Ainda Estou Aqui: Como estão os filhos de Rubens Paiva e Eunice atualmente?
Maria Santos
Maria Santos
Maria Clara decidiu estudar audiovisual para juntar o melhor de todos os mundos. Apaixonada pelo cinema independente e também pelos famosos filmes da sessão da tarde, não dispensa indicações e nem julga um filme pela sinopse.

Filme de Walter Salles acompanha a emocionante trajetória da família Paiva, vítima da ditadura militar brasileira.

Aclamado em solo nacional e internacional, Ainda Estou Aqui recebe o selo de obra-prima, com cinco estrelas atribuídas pela crítica do AdoroCinema! Não é à toa que a obra de Walter Salles foi escolhida pela Academia Brasileira de Cinema para representar o Brasil na disputa por uma vaga na categoria de Melhor Filme Internacional no Oscar 2025.

A história da família Paiva vem conquistando o público brasileiro desde seu lançamento na última quinta-feira (7). Ambientada em 1970, a história retrata a trajetória de Eunice Paiva durante a ditadura militar no Brasil. Sua vida comum, casada com um importante político, muda drasticamente após o desaparecimento de seu marido, capturado pelo regime militar.

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Forçada a abandonar sua rotina de dona de casa, Eunice (Fernanda Torres/Fernanda Montenegro) se transforma em uma ativista dos direitos humanos, lutando pela verdade sobre o paradeiro de seu marido e enfrentando as consequências brutais da repressão.

Além da inquestionável potência de Fernanda Torres em cena, a narrativa nos mostra a infância, adolescência e vida adulta dos cinco filhos de Eunice e Rubens: Vera, Eliana, Ana Lúcia, Maria Beatriz e Marcelo. Mas como eles estão atualmente?

Marcelo Rubens Paiva

Vittorio Zunino Celotto/Getty Images

Marcelo Rubens Paiva dedicou-se à literatura para contar a trajetória de sua família, sendo Ainda Estou Aqui uma adaptação de seu livro, que narra a emocionante trajetória de sua mãe, durante a ditadura militar no Brasil. Além de escritor, ele dedicou sua vida profissional à dramaturgia e ao jornalismo. Atualmente, é colaborador e roteirista de filmes e séries, muitas vezes baseados em suas obras.

Vera Paiva

Felipe Goncalves/Brasil 247

Vera Paiva é uma renomada psicóloga social. Professora titular na Universidade de São Paulo desde 1987, ela dedicou sua vida à inovação das práticas de saúde (prevenção e cuidado), em especial no campo da Aids, com ênfase no estudo psicossocial da desigualdade, especialmente nas áreas das sexualidades e dos gêneros.

Assim como o irmão, possui alguns livros publicados, mas dentro de sua área, como Evas, Marias, Liliths: As Voltas do Feminino e Fazendo Arte com a Camisinha: Sexualidades Jovens em Tempos de Aids. Atualmente, além de lecionar, é orientadora nos programas de Psicologia Social/IPUSP, Medicina Preventiva/FMUSP e Saúde Pública/FSPUSP e co-coordena o NEPAIDS-USP (Núcleo de Estudos para a Prevenção da Aids).

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Assim como sua mãe, Vera teve uma importante participação na Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos (CEMDP), principalmente durante o ano de 2022, quando o governo vigente tentou extinguir a Comissão e encerrar as investigações sobre mortos políticos, e ela deixou clara seu posicionamento. Confira um trecho da fala de Vera durante a votação contra a extinção da CEMDP:

"Não nos peçam para esquecer os motivos da luta daqueles que foram presos, torturados e assassinados em tempos de ditadura militar, que nesse caso da tortura, desaparecimento e assassinatos políticos nunca acabaram. Retire nossa a assinatura deste relatório final. Assumam sem nossa cumplicidade o modo como querem entrar para a história. Não nos peçam para esquecer, SEMPRE ESTAREMOS AQUI. Cito entre aspas trechos do livro de Marcelo Rubens Paiva, meu irmão Ainda estou aqui. Meu voto (Vera Paiva) contra a extinção da CEMDP em 15/12/2022."

A CEMDP foi criada com a finalidade de reconhecer pessoas mortas ou desaparecidas em razão de suas atividades políticas, de envidar esforços para a localização dos corpos dessas pessoas, e de emitir pareceres sobre os requerimentos relativos a indenizações que possam ser formulados por seus familiares. Vera foi uma voz forte e importante no Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania para que a Comissão Especial retomasse suas investigações em 2024.

Eliana Paiva

Reprodução TV Globo

Eliana tinha apenas 15 anos quando foi presa pelos militares, um dia após o sequestro de seu pai. Ela passou décadas sem falar sobre o assunto, até o início da Comissão da Verdade.

Assim como seus irmãos, seguiu a carreira de jornalista e professora, dividindo seu tempo como editora de arte. Eliana prefere manter-se longe da mídia.

Maria Beatriz Paiva

Assim como sua irmã mais velha, Vera Paiva, Maria Beatriz seguiu carreira na psicologia. Atualmente, leciona na área.

Ana Lúcia Paiva

Eduardo Simões/Acervo da Família / Instagram / @realkealasettle / Acervo

Walter Salles se tornou um grande amigo da família Paiva devido à sua amizade com Ana Lúcia, ou Nalu, para os mais próximos. Formada em matemática, Nalu seguiu carreira como empresária, distanciando-se um pouco do caminho seguido pelos irmãos e pais.

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