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Século XV, na China. Uma série de cidadãos locais está construindo a Grande Muralha, e de repente surge no trailer o branquíssimo Matt Damon combatendo inimigos e descobrindo segredos do outro lado da construção. Mas o que faz o americano naquele contexto?
Muitas pessoas têm criticado o filme, ainda inédito, com acusações de whitewashing, ou seja, a prática de escolher atores brancos para personagens de etnias não brancas - como os recentes casos de Scarlett Johansson como japonesa em Ghost in the Shell, Johnny Depp vivendo um índio em O Cavaleiro Solitário ou Christian Bale interpretando um egípcio em Êxodo: Deuses e Reis.
Matt Damon já havia explicado que A Grande Muralha traz um caso totalmente diferente. De fato, o ator sempre foi muito comprometido com causas sociais, e certamente teria sido cauteloso com uma situação destas. Agora, em entrevista ao The Hollywood Reporter, ele volta à questão, reiterando que "o personagem sempre foi imaginado como europeu", no caso, um soldado britânico que se encontra na China por causa da guerra.
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O ator espera que a polêmica desapareça quando "as pessoas descobrirem que este é um filme de monstros, uma fantasia histórica. Eu não roubei o personagem de nenhum ator chinês... O papel não sofreu alteração nenhuma por minha causa".
Ele culpa o sensacionalismo da mídia pela insistência em casos como este: "Isso se torna uma história porque as pessoas clicam nela. Antigamente, a história seria vetada antes de chegarmos nesse ponto. Eventualmente as pessoas vão parar de clicar nessas coisas absurdas porque você percebe que não existe nenhuma verdade quando lê a história".
A Grande Muralha chega aos cinemas em fevereiro de 2017.
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