Stranger Things
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Ctaiti
Ctaiti

48 seguidores 347 críticas Seguir usuário

Crítica da série
4,0
Enviada em 23 de setembro de 2022
Minha opinião: A cada temporada o inimigo se torna mais forte e assim os desafios. Desde a 1ª e 2ª temporada onde Millie estava descobrindo seus poderes, aqui ela já é bam mais segura com eles, e utilizando com maior regularidade. Na 2ª temporada o desafio ficou nos tuneis que corriam pela cidade, agora se passa em galpão abandonado e começando tudo com ratos. A grande novidade aqui é uma invasão russa na pequena cidade. Não sei se ter um exercito de russo em plena guerra fria entre EUA e URSS na década de 80 seria possível. Quase imaginei o filme Chuck Norris #Invasãodos EUA kkk. Onde os russo estão construindo uma máquina que esta querendo novamente abrir a brecha com o mundo inverso. O incrível é a instalação mega que os russos construíram em solo americano (acho esta parte dos russo a grande forsação desta temporada). A série inicia com Wionna desconfiando que estava acontecendo algo, depois Gaten, Joe e Cara que interceptam um código russo, Natalia e Charle que vão desvendar a questão dos ratos, e a equipe dos garotos que começam a dar de detetive, vendo a estranhesa de Dacre que já havia sido posuido. E com esta várias vertentes que começa e no final se juntam para vencer o inimigo, que agora além dos monstro que havia se aprisionado no nosso mundo e com os russos. Além das brigas de casais da série e formação de novos e também de novas personas inseridas na série. Das 3 temporadas esta para mim foi uma forçasão maior: 1º pelo caso dos russos em solo americano, 2º o monstro que absorvia a todos que ele possuía e não morria, pois virava uma gosma. 3º é claro que todo suspense que havia entorno da Millie, agora já não havia. Então achei o mais fraco, mas vamos ver a 4ª temporada e já tem a 5ª temporada confirmada. Mas esta observações não deixa a série em descredito, continua sendo boa.
Roteiro: Bem feito, começou com várias vertentes e conseguiu no final unir e dar um fim ao episodio.
Vale apena assistir? Claro que sim
Nota: 8
Valéria
Valéria

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Crítica da série
4,0
Enviada em 14 de julho de 2022
Acho a Onze muito fraca emocionalmente e psicologicamente pra ser considerada uma super heroina. A personagem poderia ser mais forte,mais determinada.
A Nancy é mais corajosa que ela que tem poder.
Mas o filme em geral foi bom. Esclareceu alguns pontos.
Leonardo D.
Leonardo D.

7 seguidores 2 críticas Seguir usuário

Crítica da 1 temporada
4,5
Enviada em 15 de julho de 2016
A série nos lembra o filme de Steven Spielberg, "Super 8" e também o videogame Beyond Two Souls, tenho certeza que houver expiração dessas obras para criação da série. A Netflix sempre nós surpreendendo com suas produções.
Adriano Silva
Adriano Silva

1.609 seguidores 478 críticas Seguir usuário

Crítica da 2 temporada
4,5
Enviada em 25 de fevereiro de 2023
TEM SPOILERS!

Stranger Things (2ª Temporada)

A segunda temporada de "Stranger Things" continua excelente, mantém praticamente o mesmo nível da primeira, continua com a mesma essência oitentista ao dar continuidade na história que continua mergulhada no drama, na fantasia, no terror, um puro Sci-Fi estilo anos 80 com um ótimo alívio cômico, que nunca pode faltar.

Dessa vez a história se passa em 1984, um ano após os acontecimentos da temporada anterior, onde Will (Noah Schnapp) foi encontrado e resgatado do Mundo Invertido. Porém, ao final do último episódio da primeira temporada observamos Will cuspir dentro da pia do banheiro um tipo de larva, que obviamente seria alguma espécie de criatura do Mundo Invertido que estava alojado dentro dele, ou seja, esse era o gancho para a segunda temporada. E não deu outra, a segunda temporada parte exatamente desse acontecimento com Will, que foi resgatado e volta para sua família, porém, ele continua com uma forte ligação com o Mundo Invertido, algo que está vivendo dentro dele, que o faz sentir todas as reações, algum tipo de possessão maligna que o mantém aprisionado e diretamente ligado com o Mundo Invertido.

O primeiro episódio já inicia de forma curiosa e bastante misteriosa, ao nos apresentar uma gangue fugindo dos policiais e entre eles uma garota com os mesmos poderes telecinéticos da Eleven (Millie Bobby Brown). De fato esse era um ponto que eu fiquei pensando ao final da primeira temporada, que fatalmente eles poderiam incluir na série uma outra pessoa com os mesmo poderes da Eleven, talvez para competir ou rivalizar com ela. O episódio segue agora com mais descontração ao nos levar de volta à Hawkins, onde temos Will, Mike (Finn Wolfhard), Dustin (Gaten Matarazzo) e Lucas (Caleb McLaughlin) conhecendo uma nova garota recém-chegada na escola. Essa garota é Maxine / Max (Sadie Sink), que junto do seu meio-irmão Billy (Dacre Montgomery), são os novos integrantes que chegaram para esta segunda temporada.
O episódio ainda serve para nos mostrar como o Will ainda continua preso no Mundo Invertido e sendo constantemente observado pelo governo, algo como um estresse pós-traumático do ocorrido no ano anterior, ainda mais por ele agora se sentir rejeitado e ser tratado com indiferença pelas pessoas, que o chamam de aberração e Zumbi.

Esta segunda temporada nos dá a exata dimensão sobre todo o controle que o governo ainda continua impondo sobre Hawkins, ou seja, monitorando toda a cidade, grampeando todos os telefones, vendo tudo, escutando tudo, definitivamente uma cidade controlada pelos organizações governamentais. A temporada mostra uma parte bem interessante, que é o destino que a Eleven seguiu após os acontecimentos finais da temporada anterior, mostrando que ela ainda procurou o Mike. Achei muito boa a decisão do Jim Hopper (David Harbour) em adotar a Eleven, de alguma forma para tentar protegê-la das ameaças que a rodeava, e também pelo trauma que ele carrega por ter perdido sua filha. Mike e Nancy (Natalia Dyer) ainda estão lidando com as perdas de Eleven e Barb, respectivamente. Portanto temos algumas investigações em relação ao desaparecimento da Barb, até mostrando como seus pais estão lidando com tudo isso.

Dustin encontra seu novo animalzinho de estimação, que obviamente é um criatura originária do Mundo Invertido. Aquela relação que vai se construindo entre o Bob (Sean Astin) e o Will, mostrando como ele também sofreu em sua infância e até dando algumas dicas do que fazer para o Will. Temos aquele clima de romance no ar entre Joyce (Winona Ryder) e Hopper. Assim como os vários flertes entre Nancy e Jonathan (Charlie Heaton), até porque eles partem em uma missão em que ambos se ajudam, dessa forma acaba rolando um pequeno lance entre os dois. Começa uma disputa (bem hilária, eu diria) entre Dustin e Lucas por Max. Billy contraria Steve (Joe Keery). Steve começa uma amizade com Dustin, bem interessante por sinal. No laboratório todos já tomam conhecimento da existência das criaturas do Mundo Invertido, assim todos se ajudam e Eleven percebe que precisa fechar o portal e matar o monstro que está dominando Will, caso queira salvá-lo.

A inclusão na série da Max e seu meio-irmão Billy é positiva e agregou bastante, principalmente pela parte da Max, que chegou e já integrou perfeitamente com o grupo dos garotos. Sobre ela é interessante notar aquela história em que ela conta da sua família, incluindo sua mãe e seu pai adotivo, o que me leva a questionar sobre esse seu possível "irmão". Já sobre o Billy eu também acredito que foi um acerto da série, porém, nessa temporada ainda ficou devendo, ainda não pudemos entender o seu real propósito na série, que não seja apenas ser inteiramente um porra-loca arrumando briga e desafiando tudo e todos que se atravessa em seu caminho. Por outro lado o episódio que mostrou seu pai o enfrentando é bem interessante, o que me deixa ainda mais curioso sobre qual rumo o personagem irá tomar na próxima temporada, isso inclui também a Max.

Já sobre a Eleven temos dois episódios bastante curiosos: o quinto, onde mostra que ela fugiu dos domínios do Hopper e fui em busca da sua mãe, que está em um estado vegetativo. Nesse episódio passamos a entender um pouco mais sobre a história da Eleven e sua mãe. E temos o sétimo, que é justamente um episódio que foge um pouco do contexto da série, ao nos mostrar a Eleven em busca daquela garota que citei no início, a garota que também possui poderes telecinéticos. Nesse episódio descobrimos que a garota se chama Kali (Linnea Berthelsen), uma cobaia do laboratório Hawkins tendo ganhado o número 08 e sendo a irmã mais velha de Eleven. O episódio também serve para nos revelar que o nome verdadeiro da Eleven é Jane, que a Kali possui poderes telecinéticos diferentes da Eleven e até mais forte. Por outro lado também mostra a busca da Eleven (Jane) em achar respostas sobre o seu passado familiar, que obviamente envolve sua mãe, sua nova irmã e até seu pai.
Porém, devo considerar este sétimo episódio como o mais diferente da temporada, o mais fora de contexto, o mais questionável, sendo até o mais fraco. Toda aquela gangue que acompanha a Kali eu achei bem estranha e bem fora de contexto. Na verdade este episódio é inteiramente focado em um arco da Eleven, em que obviamente nos revela sobre essa trupe e a própria Kali, mas no meu ponto de vista é fora da narrativa, não agrega muita coisa na história que já estava sendo desenrolada antes mesmo desse grupo aparecer. Só espero que este grupo não morra na praia e tenha alguma relevância nas próximas temporadas, porque se for apenas uma mera participação será bem frustrante.

Sobre o elenco:
Os garotos Finn Wolfhard, Gaten Matarazzo, Caleb McLaughlin e Noah Schnapp sempre dão um show, continuam sendo excelentes em cada personagem. Gaten Matarazzo com seu ótimo Dustin, que teve episódios muito bons, principalmente a partir do seu encontro com o "Dart". Caleb McLaughlin trouxe um Lucas ainda mais participativo e hilário, principalmente naquela disputa pra ficar com a Max (e no final foi ele que conseguiu). Noah Schnapp traz um Will muito mais participativo nessa temporada, compondo episódios com uma alta entrega de interpretação, principalmente naquela cena final onde temos uma homenagem ao filme "O Exorcista", com a luta para libertá-lo daquela força monstruosa que o fazia de refém. Finn Wolfhard passa a temporada inteira sendo um Mike que ajuda diretamente seu amigo Will, porém, ele não consegue se desvencilhar das suas lembranças da Eleven.

Millie Bobby Brown mais uma vez excelente como a Eleven que já conhecemos e dessa vez indo até mais longe sendo a jane. Aquela cena que ela retorna para ajudar seus amigos e aparece do nada na frente de todos é muito boa. Nessa cena os olhinhos do Mike brilham de emoção ao rever a sua crush (e aquele beijinho no baile). Sadie Sink foi uma excelente escolha para viver a personagem Max, assim com o próprio Dacre Montgomery, que construiu um Billy com um propósito curioso e bastante questionável. Natalia Dyer (ainda mais linda que a primeira temporada) novamente integra uma Nancy que está lutando e buscando respostas, conseguindo se colocar de vez na série como uma personagem extremamente importante para a trama. Foi interessante acompanhar todo o desenvolvimento daquele triângulo amoroso entre ela, o Jonathan e o Steve. Por falar em Jonathan, Charlie Heaton cresceu muito no personagem e hoje nem é sombra daquele Jonathan que iniciou a primeira temporada, onde era zoado por todos ao seu redor. Assim como o próprio Joe Keery, que também teve um notável crescimento no seu personagem Steve, se destacando como fundamental para o grupo principalmente nos últimos episódios.

Winona Ryder já é a cara da série com sua personagem Joyce, que novamente mantém um altíssimo nível de atuação, sendo decisiva para o resgate e a libertação do seu filho Will. David Harbour novamente dá outro show na pele do destemido e corajoso Jim Hopper, nos mostrando em como ele se aplicava e lutava por uma causa, tanto na parte da Eleven quanto ao ajudar a Joyce. Como já mencionei anteriormente, está começando a nascer um possível romance entre Hopper e Joyce, que eu torcerei fervorosamente para que aconteça na próxima temporada, ainda mais depois da tristeza da Joyce por conta da morte brutal do Bob. Por falar em Bob, Sean Astin desenvolveu um ótimo personagem, sendo amável com a Joyce, brincalhão com o Will e até tentando desenvolver um vínculo afetivo com o Jonathan. Lamentei muito a sua morte, eu realmente queria que ele continuasse na série. Sem esquecer de mencionar a atriz Priah Ferguson, que deu vida a Erica Sinclair, a hilária irmã mais nova do Lucas.

Tecnicamente a série continua impecável!
Os efeitos especiais continuam excelentes. Uma fotografia prazerosa. Uma direção de arte muito bem ajustada e condizente com os anos 80. Por falar em anos 80, o que não falta na temporada são referências aos anos 80: como a referência ao clássico "O Exterminador do Futuro" e o icônico "Os Caça-Fantasmas", ambos lançados em 1984. Falando do filme "Os Caça-Fantasmas", temos aquela cena em que os garotos se vestem como os personagens do filme na noite de Halloween e discutem entre eles ao som da clássica "Ghostbusters" (Ray Parker Jr.). Por sinal uma cena excelente. No último episódio temos o baile da escola, onde temos as ótimas cenas em que os garotos procuram seus pares para o baile, rolam uns foras, uns desentendimentos e obviamente, uns beijinhos. Tudo isso ao som da clássica "Every Breath You Take" (The Police) e a maravilhosa e inesquecível "Time After Time" (Cyndi Lauper).

O episódio nove termina exatamente com aparição daquela gigante criatura das sombras tomando conta da escola e de toda cidade de Hawkins. O gancho perfeito para a terceira temporada.

A segunda temporada de "Stranger Things" é excelente, e muito por conseguir manter a essência, o ritmo e todo o clima da primeira. Apesar de estar um pouquinho abaixo da primeira temporada justamente por algumas decisões questionáveis do roteiro, mas em nenhum momento isso tira o peso e o brilho da série.
A série continua sendo maravilhosa e continua como uma das minhas séries preferidas. Pois além da série nos mergulhar em suas histórias com um contexto inserido no drama, na fantasia e no terror, além de nos proporcionar excelentes atuações e um ótimo roteiro, "Stranger Things" vai muito mais além de uma simples série de Sci-Fi ao nos trazer discursões acerca de transtornos mentais, ao nos fazer refletir em como as nossas fraquezas e nossos medos podem se virar contra nós - magnífico! [23/02/2023
Adriano Silva
Adriano Silva

1.609 seguidores 478 críticas Seguir usuário

Crítica da 3 temporada
4,0
Enviada em 19 de março de 2023
TEM SPOILERS!

Stranger Things (3ª Temporada)

Se compararmos essa terceira temporada com as duas anteriores, com certeza essa daqui é a mais leve, a mais cômica, a que chega mais perto de uma comédia. Mas de qualquer forma a série continua completamente imergida na essência oitentista, continua trazendo inúmeras referências da cultura pop dos anos 80.

A história começa no verão de Hawkins no ano de 1985. O grupo está de férias escolar só curtindo o novo Shopping Center que inaugurou na cidade, por sinal muito curioso este Shopping. O que logo de cara já me chamou atenção foi como o elenco "infanto-juvenil" cresceu. É muito nítido como eles cresceram da temporada 2 para esta, visto que a segunda temporada foi estreada em Outubro de 2017 e esta em Julho de 2019, obviamente todo esse tempo serviu para dar uma estivada no elenco mais jovem.

A temporada já inicia dentro daquela essência que é a marca registrada da série, que é justamente a amizade do grupo. Dentro desse grupo continua os relacionamentos e os embates, que sempre pressiona a amizade entre eles. É interessante notar que agora que eles cresceram eles tem outras preocupações e outros objetivos. Os meninos não querem mais ficar só no porão jogando cartas (como nas temporadas passadas), querem namorar as garotas. Já as garotas também querem se envolver com os meninos. Todo esse clima de azaração dentro do grupo cria rusgas entre eles, o que vai impactar em algumas decisões e até em algumas separações. Porém, quando a cidade se vê novamente tomada pelas ameaças do passado, o grupo precisa deixar de lado as suas diferenças e se unirem em prol de uma única causa.

Novamente temos a cidade envolvida em novas experiências do governo, o que logo impacta em novas personalidades estranhas que vão aparecendo por toda a cidade. Temos praticamente uma invasão russa na cidade de Hawkins, onde eles instalam uma base de pesquisa e cobaias com testes em uma grande máquina que está abrindo um portal para o Mundo Invertido. Um ponto que chama bastante atenção nessa terceira temporada é toda discursão política que vai se estabelecendo e envolvendo cada episódio. A temporada inteira é focada no embate entre os americanos e os russos, o que traz um aspecto mais atual mesmo a série se passando nos anos 80, e muito pelos seus diálogos, pela visão política, pelo comunismo, até mesmo nos vilões da temporada (isso é bem anos 80).

A terceira temporada de "Stranger Things" tem uma construção bastante intrigante nos primeiros episódios, que é justamente todos os acontecimentos envolvendo os ataques dos ratos que pareciam estarem envolvidos pela raiva. Depois vamos descobrindo sobre o devorador de mentes, que controla as suas presas e as transforma em hospedeiro. E justamente o devorador de mentes fica cada vez mais forte absorvendo as pessoas que ele possuiu naquela transformação em espécie de gosma. Dentro desse contexto finalmente deixaram o Will (Noah Schnapp) um pouco de lado para focarem em um novo possuído da temporada. Essa foi uma renovação bem funcional da temporada, trazerem um protagonismo justamente para o Billy (Dacre Montgomery), que assim como a Max (Sadie Sink), foram personagens que tiveram pouca relevância na temporada passada. Acredito que acertaram em transformar o Billy em uma espécie de vilão, e muito por ele já possuir aquela pinta de machão, o famoso porra-loca, que já enfrentava tudo em todos ao seu redor.

Achei muito bom toda a relevância e a importância que o Billy ganhou na temporada, o que combinou perfeitamente com todo o seu estilo. Assim como a nova personagem Heather (Francesca Reale), a salva-vidas do clube que também foi possuída pelo devorador de mentes através do Billy. A própria Max também ganhou mais relevância na série, principalmente ao construir aquela amizade com a Onze (Millie Bobby Brown) e ao se unirem contra os namorados e buscarem o paradeiro do Billy. Temos um novo grupo que se formou com o Dustin (Gaten Matarazzo), o Steve (Joe Keery), a Robin (Maya Hawke) e a Erica (Priah Ferguson). Este grupo serviu para a inclusão na série da nova personagem Robin, que trabalha junto com o Steve na sorveteria do Shopping, e própria Erica Sinclair, a irmã mais nova do Lucas (Caleb McLaughlin), que já havia aparecido na temporada passada, porém sem grande importância.

Finn Wolfhard ("Pinóquio por Guillermo del Toro") com uma participação ok como Mike, sempre atrás da Onze. Caleb McLaughlin ("Alma de Cowboy") traz novamente o seu Lucas criativo e sempre engraçado. Noah Schnapp ("O Halloween do Hubie") com um Will de certa forma até escanteado na temporada, até pelos próprios colegas do grupo, pois ele era o único ali que não tinha uma envolvimento amoroso com ninguém. Eu vejo o Will nessa temporada usado apenas como um refugo do que já havia acontecido nas duas temporadas anteriores, pois claramente ali ele teve mais relevância dentro da série, ou seja, aqui ele está totalmente secundário. Gaten Matarazzo ("O Dragão do Meu Pai") é disparado o melhor do grupo dos meninos, pois ele consegue manter aquele Dustin engraçado, carismático, mais participativo, e muito por nessa temporada ele fazer parte de outro grupo.

Millie Bobby Brown ("Godzilla vs Kong") sempre muito bem com sua destacável personagem Onze, dessa vez mais integrada no grupo (como aconteceu na primeira temporada), onde tem participações direta em todos os acontecimentos da história. Aquele episódio onde ela confronta o passado do Billy e da Max é muito bom, funciona como uma espécie de arco pessoal dos dois. Sadie Sink ("A Baleia") está mais participativa, mais integrada, mais relevante, traz uma Max mais familiarizada com o grupo e sem aquela arrogância que ela apresentou no começo da temporada passada. A linda Natalia Dyer ("Vozes e Vultos") está bem envolvida na história com sua personagem Nancy, e tem participações fundamentais com as primeiras revelações sobre aqueles ataques dos ratos. Assim como o próprio Charlie Heaton ("Os Novos Mutantes"), que trouxe um Jonathan que já está envolvido amorosamente com a Nancy e juntos formam aquela dupla infalível de improváveis repórteres investigativos.

Joe Keery ("A Grande Jogada") se achou perfeitamente no personagem Steve, pois na minha opinião ele tem a sua melhor apresentação e participação de toda a série. A formação daquele novo grupo foi fundamental para o crescimento do Steve dentro da série, pois ele parou de correr atrás da Nancy e se focou em um objetivo. A própria Maya Hawke ("Era uma Vez em... Hollywood") com sua personagem Robin contou muito para todo o crescimento e desenvolvimento do Steve, onde ela também tem um grande envolvimento na temporada e se destaca muito bem. Foi muito interessante acompanhar aquela espécie de calvário do Steve ao ter que trabalhar na sorveteria do Shopping e dividir seu ambiente justamente com a Robin, que ele ignorava e desdenhava. Porém, logo eles vão se envolvendo e se conhecendo onde rola aquela cena do banheiro na base russa, onde ambos vão se revelando um para o outro. Priah Ferguson ("A Maldição de Bridge Hollow") é uma graça ao interpretar a destemida Erica com muito carisma, que inicialmente só queria degustar os sorvetes e logo após ela ganha um grande destaque ao entrar para aquele novo grupo.

Como eu já destaquei, o Dacre Montgomery ("Power Rangers") nessa temporada ganha um protagonismo e uma grande relevância com seu personagem Billy, e ele dá conta do recado direitinho. David Harbour ("Viúva Negra") é sempre excelente com seu personagem Jim Hopper. Dessa vez ela está menos policial e mais detetive porra-loca que entra em qualquer lugar e enfrenta qualquer um (David Harbour é um excelente ator). A majestade Winona Ryder ("Cisne Negro") é sempre maravilhosa e sempre muito carismática. Dessa vez ela compõe uma Joyce menos sofrida, menos dramática, pois o problema aqui não girava em torno do Will como nas temporadas passadas. Isso contou muito para ela formar uma dupla imbatível com o David Harbour, onde a trocação de farpas entre eles era constante, mas no fundo tudo não passava de um grande sentimento que estava guardado.

Em questões técnicas e artística a série continua dando um verdadeiro show!
A trilha sonora novamente está impecável, novamente trouxe toda uma referência à essência musical dos anos 80, que já é uma marca registrada da série. O que dizer daquela cena maravilhosa do último episódio onde o Dustin e a Suzie (Gabriela Pizzolo) cantam "Never Ending Story" (Limahl). Os efeitos especiais sempre condizentes com toda a proporção e toda a magnitude da qualidade da série. A direção de arte sempre impecável, fazendo um trabalho absurdo, com detalhes riquíssimos entre as qualidades de todos os objetos de cena e principalmente dos cenários. A cinematografia é outro grande destaque tanto da série quanto da temporada, e aqui ela está muito bem representada com uma fotografia muito bem ajustada, muito bem destacada, um verdadeiro show. A série continua mostrando toda a sua qualidade com uma ótima montagem, com uma ótima edição, com uma ótima mixagem, com uma ótima direção de cada episódio. Nesse quesito não tem como, "Stranger Things" sempre se destaca como referência.

Na minha crítica da segunda temporada de "Stranger Things" eu havia falado sobre a irmã da Onze, a Kali (Linnea Berthelsen). Onde temos um episódio inteiro focado em uma espécie de arco pessoal da Onze que nos revela coisas do seu passado envolvendo a sua família, e justamente nos leva até a Kali e sua gangue esquisita. Pra mim aquele episódio é bem fraco e fora do contexto da série, onde eu disse que esperava que a Kali e sua trupe tivesse alguma relevância nas próximas temporadas, porque se fosse apenas uma mera participação seria bem frustrante. E não deu outra, nessa terceira temporada sequer citaram alguma coisa que remetesse aquele grupo. Não sei se na quarta temporada aparece alguma ligação com essa parte mencionada, eu acredito que não, portanto, foi sim uma mera participação completamente desnecessária e frustrante.

O último episódio é muito bom, pois temos aquele embate com a criatura exatamente dentro daquele Shopping recém inaugurado na cidade que eu havia mencionado. É um episódio chocante, revelador, impactante, comovente e emocionante, pois...

O que dizer daquela carta emocionante e reveladora que o Hopper deixa para a Onze, que nos deixa com lágrimas nos olhos. Assim como o final do episódio, onde o grupo de amigos e namorados se separam pela primeira vez com a família Byers indo morar em outra cidade juntamente com a Onze. A própria morte do Billy é bastante impactante para a Max e para nós espectadores, onde eu achei até questionável essa decisão, visto que ele tinha chegado na série na temporada anterior e não tinha tido nenhuma relevância, ai quando ele ganha seu protagonismo a série simplesmente tira ele do elenco. Agora surpreendente, impactante e desconcertante foi a morte do Hopper. Eu fiquei boquiaberto na hora, sem reação, em choque, pois eu jamais esperava esse acontecimento na série. Eu realmente achava que ele iria se desenvolver ainda mais, iria finalmente começar o relacionamento com a Joyce, que ele fosse um personagem que jamais sairia da história. Me surpreendeu demais, me deixou extremamente triste, pois eu já estou desacostumado de perder personagens que amamos, por justamente já fazer um tempinho que a série "The Walking Dead" terminou.
Vale ressaltar aquela cena pós-créditos que nos leva até uma base russa na própria Rússia, com acontecimentos que nos deixa curiosos acerca do que estar por vir na próxima temporada, e que me deixa com duas perguntas: será que o Hopper realmente morreu? Será que a Onze realmente perdeu os seus poderes telecinéticos?

A terceira temporada de "Stranger Things" é muito boa, mas é fato que ela é inferior as duas temporadas anteriores. Mas de qualquer forma é um temporada muito importante, atraente, reveladora, surpreendente, emocionante, que mesmo sendo uma temporada mais próxima do cômico com uma alta dose de comédia, mas não deixa de ser um drama totalmente imergido na fantasia e no terror. [18/03/2023]
Nicolle Villar
Nicolle Villar

3 críticas Seguir usuário

Crítica da 4 temporada
4,5
Enviada em 8 de julho de 2022
Stranger Things é um exemplo de série fora da curva, algo totalmente diferente e novo do que ja tempos no mercado.

A série em si é bem estruturada, roteiro totalmente amarrado, tendo elementos em cada parte fazendo total sentido com todo o contexto. E essa temporada em questão foi mais um, excelente, exemplo de algo surpreendente, original e cativante. Você se pega fazendo parte da história, torcendo, amando e odiando personagens e momentos.

O modelo de fotografia, imagens, cores, cenário e tudo que os compõem fizeram jus a todo o dinheiro gasto por cada episódio e o tempo do telespectador, tendo batido o recorde de série com os episódios mais longos já lançados. Assim como a atuação de cada ator, que estava completamente crível, vivido, a verdade dos sentimentos e dos momentos passados transparência em toda a trajetória dos personagem.

Realmente a melhor temporada de todas as outras 3 já lançadas.
Henrique Katsuki
Henrique Katsuki

2 seguidores 30 críticas Seguir usuário

Crítica da série
4,0
Enviada em 4 de novembro de 2022
Em meio ao mundo do cinema onde o cinema de horror explorou tantos vilões e criaturas diversas como, o Xenomorfo de Alien, o Predador e os assassinos de filmes slasher como Michael Myers, Jason Vorhees, Freddy Krueger e Leatherface, em 2016 chegou Stranger Things inovando de maneira incrível, se baseando na nostalgia e os tipos de amizades dos filmes dos anos 80. Com um elenco adulto de ponta com David Harbour e Wynona Rider, porém o que se destaca é o elenco mirim como atuações dignas de Emmy de Sadie Sink e Noah Schnapp. Este foi o maior fenômeno da NETFLIX mais certeiro, daquele que conquistou aclamadas críticas do público e dos estudioso de produções cinematográficas.
JoaoPedro_Lobo
JoaoPedro_Lobo

2 seguidores 8 críticas Seguir usuário

Crítica da série
4,5
Enviada em 27 de janeiro de 2025
Simplesmente um fenômeno, da para ver o porquê é uma das melhores séries da Netflix, e também umas das mais assistidas, eu não tenho muito o que descrever de detalhes de Produção, tudo é muito bom Mesmo!!!
Andiroba da Amazônia
Andiroba da Amazônia

6 seguidores 47 críticas Seguir usuário

Crítica da série
4,0
Enviada em 15 de maio de 2024
Excelente em todos os sentidos, pois atende a público variado com imagens e histórias envolventes e criativas. Com adicional de humanos com poderes e que fazem nossa imaginação sobrevoar horizontes intermináveis, além é claro, dos romances entre personagens bem elaborados e concentrados nas suas próprias histórias e do grupo. A parte na Rússia é muito legal.
PAULO RICARDO TELES DE SOUZA
PAULO RICARDO TELES DE SOUZA

40 críticas Seguir usuário

Crítica da série
4,5
Enviada em 28 de outubro de 2024
uma outra série que amo muito boa cheio de suspenses e ação, quanto a primeira temporada e a segunda foram maravilhosas
Tatiana D.
Tatiana D.

1 seguidor 6 críticas Seguir usuário

Crítica da série
4,5
Enviada em 15 de julho de 2016
adorei! Stephen King, Guilhermo del Toro,e Spielberg! a ambientação fantástica, trilha sonora deliciosa e o cuidado até no título bem anos 80!
Guilherme de Melo
Guilherme de Melo

1 seguidor 102 críticas Seguir usuário

Crítica da série
4,5
Enviada em 22 de abril de 2025
Stranger Things (2016-) é uma série que combina mistério, ficção científica e nostalgia de uma maneira que cativa públicos de todas as idades. Criada pelos irmãos Duffer, a série se passa nos anos 1980 na cidade fictícia de Hawkins, Indiana, e segue um grupo de crianças que se vêem envolvidos em eventos sobrenaturais, enquanto tentam desvendar os mistérios envolvendo o desaparecimento de seu amigo Will, além de uma estranha garota chamada Eleven.

O grande atrativo de Stranger Things é sua capacidade de misturar nostalgia com algo completamente novo. Os elementos da cultura pop dos anos 80 estão presentes de maneira sutil, mas eficaz: referências a filmes como ., Os Goonies, Conta Comigo, além da música e do estilo visual da época, fazem com que os fãs dessa década se sintam imediatamente conectados. Ao mesmo tempo, a série cria uma mitologia própria e absorvente, com o Mundo Invertido, o laboratório secreto e a origem de seus mistérios, que são tão intrigantes quanto o drama pessoal de seus personagens.

Os personagens são outro ponto forte. O elenco jovem, com Millie Bobby Brown (Eleven), Finn Wolfhard (Mike), Gaten Matarazzo (Dustin), Caleb McLaughlin (Lucas) e Natalia Dyer (Nancy), está fenomenal. Millie, em particular, brilha como Eleven, mostrando um equilíbrio perfeito entre vulnerabilidade e força. As relações entre as crianças são autênticas, com discussões, desentendimentos e momentos de lealdade que refletem a amizade verdadeira. Não se pode deixar de mencionar também os adultos da série, como o chefe Jim Hopper (David Harbour), que traz profundidade e humanidade à trama, tornando a série ainda mais envolvente.

A atmosfera de mistério e terror, combinada com cenas de ação e momentos emocionais, é cuidadosamente equilibrada. O ritmo da série é excelente: ela vai aumentando a tensão aos poucos, nunca se apressando, mas mantendo o espectador sempre ansioso por mais. A trama do Mundo Invertido, com suas criaturas bizarras e ameaçadoras, é um dos grandes atrativos, e as cenas de ação e suspense são sempre empolgantes e cheias de adrenalina.

Em termos de produção, a série é impecável. A direção de arte é cuidadosa, recriando com perfeição os anos 80. A trilha sonora é espetacular, com músicas que não só definem a época, mas também ajudam a construir a tensão e o clima da série. A cinematografia é visualmente deslumbrante, especialmente nas cenas no Mundo Invertido, que misturam o fantástico com o sombrio de maneira única.

O único motivo para não dar a nota máxima é que, por vezes, a trama pode se arrastar um pouco, principalmente em algumas temporadas posteriores, onde o foco no mistério pode obscurecer o desenvolvimento de certos personagens ou subtramas. Além disso, alguns arcos se repetem, o que pode dar a impressão de que a série está seguindo uma fórmula estabelecida. Porém, esses pequenos deslizes não diminuem a grandiosidade da experiência geral.

No geral, Stranger Things é uma série extraordinária que consegue balancear mistério, horror e drama com uma nostalgia irresistível. A cada temporada, ela se reinventa, mantendo o suspense e o envolvimento do público, enquanto faz com que os espectadores se conectem emocionalmente com seus personagens. Por tudo isso, a nota 4,5 de 5 é mais do que merecida.
LuizEmsters
LuizEmsters

5 críticas Seguir usuário

Crítica da série
4,5
Enviada em 6 de julho de 2022
Stranger Things foi lançada em 2016, desde então acompanho essa obra muito boa. A última temporada ( season 4), foi muito boa, deixando uma continuidade intrigante.
A série quase não erra, os desenvolvimentos dos personagens são bons e nunca deixam a deseja. A história é bem desenvolvida, com começo, meio, e por enquanto sem um fim.
Os efeitos especiais não são muito bom, mas não chegam a incomodar, além da fotografia maravilhosa que deixa a série mais legal.
Daniel Sousa
Daniel Sousa

4 críticas Seguir usuário

Crítica da série
4,0
Enviada em 31 de março de 2023
Gostei da serie num geral, série maneirinha! Diverte! O único ônus é que a Netflix como sempre força muito algumas coisas pra render mais episódios e consequentemente mais temporadas.
Alana Silva
Alana Silva

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Crítica da série
4,5
Enviada em 24 de fevereiro de 2024
Eu amo essa série, tem muito suspense, é algo que te prende MUITO a ponto de vc querer assistir tudo em um dia! O único defeito é que as vezes chega a ser irreal demais, eu sei que é uma série de ficção mas tem momentos que as criança conseguem fazer umas coisas com tanta facilidade que chega a ser bizarro, mas dá pra relevar, a série é tão bom que isso se torna apenas um detalhe. Indico muito!