Os jogos de The Last of Us possuem visuais impressionantes e surpreendentemente humanizados por conta do uso da captura de movimento de atores reais. A mesma estratégia de combinar computação gráfica e efeitos práticos foi aplicada na série da HBO, replicando os cenários, as sequências de ação e as criaturas fúngicas do game.
Nos últimos anos, a exploração do CGI em prol de resultados realistas com custos mais baixos para os estúdios vem deixando o público frustrado e saturado. Diante disso, as produções que conseguem unir as abordagens tradicionais de caracterização e acrobacias feitas por atores e dublês com a tecnologia de ponta na pós-produção acabam se destacando.
Esse é o caso de The Last of Us, que destina parte do orçamento robusto para desenvolver a parte visual da série de maneira cuidadosa e sofisticada. A equipe de efeitos especiais transformou cidades, telas de chroma key e atores maquiados em um espetáculo pós-apocalíptico e, para isso, os profissionais estiveram presentes nas locações pessoalmente durante as filmagens para que os cenários fossem recriados da melhor maneira.
Isso aconteceu de forma intensa nas gravações do 2º episódio da nova temporada, no qual a comunidade de Jackson sofre uma invasão de Infectados. Segundo o supervisor de efeitos especiais Alex Wang, a união dos efeitos práticos com o VFX é a melhor abordagem possível para cenas desse porte, visto que ele foi gravado em uma nevasca de verdade, no Canadá:
"Desde o encontro da Abby com os infectados, a gente não parou. Tivemos que combinar as acrobacias com os efeitos práticos e visuais. Essa é o melhor uso para efeitos especiais e esse é o nosso trabalho, fazer o público mergulhar na história que estamos contando", disse Wang em um vídeo de bastidores divulgado pela HBO.
Confira como as cenas de The Last of Us ficam sem efeitos especiais
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Os dois primeiros episódios da 2ª temporada de The Last of Us já estão disponíveis para streaming na Max.