A Favorita
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3,9
66 notas

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Luan S.
Luan S.

8 críticas Seguir usuário

Crítica da série
5,0
Enviada em 28 de junho de 2015
VALE APENA ASSISTIR DE NOVO , mesmo em 1985 e em 2008 muito bom
Claudison Morais
Claudison Morais

1 crítica Seguir usuário

Crítica da série
4,0
Enviada em 5 de janeiro de 2025
A Favorita (2008) é uma novela muito boa, especialmente pelo núcleo principal, que envolve Flora e Donatela e o embate entre as duas. O enredo que as cerca, assim como os personagens principais ao redor delas, é envolvente e chega a ser perfeito. Esse núcleo é simplesmente irretocável, destacando-se como o ponto alto da trama.
Entretanto, os núcleos paralelos deixam muito a desejar. A novela aborda temas como violência doméstica, corrupção, prostituição, “cura gay” e até um homem que acredita em extraterrestres, mas todos esses núcleos paralelos em minha opinião são fracos e desconectados. Nada disso se compara à excelência do núcleo principal.
No fim, o que realmente salva a novela é o embate entre Flora e Donatela, que é o que a torna memorável. Esse núcleo é o coração da história, e sua qualidade inquestionável compensa as falhas dos paralelos menos interessantes.
Nota: 8/10
LIzandro Felipe Camargo
LIzandro Felipe Camargo

24 críticas Seguir usuário

Crítica da série
5,0
Enviada em 10 de janeiro de 2026
A Favorita é, sem exagero, uma das novelas mais ousadas e memoráveis da teledramaturgia brasileira. Desde o primeiro capítulo, a obra de João Emanuel Carneiro prende o público com uma pergunta simples e poderosa, que conduz os cerca de 50 capítulos iniciais: quem está dizendo a verdade?

De um lado, Flora, recém-saída da prisão, condenada pelo assassinato de Marcelo, que jura ser inocente e aponta Donatela como a verdadeira culpada. Do outro, Donatela, viúva, traída pelo marido, que além de perder o amor da vida ainda assume a criação da filha da mulher que diz tê-lo matado — sua amiga de infância, ex-dupla sertaneja e rival afetiva. O jogo de versões é conduzido com precisão cirúrgica, transformando o público em investigador.

Quando a verdade finalmente vem à tona, A Favorita dá um salto ainda mais corajoso. Flora se revela não apenas culpada, mas uma psicopata fria e sanguinária, movida por inveja, obsessão amorosa e um ódio doentio por Donatela. A partir daí, a novela abandona qualquer zona de conforto e mergulha de vez no suspense, flertando sem medo com o terror psicológico. Assassinatos, manipulação emocional e uma vilã que parece sempre um passo à frente criam uma tensão que poucas novelas ousaram sustentar.

A produção impressiona. Direção, trilha sonora e fotografia elevam A Favorita a um nível que não deve nada a grandes séries americanas de suspense. Cada cena com Flora é construída para gerar desconforto, medo e fascínio — mérito absoluto da atuação e da escrita.

Os núcleos paralelos não são o ponto mais forte da novela, mas também não comprometem o conjunto. Funcionam como respiro narrativo sem quebrar o ritmo da trama principal, que é sólida, ambiciosa e implacável.

No fim, A Favorita entra para a história não apenas como uma grande novela, mas como um divisor de águas. Ela consolida João Emanuel Carneiro como um dos grandes autores do horário nobre e prova que a teledramaturgia brasileira pode brincar com gêneros, subverter expectativas e confiar na inteligência do público.

Uma novela que não pediu licença para ser diferente — e por isso mesmo, se tornou inesquecível.