Em 2004, o animador Buck Woodall apresentou seu projeto "Bucky, the Wave Warrior" para a Disney (bem, para sua nora, que estava trabalhando como assistente em uma produtora de live-action). Sua surpresa veio ao descobrir que, após rejeitá-lo, em 2016 a produtora lançou Moana - Um Mar de Aventuras, com um enredo suspeitamente parecido com o de seu filme. Obviamente, ele correu ao tribunal para registrar uma queixa exigindo indenização... mas, no final, a acusação de plágio não foi confirmada.
A verdade é que havia motivos para desconfiança, pois tanto Moana quanto Bucky tinham certas semelhanças: ambas as histórias tratavam de adolescentes que embarcam em uma jornada perigosa contra a vontade dos pais. Além disso, em sua obra o protagonista também vive sua aventura ao lado de um semideus tatuado com quem salva uma ilha polinésia. Houve também outros momentos que se repetiram em ambos os projetos, como uma tempestade no mar ou a navegação pelas estrelas.
Por sua vez, a Disney declarou que ninguém na empresa teve acesso ao roteiro de Woodall e havia várias diferenças: "Bucky é branco; Moana é da Oceania. Bucky é do continente americano; Moana é indígena da ilha fictícia de Motunui. Bucky vive nos dias modernos; Moana vive milênios no passado. Bucky é um adolescente comum; Moana é a futura chefe de seu povo. Bucky quer aprender a surfar, enquanto Moana quer continuar a história orgulhosa de seu povo como os maiores viajantes oceânicos que o mundo já conheceu".
No final, de acordo com a Variety, o júri decidiu que Buck Woodall estava errado e que a Disney não teve acesso aos roteiros ou tratamentos anteriores, e que eles possivelmente nunca tinham ouvido falar de Bucky antes da acusação. De qualquer forma, o assunto ainda não acabou, pois há outro caso pendente: o posterior plágio de Moana 2 com a história de Bucky, the Wave Warrior. Teremos que esperar pelos próximos capítulos...