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Ricardo M.
Ricardo M.

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Crítica da 1 temporada
3,5
Enviada em 12 de fevereiro de 2019
Durante boa parte do século XVIII, a Companhia da Baía de Hudson comandava o comércio de peles na fronteira entre Canadá e Estados Unidos. Por se tratar de um comércio altamente lucrativo, os olhares de diversos interessados se voltam para este ramo que rende disputas acirradas, incluindo nativos, particulares e o governo britânico. Do lado nativo está Declan Harp (Jason Momoa), um meio irlandês meio nativo-canadense que possui interesses próprios além da comercialização de peles, situação esta que torna-se ainda mais intensa quando seu maior inimigo, Lord Benton (Alun Armstrong), auto se proclama governador local.

Produzida por Momoa com a participação da Discorevery do Canadá, a série tem elementos que tratam a posição histórica dos eventos com retoques nítidos de romantização, embora estes últimos não sejam tão eficazes. Isso se sustenta pelo fato, principalmente, da curta duração da temporada (6 episódios) que possui muitos personagens envolvidos na trama principal, mas com características secundárias que renderiam melhor caso houvesse mais "espaço". Não que isso prejudique por completo a temporada, pois há sim boas intenções no enredo que não se arrasta e se esforça para compilar detalhes módicos da história.

Em contrapartida à história frágil, os aspectos técnicos são louváveis, desde a caracterização dos personagens com figurinos e maquiagens adequados às circunstâncias, sempre com muito cuidado para manter fidelidade. A presença de Jason Momoa talvez seja o maior atrativo, já que o estilo bad boy consagrado se mantém aqui com grande força, fazendo seu personagem ganhar vida e importância pelas decisões que busca em função do passado dramático. Evidente que temos também bons artistas na elenco, com destaque para Zoe Boyle e sua ótima e articuladora personagem Grace Emberly; Shawn Doyle com seu cínico e mordaz Samuel Grant; e o eficaz, frio e violento vilão Lord Benton interpretado por Alun Armstrong.

Apesar da história criar mais expectativas do que soluções, FRONTIER - S01 rende momentos divertidos e interessantes para quem busca conteúdo pouco tradicional. É uma história de época, com personagens interessantes que não são melhores devido ao enredo pouco ambicioso, no entanto, trata-se de um entretenimento competente que pode render o devido passatempo sem frustrações.
Ricardo M.
Ricardo M.

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Crítica da 2 temporada
3,0
Enviada em 26 de fevereiro de 2019
Gravemente ferido após ser torturado, Declan Harp (Jason Momoa) foge e é declarado formalmente criminoso procurado pela coroa, trazendo ao Forte James violentos caçadores de recompensas. Em paralelo, Grace Emberly (Zoe Boyle) e Chesterfield (Evan Jonigkeit) elaboram um plano para depor Lorde Benton (Alun Armstrong) do cargo de governador e líder da CBH, o que atrairá interesses daqueles contrários ao famigerado negócio de peles comandado pela empresa britânica.

A 2ª TEMPORADA de FRONTIER segue exatamente do ponto no qual parou o último episódio da temporada anterior, mostrando que os roteiristas pretendem que o novo ano sirva unicamente para manter uma história contínua, apesar do intervalo entre as gravações. Na nova leva de 6 episódios, alguns personagens acabam ganhando maior relevância, como é o caso de Michael Smyth (Landon Liboiron) e sua pseudo-liderança no comando da Black Wolf e os planos para comercializar peles e formar novas alianças; Elizabeth Carruthers (Katie McGrath) surge também como uma decidida e importante personagem para fazer frente ao valioso comércio local e confrontar grandes vendedores, como o frio e violento Samuel Grant (Shawn Doyle).

Embora traga consigo sutis mudanças no uso de seus personagens, a mesma sensação deixada pela primeira parte se repete nesta segunda, ou seja, o enredo tem muitos pontos amadores em sua concepção. Isso se torna evidente pela fragilidade do senso impelido a diversas cenas, muitas das quais o roteiro insiste em deixar tudo muito simples e às vezes bobo, como se o espectador não precisasse pensar no que vê, bastando ficar de olhos abertos e cérebro desligado. Os cortes da edição intensificam isto, pois são diversas as cenas nas quais muda-se o trecho da narrativa, que não exibe mais do que alguns míseros segundos para depois mudar novamente, deixando a impressão de que houve perda da cronologia narrativa.

É válido também citar os bons elementos usados na temporada anterior que estão em pleno vigor, tais como figurinos, locações (mais brancas e frias do que nunca), adereços e a busca frenética em traçar a rivalidade de Harp e Benton. Esses pontos auxiliam e muito na atratividade da série, que ainda traz dois personagens novos cheios de carisma, Charleston (Demetrius Grosse) e o ultra-divertido McTaggart (Jamie Sives). No fim, temos um produto competente, com bom apanhado histórico e visuais caprichados, mas que poderiam causar melhor impressão caso recebesse maior atenção em sua parte ficcional.
Ricardo M.
Ricardo M.

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Crítica da 3 temporada
3,0
Enviada em 27 de fevereiro de 2019
O derradeiro desfecho da saga leva Declan Harp (Jason Momoa) à Escócia para salvar a então sequestrada Grace (Zoe Boyle) e dar fim ao embate contra seu algoz Lorde Benton (Alun Armstrong). Em contrapartida, aqueles que ficaram em solo canadense buscam meios para dar fim à tentativa de monopólio da Companhia da Baía Hudson e fazer fluir o lucrativo comércio da peles.

FRONTIER chega a seus episódios finais pouco acrescentando em termos narrativos, deixando muito espaço para a caçada final entre Harp e Benton, cujo desfecho é interessante mas pouco desenvolvido, já que fica a cargo do espectador boa parte do resultado. A eliminação de muitos personagens mostra-se desnecessária e em nada acrescenta como carga dramática, fazendo das decisões imbróglios com cara de rascunho.

Visualmente, a série continua a impressionar, causando espanto o frio pelo qual passaram os artistas e a boa qualidade dos figurinos, entretanto, fica a impressão de que tudo é simples demais no fluxo narrativo. Faltou esmero aos roteiristas para, pelo menos, concluir a saga de Harp de maneira mais convincente. O mediano paira em grande parte dos 18 episódios desta série histórica com ares de ficção
Yuri L
Yuri L

4 críticas Seguir usuário

Crítica da série
3,0
Enviada em 2 de setembro de 2021
Gostei da série, bons personagens com alternância entre mocinhos e vilões. O que me incomodou bastante foram as idas e vindas na famosa choperia da Fort James, que se transformou em um cenário daqueles em que se puxa a cortina e sai de cena. Com isso perde-se um pouco a originalidade no roteiro e na dinâmica das cenas, não importando para a contemporaneidade dos atos. Outra questão foi a diversidade de núcleos na serie, que ao meu ver não teve protagonista, ja que Declan Harp insistia ser um personagem de poucas palavras e que no fim saberia que sairia vencedor. Hahaha
Sandra Garofalo
Sandra Garofalo

1 crítica Seguir usuário

Crítica da série
3,0
Enviada em 12 de julho de 2024
Fiquei decepcionada. Pensei que o personagem principal seria como um Daniel Boone, inteligente, honrado, ético; todavia transformou- se em um fora da lei indo roubar peles. A trama tinha tudo para ser mas, não foi. Ficamos com muitas pontas soltas, uma estória sem final. Um desrespeito ao telespectador que esperava uma guinada. As batalhas ou brigas viravam um " pastelão ", só faltou os três patetas. Deixou muito à desejar.