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por Lucas Salgado
Você sabia que 19 de junho é considerado o Dia do Cinema Brasileiro? E você sabe o motivo? Muita gente pensa que trata-se do dia em que foi realizada a primeira sessão de cinema no Brasil, mas não é o caso. Tal sessão ocorreu em um 8 de julho de 1896, no Rio de Janeiro. A data, na verdade, destaca a ocasião das filmagens do primeiro filme nacional, Vista da Baia da Guanabara, do cinegrafista italiano Afonso Segreto, que foi rodado em 19 de junho de 1898.
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Desde então, se passaram 114 anos e o cinema brasileiro viveu muitos altos e baixos para hoje ser apontado como um dos mais diversificados do mundo. São poucas cinematografias que podem se dar o luxo de lançar obras tão diferentes como E Aí... Comeu? (foto acima) e Febre do Rato num mesmo dia, o que irá acontecer na próxima sexta-feira (22).
O cinema nacional caiu no gosto popular nas décadas de 30 e 40, a partir da chegada do som e da industrialização. Filmes como Limite, Ganga Bruta, Alô, Alô Carnaval e O Ébrio são lembrados até hoje. Nos anos 50, tivemos as chanchadas da Atlântida, com destaque para O Homem do Sputnik, e os longas de Amácio Mazzaropi.
Procurando romper com esta vertente popular da sétima arte, o Cinema Novo chegou fazendo barulho nos anos 60 a partir de obras como Vidas Secas, Deus e o Diabo na Terra do Sol, Os Fuzis, Terra em Transe e muitos outros. Isso sem falar em O Pagador de Promessas (foto abaixo), que conquistou a Palma de Ouro do Festival de Cannes.
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O realismo do Cinema Novo continuou com muito espaço e influenciando muita gente na década de 70. Mas o movimento já não estava sozinho e acabou encontrando a companhia do Cinema Marginal de Rogerio Sganzerla (O Bandido da Luz Vermelha) e Julio Bressane (Matou a família e foi ao cinema).
A partir do final dos 70 e início dos 80, os filmes brasileiros passaram a ganhar mais destaque nas bilheterias. Dona Flor e Seus Dois Maridos levou quase 11 milhões de espectadores aos cinemas, num recorde que só foi superado por Tropa de Elite 2. A Dama do Lotação e Lúcio Flávio, o Passageiro da Agonia foram assistidos por mais de 5 milhões de pessoas. Também não podemos esquecer dos Trapalhões, que possuem 15 filmes dentre as 30 maiores bilheterias de todos os tempos no Brasil.
Após sofrer com o final da Embrafilme no início dos anos 90, o cinema nacional voltou a respirar em 95, com os lançamentos Terra Estrangeira e, principalmente, Carlota Joaquina, Princesa do Brasil. Daí surgiu a chamada Retomada, cujos principais destaques de público foram Central do Brasil, Cidade de Deus (foto abaixo), Carandiru, 2 Filhos de Francisco, Se Eu Fosse Você 2 e Tropa de Elite.
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O AdoroCinema celebra hoje o Dia do Cinema Brasileiro, mas aqui abrimos sempre espaço para as produções de nosso país. E lembramos ainda que temos muita coisa de destaque para chegar, como Histórias que Só Existem Quando Lembradas, À Beira do Caminho, Corações Sujos, Faroeste Caboclo, Somos Tão Jovens, Totalmente Inocentes, O Diário de Tati, Os Penetras, De Pernas pro Ar 2, dentre outros.