois no jogo não temos estas censuras como nessa cena da Nora e na morte do Joel.

O episódio 6 começa com uma cena um tanto quanto curiosa, que é justamente uma cena no passado, em Austin, no Texas, em 1983, com o policial interpretado pelo sempre maravilhoso ator Tony Dalton. Esta cena apresenta o Joel com seu irmão Tommy em uma situação com seu pai que era policial, e no futuro esta cena fez sentido na formação do caráter do Joel. Este episódio é voltado para os dias dos aniversários da Ellie no passado com o Joel. A parte do aniversário da Ellie no museu é bem curta, como eu já imaginava, porém a parte da capsula espacial é muito boa e muito fiel ao jogo. O engraçado desse episódio são as passagens de tempo de acordo com cada ano de aniversário da Ellie, e a Ellie continua exatamente do mesmo jeito, não tem crescimento, não tem mudança, só uns detalhes aqui e acolá, como no cabelo, na sobrancelha, até porque obviamente é a mesma atriz o tempo todo (este é um diferencial no jogo). Outro ponto interessante nesse sexto episódio é o fato da série mostrar a parte do Eugene quando ele foi mordido e como o Joel matou ele, já que isso não existe no jogo. No jogo ele é apenas citado mas já está morto. Curioso que a Ellie aproveita a oportunidade para desmentir o Joel em relação ao Eugene, já que ele havia mentido para a Gail quanto à sua morte. A Ellie aproveitou a ocasião para expor aquela mentira do Joel por ele também já ter mentido para ela como já sabemos de toda a história. O final desse episódio temos aquele diálogo pesado, emocionante e bastante revelador entre a Ellie e o Joel na varanda da casa do Joel. Por sinal, uma cena belíssima e completamente fiel ao jogo.

O episódio 7 marca o fim da segunda temporada:
O episódio começa com a cena do Jesse ajudando a Dina com a flecha em sua perna, que é uma cena que não existe no jogo mas na série ficou boa. Temos a cena da Ellie no teatro com Dina cuidando dos machucados em suas costas, por sinal outra cena bastante fiel ao jogo. Esta cena é curiosa por vários pontos: primeiro a Ellie abalada pelo seu embate com a Nora, sendo que ela revela para a Dina que não matou a Nora (Ai não!!!). Depois a Ellie revela para a Dina como tudo ocorreu naquele dia do ataque do Joel ao hospital, incluindo a morte do pai da Abby, o que faz sentindo para a Dina entender tudo de uma vez. Logo após a Ellie e o Jesse vão tentar encontrar o paradeiro do Tommy, e curioso que a partir daí temos alguns diálogos bem pertinentes entre o Jesse e a Ellie; como no fato do Jesse revelar para a Ellie que ainda ama a Dina, e a própria Dina já havia revelado para a Ellie na cena da barraca que ainda gostava dele, curioso. Tudo isso não existe no jogo, não dessa forma específica. Outra discursão entre a Ellie e o Jesse envolve justamente na decisão de um querer ir encontrar o Tommy e o outro ir caçar a Abby. Obviamente a Ellie vai de barco na direção do aquário na esperança de encontrar a Abby.

A cena da Ellie indo de barco até o aquário estava se desenrolando muito bem, até pelas enormes ondas, como justamente acontece no jogo. Porém colocarem esta cena dos Serafitas capturando a Ellie e a levando para sua ilha foi mais uma falha grotesca dessa série. Sinceramente eu não entendi qual o propósito dessa cena em específico, às vezes poderia ser apenas um gancho para nos mostrar o grupo dos Serafitas para a próxima temporada, que sim lá eles terão muito mais relevância. Mas já havíamos presenciado cenas com os Serafitas anteriormente. Outro ponto, é o fato dessa cena ser exatamente igual com a cena do jogo na parte da Abby quando ela é capturada pelos Serafitas, onde ela conhece a Yara e o Lev, que é uma parte muito importante da história da Abby no jogo. Sinceramente eu não entendi!

Por fim a Ellie chega no aquário de Seattle. No jogo assim que ela entra no local ela logo mata a cadela da Mel, a Alice. Mas adivinhem!!! Na série simplesmente a cadela Alice, que sim no jogo é extremamente importante, não existe. E então temos a cena que a Ellie enfrenta o Owen (Spencer Lord) e a Mel (Ariela Barer). Esta cena no jogo é excelente, pois a Ellie chega no local procurando a Abby e sai matando a sangue frio todo mundo que atravessa em seu caminho, incluindo a cadela Alice, o Owen e a Mel. Na série esta cena é absurdamente ridícula, pois a Ellie dá um tiro no Owen que de raspão pega no pescoço da Mel. O Owen obviamente morre mas a Mel ainda fica agonizando, sabendo que iria morrer ela revela que está grávida para a Ellie e pede para a Ellie fazer uma incisão em sua barriga para tentar retirar seu bebê ainda com vida. Uma cena absurdamente patética e deplorável, e mais uma vez temos uma Ellie na série completamente diferente da personalidade da Ellie do jogo, pois no jogo a Ellie também lamenta por ter matado a Mel grávida, mas é só. Na série a Ellie claramente não queria matar a Mel, ela morre quase como um acidente, e ainda a Ellie iria tentar salvar o seu bebê por compaixão - ah, faça-me um favor! Definitivamente esta Ellie é muito bunda-mole!

Logo após esta cena o Tommy e o Jesse aparecem para resgatar a Ellie do local e retornarem juntos para o teatro. Esta cena final do teatro é muito boa e completamente fiel ao jogo, onde até os diálogos são parecidos com o jogo. A seguir temos a cena que a Abby invade o teatro e ataca o Tommy, juntamente com a parte da morte do Jesse, que é exatamente igual ao jogo. Esta cena é mais uma que merece aplausos, pois temos aqui uma ótima cena, com um ótimo nível de fidelidade, sem falar na atuação da Kaitlyn Dever, que dessa vez eu gostei. No fim a Abby dispara contra a Ellie, mas naturalmente não aconteceu absolutamente nada, apenas para compor um impacto de fechamento. O corte seguinte é exatamente a cena da Abby na base do Isaac voltando para o dia 1, ou seja, obviamente uma apresentação para a terceira temporada da série, que será inteiramente focada na história da Abby.

Sobre o elenco:
Um dos principais pontos que na minha visão fizeram esta segunda temporada decair tanto em relação a primeira é exatamente a atriz Bella Ramsey. Na minha análise da primeira temporada eu elogiei a performance da Bella com todos os méritos possíveis, justamente por ela entregar uma atuação perfeita, com um timming perfeito, muito bem ajustada na personagem, onde ela soube incorporar com muita maestria a verdadeira Ellie do jogo. A Bella Ramsey superou e calou todos os críticos que julgaram a sua escolha, principalmente pela sua aparência com relação a Ellie do jogo. Porém, na primeira temporada a Bella Ramsey encaixou perfeitamente sendo aquela Ellie com 14 anos e não sendo uma Ellie já adulta com 19 anos. Você olha para a Bella e você jamais irá comprar a ideia que ela é a Ellie adulta, sendo que ela está exatamente igual na primeira temporada, por mais que ela apresente algumas mudanças como o cabelo, a sobrancelha e a tatuagem sobre a queimadura no braço. Este é o principal ponto da Bella Ramsey nessa segunda temporada.

E aqui eu preciso frisar que o problema em si não é somente da atriz Bella Ramsey e sim de quem a escalou para continuar vivendo a Ellie do segundo jogo, e principalmente a forma como o roteiro quis encaixá-la na trama da segunda temporada. O maior problema que eu vejo na Bella sendo uma Ellie adulta é justamente o fato dela não conseguir convencer sendo aquela Ellie do jogo, com aquele ódio, com aquele desejo de vingança, aquela fúria que a deixava completamente cega e sedenta por vingança, que iria matar qualquer um que atravessasse em sua frente. A Ellie do segundo jogo você já se impressiona ao olhar para a capa original do jogo, onde mostra uma pessoa seca, amargurada, vazia, obscura, sombria, infeliz, completamente morta por dentro. E o ponto aqui é justamente esse na atuação da Bella Ramsey, em não passar esta personalidade da Ellie do jogo, muito pelo contrário, a Ellie da Bella é totalmente pacifista, submissa, complacente, boazinha, bobinha, que aceita todas as ordens que lhe são impostas (como na cena ridícula do conselho). Jamais você irá comprar aquela ideia que aquela Ellie esteja realmente em uma missão de vingança, pelo contrário, em vários momentos a série suaviza ela demais, a humaniza demais, a descaracteriza demais, onde ela nitidamente não se impõe como aquela Ellie do jogo.

Outro ponto em relação a Ellie da Bella Ramsey, é o fato da série querer forçar que ela nunca quis matar ninguém, além da própria Abby. Pois me parece que ela não quis matar o Owen, nem a Mel e não matou a Nora. E pasmem, na cena final da temporada ainda nos deixa com a sensação como se ela também não quisesse matar a própria Abby - ai já é demais! E tem mais: parece que a única preocupação dessa Ellie na série é com o filho da Dina, em querer voltar logo para casa, em se tornar pai. Enfim! Eu gosto muito da atriz Bella Ramsey, acho ela muito talentosa, que já se provou em seus trabalhos passados, como em "Game of Thrones" e na própria primeira temporada de "The Last of Us". Porém, nessa segunda temporada ela não se encaixou na personagem, ela não conseguiu aquela essência da Ellie como ela havia conseguido na primeira temporada. Sendo assim eu concluo que manter a Bella Ramsey como a Ellie adulta nessa segunda temporada foi um completo erro.

Outro personagem que foi extremamente prejudicado pelo roteiro foi o Tommy. O ator Gabriel Luna também teve uma ótima participação na primeira temporada. Já nessa segunda ele foi muito prejudicado pela decisão do roteiro em mudar a parte que ele estaria com o Joel na cena da morte. A partir dali transformaram o Tommy em um bunda-mole, em um personagem onde claramente não dava a mínima pela vingança do seu irmão, um completo pau-mandado onde a sua esposa que dava as ordens do que ele deveria fazer, e depois ele foi completamente esquecido na série. Ou seja, o Tommy foi um personagem completamente subutilizado, completamente inútil, onde o roteiro dessa segunda temporada o prejudicou em todos os sentidos (assim como fez com a Ellie da Bella). Mais um que não passa perto do seu personagem no jogo.

Pedro Pascal manteve o mesmo nível da primeira temporada, ou seja, esteve excelente como Joel em suas poucas apresentações. Pedro é um ator espetacular, ele consegue um nível absurdo de caraterização, como nas cenas dos embates com a Ellie, na cena da sua morte e no episódio dos aniversários da Ellie no passado. Em todas as suas apresentações ele esteve 100% perfeito e 100% fiel ao Joel da segunda temporada.

A Isabela Merced é um verdadeiro colírio para os meus olhos. Antes de mais nada eu quero deixar bem claro que a minha personagem preferida no segundo jogo é a Dina, sim, a Dina! Eu conheço e acompanho a carreira da Isabela Merced há muitos anos, desde os seus primeiros trabalhos até o mais relevante do seu início de carreira, "Transformers: O Último Cavaleiro" (2017), onde na época ela ainda usava o seu nome artístico como Isabela Monet (depois ela mudou para Merced por causa de um acontecimento pessoal). Ou seja, quando escalaram a Isabela para viver a Dina eu fiquei extremamente feliz, pois eu sabia que não tinha como dar errado, visto que ela sempre foi uma atriz talentosíssima, como muita entrega no personagem, e não deu outra, a Dina da Isabela Merced é maravilhosa. A Isabela consegue entregar uma Dina muito fiel ao jogo, muito bem caraterizada, muito bem estudada, muito bem trabalhada, sendo extremamente carismática, simpática, doce, um amor, cuja sua performance é tão boa, tão elegante, que chega a ofuscar o brilho da protagonista Bella Ramsey em praticamente todas as cenas em que as duas atuam juntas. E vamos combinar né....a Isabela Merced é muito linda!

Young Mazino é outro ator que conseguiu um ótima caracterização do Jesse do jogo, por mais que em alguns momentos ele destoe um pouco do personagem por algumas conversas e atitudes. Mas no geral ele esteve muito bem como Jesse e não comprometeu em nenhum momento.
A Kaitlyn Dever como Abby eu já mencionei praticamente tudo que eu penso acima na análise do segundo episódio. Já expliquei o porque de eu não ter gostado da escolha dela para viver a Abby. E aqui a culpa não é da atriz e muito menos da sua performance, que pra mim fica devendo na cena da morte do Joel, mas ela compensa na cena do teatro no último episódio. Kaitlyn Dever é uma ótima atriz, tem ótimos trabalhos, e eu acredito que ela entregará uma excelente atuação na terceira temporada, visto que ela será a protagonista e a dona da temporada.

Completando o elenco:
Rutina Wesley tem muito mais tempo de tela nessa temporada e ela soube aproveitá-lo da forma mais precisa. Rutina contracena muito bem com o Gabriel Luna e com os outros, ela consegue mostrar uma imposição bastante interessante (a maria do jogo também se impunha). Ela foi bem!
Robert John Burke que fez o Seth, o ex-policial que administra um bar em Jackson, tem até mais participações na série do que no jogo. Ele faz o básico bem feito e não compromete.
Catherine O'Hara fez a terapeuta do Joel e a esposa do Eugene. Uma personagem original da série que na minha opinião é completamente desnecessária.
Já o Joe Pantoliano que fez o Eugene, marido de Gail, aparece apenas em um único episódio. De qualquer forma ele ainda existe no jogo e ainda teve um contexto na série.

Sobre o elenco do grupo da Abby:
O principal, além da Kaitlyn Dever, é o Jeffrey Wright que faz o Isaac. Interessante que o Jeffrey repete o seu próprio papel do jogo, e aqui, até por razões óbvias, ele está impecável, excelente, sendo de longe um dos melhores personagens em termos de caracterização entre a série e o jogo.
Spencer Lord não me convence como Owen. O mesmo também vale para a Ariela Barer como Mel. Porém, acredito que na terceira temporada eles serão muito mais relevantes (como no jogo), o que poderá melhorar muito a atuação de ambos, já que nessa temporada é bem fraca.
Por outro lado temos a Tati Gabrielle que fez a Nora. Esta sim conseguiu me convencer perfeitamente sendo a Nora, e olha que ela teve pouco tempo de tela, mas em seu episódio com a Bella Ramsey ela já se mostrou muito bem caracterizada na personagem. Com toda certeza ela estará incrível na terceira temporada.
E por fim o Danny Ramirez como Manny, que no jogo tem uma grande importância no grupo da Abby. Outro ator que eu também aposto que estará muito bem na terceira temporada.

Sobre as qualidades técnicas:
Tecnicamente a segunda temporada continua na mesma linha da primeira, sendo uma verdadeira obra-prima. O maior destaque da temporada continua sendo a direção de arte que produz cenários impecáveis e completamente condizentes e fiéis ao jogo. A caracterização da equipe de maquiagem e efeitos é novamente um absurdo. Pois nessa temporada temos mais ações envolvendo os infectados, até com variações deles, coisa que ficou um pouco devendo na primeira temporada. A cenografia salta aos nossos olhos, e muito por nos surpreender com uma fotografia completamente maravilhosa. De fato a direção de fotografia da série é um dos pontos mais fiéis ao jogo. A trilha sonora acompanha com muita maestria todas as qualidades técnicas da série, e não era pra menos. A segunda temporada continua com um trabalho técnico e artístico de altíssimo nível.

Agora eu preciso questionar sobre o roteiro dessa temporada:
Os senhores Craig Mazin e Neil Druckmann, que eu elogiei bastante na primeira temporada, dessa vez perderam a mão. E aqui a crítica é direcionada para a produção e roteiro. Um ponto que eu elogiei bastante na primeira temporada foi justamente o fato dos roteiristas seguirem um roteiro mantendo toda a essência e teor do jogo, por mais que tivemos algumas mudanças. Pra mim este foi o grande acerto da primeira temporada. O que me decepciona bastante nessa segunda temporada é exatamente a mudança de teor e essência que eles aplicaram no principal conteúdo do segundo jogo em relação com a série, pois o jogo é pesado, cruel, sombrio, mórbido, tenso, sobre vinganças, sobre dores, sobre perdas, sobre luto, sobre traumas, com um alto nível de violência, pânico e terror. O que acontece na série é exatamente ao contrário, eles suavizaram demais, eles humanizaram e descaracterizaram demais os personagens, eles retiraram todo esse peso, esse sentimento de ódio, dor, fúria e principalmente a vingança. E a personagem da Ellie na série é a personificação de toda essa mudança que eu acabo de mencionar.

Acredito que eles optaram em seguir por este caminho de suavizar a série para justamente não elevar a classificação indicativa e conseguir atingir todos os públicos. E aqui eu preciso deixar bem claro que eu entendo que estamos falando de uma adaptação de um jogo de videogame para o audiovisual, e que uma adaptação obviamente nunca irá seguir à risca da obra original, porém, eu defendo o fato de criar, de mudar, de usar uma liberdade criativa e até mudar alguns pontos ou alguns acontecimentos, mas uma coisa tem que ser respeitado em uma adaptação; tem que manter a essência do jogo, tem que respeitar o universo original que já está criado e eternizado, pois obviamente mesmo sendo uma adaptação, mas se não existisse o jogo a série jamais existiria. Então esse discurso batido de redes sociais de: "quer fidelidade vai jogar o jogo", pra mim não cola.

E aqui eu preciso destacar justamente essas mudanças que não fazem sentido e ainda prejudicam o andamento da narrativa na história.
Você nota que eles perderam a mão na temporada na questão de suavizar e descaracterizar a Ellie, quando justamente eles querem colocar a Ellie em situações adversas para motivá-la a despertar o seu ódio e o seu desejo de vingança, como se de alguma forma isso fosse dar um choque de realidade na Ellie (que vive em Nárnia) para ela se lembrar da sua missão de vingança (pois claramente parece que ela esqueceu). Estou falando daquela cena patética no último episódio do garoto Serafita que estava sendo capturado pelos soldados da WLF. Por falar em Serafitas (ou Cicatrizes, como queiram), é impressionante a forma como a série nos apresenta o grupo dos Serafitas. A série coloca os Serafitas como vítimas da WLF, como eles fossem somente o grupo que é sempre maltratado e perseguido pela WLF, subestimando os verdadeiros Serafitas do jogo, que também são extremamente cruéis com qualquer um que não faça parte do seu grupo. Nesse ponto temos mais uma mudança completamente absurda da série, pois no jogo isso nunca existiu, pelo contrário, no jogo não existe lado certo ou lado errado, não existe vítima e nem vilão, todos são vítimas e todos são vilões dos seus atos, cada um luta em prol da sua crença pela sua sobrevivência. Esta mudança exibindo esse olhar sobre os Serafitas e a WLF não faz o menor sentido.

Por fim:
Temos aqui uma segunda temporada de "The Last of Us" muito aquém do que eu esperava. Como já mencionei anteriormente, a série é uma adaptação do jogo e obviamente vão ocorrer mudanças em relação à obra original, mas se você tira o peso do luto, da vingança e da violência da narrativa, você até pode ter uma adaptação aceitável e boa para quem não jogou o jogo, mas definitivamente não representa verdadeiramente o que é "The Last of Us".
Eu lamento, pois eu esperava mudanças (como o próprio Neil Druckmann declarou) mas que não fossem comprometer exatamente a essência do que é o jogo "The Last of Us Part II". Que não fossem retirar o peso da história e suavizar, humanizar e descaracterizar tanto um roteiro, uma narrativa e principalmente os personagens. Este é o ponto que me pega, principalmente o que fizeram com a Ellie na série, que é absurdamente inaceitável!

O que resta é aguardar a terceira temporada (que ainda não tem data de lançamento, mas eu aposto por volta de 2027) que será feita no mesmo formato do jogo, com a primeira parte inteiramente focada na perspectiva da Ellie e seu grupo (como já foi), e a segunda parte inteiramente focada na perspectiva da Abby e o seu grupo. Eu acredito que este formato funciona no jogo, mas já para a série eu acho que não irá funcionar assim tão bem; uma vez que esta terceira temporada não teremos os personagens principais como o Joel, a Ellie e a Dina, sendo que na parte da Abby só ela se destaca enquanto o seu grupo é desconhecido. Pode ser que nessa terceira temporada a série venha a perder ainda mais força e relevância com relação a primeira e a segunda.

Como um verdadeiro fã da franquia de jogos "The Last of Us", eu encerro com uma palavra que define completamente o meu sentimento em relação a esta segunda temporada da série - "DECEPÇÃO"!!!
Sem mais!

- 25/05/2025
MichaellMachado
MichaellMachado

1.120 seguidores 538 críticas Seguir usuário

Crítica da série
0,5
Enviada em 13 de fevereiro de 2023
Até o segundo episódio estava muito top, havia dado 05 estrelas. Dai vem o 3 episódio! Beijo g@y? Não sou obrigado a ver isso, dois marmanjos barbudos se pegando? tá de sacanagem?!

ainda sensuraram meu comentário!
Adriano Côrtes Santos
Adriano Côrtes Santos

1.000 seguidores 1.229 críticas Seguir usuário

Crítica da série
4,5
Enviada em 12 de janeiro de 2025
"Uma adaptação que respeita o material original e vai além, emocionando tanto fãs quanto novos espectadores."
Após uma pandemia devastadora, Joel e Ellie atravessam um mundo pós-apocalíptico, enfrentando perigos humanos e infectados enquanto desenvolvem uma relação profunda que redefine suas motivações e esperanças.
Com atuações brilhantes de Pedro Pascal e Bella Ramsey, The Last of Us equilibra tensão, emoção e humanidade. A série adapta o jogo com fidelidade, mas também expande sua narrativa com momentos inéditos que aprofundam personagens e relações. Visualmente impecável, ela entrega não só ação, mas reflexões sobre amor e sobrevivência em um mundo quebrado.
NerdCall
NerdCall

53 seguidores 429 críticas Seguir usuário

Crítica da série
3,0
Enviada em 26 de maio de 2025
Adaptar The Last of Us Part II nunca seria uma tarefa simples. O jogo, lançado em 2020, é conhecido por sua ousadia narrativa, seu impacto emocional devastador e pela forma como subverte expectativas para construir uma das histórias mais brutais e divisivas do entretenimento recente. A primeira temporada da série da HBO conseguiu equilibrar fidelidade e inovação, entregando uma narrativa coesa e emocionalmente poderosa, mesmo com mudanças pontuais em relação ao jogo original. Por isso, a expectativa para a segunda temporada era altíssima. Infelizmente, essa nova leva de episódios tropeça justamente onde não podia: na condução emocional e no impacto narrativo da jornada da Ellie.

Desde o início, os dois primeiros episódios da temporada prometem muito, principalmente por mergulharem na cidade de Jackson, que aqui ganha vida com uma direção de arte encantadora. Jackson é apresentada como um refúgio, um sopro de esperança em um mundo arruinado, e o público é levado a desejar conhecer mais sobre aquele cotidiano que resiste ao colapso global. No entanto, após esse início promissor, a série parece perder o rumo. A morte de Joel, que nos jogos é um evento traumático e chocante, aqui carece da intensidade necessária. A cena, mesmo tentada com alguma fidelidade visual, não alcança a mesma visceralidade e profundidade emocional que impactou milhões de jogadores. A ausência desse peso narrativo se estende ao longo dos episódios seguintes e evidencia uma dificuldade estrutural de tornar essa perda o motor da história, como é no material original.

Em vez disso, a série parece desviar o foco e transforma a jornada de vingança da Ellie em um romance juvenil mal dosado com Dina. Esse caminho amoroso poderia até ser uma adição rica ao roteiro se não desviasse tanto da essência da protagonista, que deveria estar dominada pela raiva e luto. A Ellie vivida por Bella Ramsey, embora competente em momentos pontuais e exigentes, não consegue sustentar a narrativa emocional com o mesmo magnetismo de Pedro Pascal na primeira temporada. A personagem parece travada no tempo, sem evolução perceptível, tanto em sua aparência quanto em sua maturidade. Ramsey é visivelmente comprometida, mas falta à personagem o senso de progressão que o arco exige. A jornada de vingança da Ellie, que deveria ser sombria, tensa e carregada de dilemas morais, se perde em diálogos mornos, piadas deslocadas e uma abordagem superficial da dor.

Enquanto isso, personagens coadjuvantes como Dina (Isabela Merced), Jesse (Young Mazino) e Tommy (Gabriel Luna) ganham mais destaque do que a protagonista. Não por falta de mérito dos atores, que de fato entregam boas performances, mas por um roteiro que, ao tentar expandir demais o universo e dar espaço para todos, enfraquece sua própria espinha dorsal. A série tenta compensar com visuais impactantes e ambientações bem construídas — como os confrontos entre os Wolves e os Serafitas —, mas mesmo esses momentos, que são visualmente interessantes, são abandonados rapidamente, sem nunca alcançarem o potencial dramático que poderiam ter.

É somente no sexto episódio que a temporada finalmente ganha vida. E ironicamente, esse episódio quase se isola do restante da narrativa. Com o retorno de Joel, interpretado por Pedro Pascal, temos enfim o peso emocional que deveria ter sustentado toda a temporada. O episódio explora, com delicadeza e intensidade, as fraturas e reconciliações entre Joel e Ellie, trazendo de volta a essência que marcou a primeira temporada. É também nesse momento que a série entrega suas cenas mais humanas, abordando temas como o luto, a responsabilidade e o amor parental. Parece até que os roteiristas decidiram tornar os episódios anteriores mais mornos propositalmente para amplificar a força desse reencontro — o que, se for verdade, se mostra uma escolha arriscada e, em grande parte, frustrante para o espectador.

No episódio final, temos o que deveria ser uma das cenas mais chocantes da temporada: a Ellie matando Mel e Owen. Porém, mais uma vez, a adaptação suaviza a brutalidade do momento. O impacto emocional é reduzido quando a morte da personagem grávida acontece "por acidente", retirando toda a complexidade e dilema moral que tornam a cena tão poderosa no jogo. Essa decisão resume bem o problema central da temporada: a série busca preservar o visual e a estrutura básica dos eventos, mas falta-lhe coragem para mergulhar na escuridão emocional que define The Last of Us Part II.

A segunda temporada, apesar de seus acertos pontuais, se mostra inconsistente, mal equilibrada e carente de um fio condutor forte. A ambientação continua impecável, a produção técnica mantém o alto nível da HBO, e o sexto episódio é, sem dúvida, um dos grandes momentos da série até agora. Mas são pontos isolados em uma jornada que deveria ter sido brutal, visceral e inesquecível — e que acaba sendo morna, hesitante e esquecível para quem conhece a profundidade do jogo. Se a intenção era adaptar com liberdade, talvez fosse necessário escolher melhor o que manter e o que reinventar. O que se vê é uma série que tentou se distanciar do impacto do jogo sem conseguir construir uma nova identidade com força suficiente.

No fim das contas, The Last of Us – Temporada 2 é uma grande oportunidade perdida. Há talento, há produção, há momentos brilhantes. Mas falta o mais importante: consistência emocional e fidelidade à essência de seus personagens. Com a chegada da personagem Abby na próxima temporada e Kaitlyn Dever assumindo um papel central, resta a esperança de que os erros desta temporada sirvam de aprendizado para que a série retome o impacto emocional e narrativo que a tornou um fenômeno.
MAGRAOBL
MAGRAOBL

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Crítica da 1 temporada
5,0
Enviada em 14 de março de 2023
[14/03/2023 HBO Max]

Vamos lá...
Eu não joguei nenhum dos dois jogos e não vi nenhuma gameplay de The Last of Us, então, não tive qualquer tipo de influencia anterior para ver a série.
Dito isto, essa série é maravilhosa e se não for a melhor série produzida até hoje é a segunda melhor (Breaking Bad é a melhor até então).
O último episódio, antes de estrear, teve um burburinho de dividiria opiniões, se dividiu opiniões ou não, eu não sei, só posso dizer que foi o episódio que eu menos gostei apesar de ser muito bom...
MAGRAOBL
MAGRAOBL

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Crítica da 2 temporada
4,0
Enviada em 28 de maio de 2025
[28/05/2025 - Max / HBO Max]

Eu não joguei ainda nenhum dos dois jogos e dito isso, minha experiência é única e exclusivamente pela série.

A segunda temporada não é ruim, mas, a primeira temporada é melhor.
Tivemos alguns episódio na segunda temporada sensacionais e outros medianos e esses episódios medianos deve-se por conta do Neil Druckmann não ter conseguido acompanhar as produções mais de perto igual foi com a primeira temporada.

Espero conseguir jogar os dois jogos até a estreia da terceira temporada para ter uma melhor experiencia para a temporada final...
DANIEL BARRAL
DANIEL BARRAL

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Crítica da série
2,0
Enviada em 4 de outubro de 2025
Uma das piores adaptações que eu já vi, falo isso porque sou muito fã dos dois jogos da Naughty Dog. Lembro que eu estava muito empolgado pra essa série, mas me decepcionei bastante. Teve pontos positivos, como a atuação do Pascal como Joel, trilha sonora, fotografia, atuações, edição, mas em questão de história e fidelidade ao jogo, me decepcionei bastante, tiraram e mudaram muita coisa. Não vou assistir as próximas temporadas, pra mim já deu. Se fosse uma série 100 por cento fiel ao jogo, e sem nenhuma alteração, teria sido uma das minhas séries favoritas. Pra quem não jogou o jogo, a série é boa, agora pra quem jogou, como eu, vai se decepcionar bastante. Obrigado HBO, por arruinar uma adaptação de um dos melhores jogos já feitos.
Markosdc
Markosdc

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Crítica da série
2,0
Enviada em 12 de março de 2023
NOTA DA SERIE DE 0 A 10 - 5
SERIE MORNA, MUITA FALAÇÃO DA MIDIA, POUCA COISA NO ENREDO.
ESPERO QUE MELHORE
Enio
Enio

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Crítica da série
2,5
Enviada em 21 de fevereiro de 2023
Até agora (6º episódio), The Last of Us, provou ser apenas um seriado sobre zumbis NUTELLA e cheio de furos!

O mundo pós apocalíptico retratado aqui é bem peculiar... 20 anos depois do mundo ter parado (repito: 20 ANOS!!!), e as pessoas tem acesso a coisas industrializadas que vão desde comidas/bebidas a vestuários, carros funcionando perfeitamente com pneus, baterias e combustível! Tem até comunidades vivendo isoladamente e pacificamente a ponto de ter decoração de natal.

Dizem os autores que o foco são os personagens protagonistas e nem tanto o contexto onde eles estão. mas isso não cola, pois, a proposta do seriado (baseado em um game) é justamente os desafios em se manter vivo em um mundo tomado por "infectados" que só tem um objetivo: infectar mais pessoas, transformando-as em meros seres-hospedeiros deformados e ambulantes , ou seja: ZUMBIS... que alias, os autores tbm querem inutilmente se descolar desse rótulo,

mas já que não ofereceram originalidade, deveriam ao menos entregar coerência!
kk
Kamya
Kamya

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Crítica da série
5,0
Enviada em 21 de janeiro de 2023
Amei essa série está linda, maravilhosa perfeita. Até fiquei com um pé atrás, mas o primeiro episódio foi sensacional, gostei muito e não tenho críticas até o momento.
Matheus B.
Matheus B.

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Crítica da série
5,0
Enviada em 23 de janeiro de 2023
Série maravilhosa, faz jus ao que foi o jogo.
Nota 1000000.
leeh S.
leeh S.

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Crítica da série
3,5
Enviada em 20 de março de 2023
A série é muito boa , mais peça demais em algumas coisas . Não é algo exclusivo dessa série mais hoje em dia querem te forçar a aceitar a homossexualidade, jaja vai ser proibido ser hetero .... e falta ação na série, muito diálogo e quase nada de zumbi muito bla bla bla, enfim poderia ser muito melhor