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Com cara de sitcom dispensável, One Day At A Time é uma das grandes surpresas da temporada. A comédia da Netflix é uma das produções mais divertidas e tocantes do ano, abordando temas sérios e atuais. O elenco é repleto de bons nomes, sendo Rita Moreno a principal destaque. A atriz é vencedora do chamado EGOT (Emmy, Grammy, Oscar e Tony).
11) The Deuce
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O submundo brilhante do comércio sexual nova-iorquino regado a álcool, inebriado por drogas, manchado de sangue, sustentado pela violência e movido pelo dinheiro. Pornógrafos, cafetões, policiais, mafiosos, apostadores e prostitutas numa trama que sabe dedicar atenção a cada núcleo e dar voz de maneira pouco vista anteriormente às profissionais do sexo, mostradas como mulheres com profundidade e não apenas corpos alugados por prazer. Apesar do tema, não é um produto para punheteiros. O que está em jogo no drama de pegada vintage são os negócios, e saber que toda aquela efervescência tão bem recriada tem prazo de validade é um fator que só aumenta o interesse no caminhar errante dos personagens. (Taiani Mendes)
10) This Is Us
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A série sensação do ano passado entrou na nossa lista agora pois não tinha estreado no Brasil em 2016. Sem contar que o episódio mais marcante da primeira temporada (Memphis) foi exibido já em 2017. Um roteiro emocionante e atuações incríveis te esperam nesta maratona. Para ver acompanhado de uma caixa de lenços de papel, pois o choro é inevitável.
09) Insecure
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A segunda temporada da série criada e protagonizada por Issa Rae vai mais fundo onde a primeira apenas passou superficialmente. A vida da ‘mulher moderna e independente’ é desmitificada como uma espécie de ‘Sex & the City às avessas’. Ao longo dos episódios, a temporada navega com tranquilidade por vários temas sensíveis e transita com rapidez invejável entre o sarcasmo e o drama. Insecure absorve das mesmas fontes de comédias como Atlanta, Master of None, Better Things e Baskets, mas o seu diferencial é jamais tratar os problemas das protagonistas como conflitos da narrativa. Ela aceita cada questão como algo perfeitamente natural, e faz da honestidade é o seu maior trunfo. (Laysa Zanetti)
08) Stranger Things
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A série retorna para o nosso top 20 após mais uma ótima temporada, em que se aprofundou o desenvolvimento de personagens, se inseriu novos nomes de destaque e ainda abriu espaço para Noah Schnapp brilhar. Não fosse aquele sétimo episódio sem sentido, seria uma temporada próxima da perfeição. Agora resta paciência para esperar o terceiro ano.
07) The Good Place
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Divertida, original e muito, mas muito inteligente. A série parecia algo bobinho, mas cresceu e se tornou até reflexiva. Kristen Bell e Ted Danson arrasam na pele dos dois protagonistas, enquanto D'Arcy Carden surge maravilhosa como a Janet, personagem mais maravilhoso das séries em 2017. No momento, está no intervalo de midseason da segunda temporada. Felizmente, já foi renovada para uma terceira.
06) Legion
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A Fox não teve medo de arriscar ao criar sua série sobre o filho do Professor Xavier, de X-Men. Legion é psicodélica, original e, muitas vezes, simplesmente louca. E incrível, é claro! Dan Stevens e Aubrey Plaza comandam o inspirado elenco da série criada pelo ótimo Noah Hawley. Não é uma série fácil, mas definitivamente é única.
05) BoJack Horseman
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Logo quando você achava que BoJack Horseman não poderia ficar melhor do que a terceira temporada, vem a quarta. Há aqui um trabalho conceitual pautado nos relacionamentos humanos e nos ‘fantasmas do passado’. Assim, a temporada coloca todos os laços de afetividade sob a perspectiva das influências que cada um sofre ao longo da vida. A densidade fica a cargo da abordagem da depressão de BoJack, das inseguranças de Diane e da inesperada tristeza que é a história de Princess Carolyn. No fim, o que a temporada faz de mais correto é trazer para o centro da trama o quanto as relações familiares são sensíveis e mutáveis, o quanto elas definem e ao mesmo tempo não definem quem cada um se torna. Ela começa com a pergunta ‘Onde está BoJack?’, e enquanto o público espera por uma resposta concreta — onde ele está fisicamente —, no fim a que recebe é completamente filosófica. E totalmente satisfatória. (Laysa Zanetti)