Passaram-se pouco mais de dois anos desde que The Walking Dead se despediu dos espectadores após 11 temporadas, mas o universo criado por Robert Kirkman, primeiro em forma de quadrinhos e depois como uma das séries fenômeno da década passada, continua muito vivo através de seus spin-offs sequência. Sem ir muito longe, a temporada 2 de The Walking Dead: Dead City, a série protagonizada por Negan e Maggie está prestes a estrear na AMC+, e The Walking Dead: Daryl Dixon já gravou sua 3ª temporada.
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Embora com o passar das temporadas a série tenha mostrado sinais de desgaste e muitos seguidores tenham ficado pelo caminho, The Walking Dead foi uma das séries de maior sucesso após sua estreia em 2010 e conseguiu dar vida ao subgênero zumbi.
No entanto, embora tenhamos algumas etapas gravadas a fogo, como os primeiros dias de Rick após acordar do coma, a passagem do grupo de sobreviventes pela prisão, o Governador, Terminus ou o terror de Negan e os Salvadores, foram tantos episódios que muitas tramas e personagens acabaram sendo enterrados pelo tempo e já nem lembramos deles.
A maioria dos personagens completamente esquecidos encontramos na 1ª temporada, a única desenvolvida por Frank Darabont antes de sua demissão e frequentemente a melhor avaliada. Durou apenas seis episódios, mas serviu para estabelecer o universo criado por Kirkman e compreender que ninguém estaria seguro em um mundo repleto de mortos-vivos.
Os primeiros membros do acampamento original de Atlanta a morrer foram Amy e Ed, que lembramos por serem a irmã de Andrea e o marido de Carol, respectivamente, e também Jim, um dos que menos lembramos. No entanto, frequentemente esquecemos também de Jacqui, outra sobrevivente do acampamento interpretada por Jeryl Prescott.
Contudo, a realidade é que a morte de Jacqui teve um papel essencial em fazer os espectadores compreenderem o que poderiam esperar de uma série como esta.
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Ao chegar ao Centro de Controle de Doenças, os sobreviventes descobrem que lá resta apenas um cientista, o Dr. Edwin Jenner, que revela detalhes pouco esperançosos sobre a doença: não há cura possível. Convencido de que desaparecer é a melhor opção, Jenner prende o grupo dentro e revela que o edifício explodirá, mas Rick o convence a deixá-los escapar. Jacqui, no entanto, decide ficar e explode junto com o edifício.
O final da 1ª temporada acabava assim com qualquer vislumbre de esperança que pudesse haver não só entre os protagonistas, mas também entre os espectadores, que inevitavelmente se perguntavam se valia a pena lutar pela sobrevivência, como Rick, ou se, como Jacqui, seria melhor abandonar o mundo antes de se tornar comida de zumbi.
Além disso, a morte de Jacqui foi a primeira vez, entre aspas, que a série deixou claro que ninguém estava seguro na ficção zumbi. "Acho que é incrivelmente realista que alguém decida terminar sua jornada em vez de continuar com medo. Foi uma surpresa, que só soube quando recebi o roteiro", afirmou convencida Jeryl Prescott ao The Walking Dead Brasil por ocasião do décimo aniversário.
*Conteúdo Global do AdoroCinema