Existem finais que destroem qualquer um. Alguns você vê chegando, mas há outros que são tão chocantes e tristes que podem destruir uma geração inteira. Afinal, cada um tem seu próprio trauma cinematográfico. Um dos filmes que ela deixou os jovens dos anos 2000 com a boca aberta e o coração partido foi Ponte Para Terabítia.
O filme, lançado em 2007, é dirigido por Gábor Csupó e baseado no romance homônimo de Katherine Paterson. O roteiro da adaptação é escrito por David L. Paterson, filho da autora do livro. Josh Hutcherson e AnnaSophia Robb são os protagonistas desta aventura fantástica, também estrelada por Zooey Deschanel, Robert Patrick e Bailee Madison.
No filme, Jess é um menino de 12 anos que tem muita imaginação e não se sente à vontade na escola. Ele acaba se tornando amigo de Leslie, a nova garota da turma, pois os dois têm algo em comum: histórias fantásticas. Ela adora contá-las e ele ama desenhá-las. Juntos, eles criam o mundo imaginário de Terabítia, que só pode ser alcançado balançando-se em uma corda e atravessando um riacho. Eles são os governantes do lugar, mas terão que enfrentar criaturas malignas.
Tudo indica que estamos diante de uma bela história de aventuras e fantasia. E Ponte para Terabítia é. Até o seu fim. Na última parte do filme, Jess chega em casa e seu pai avisa que Leslie morreu: a jovem bateu com a cabeça quando a corda que eles usavam para balançar foi rompida.
Como se isso já não fosse triste o suficiente, o momento é inspirado em um evento real. Paterson, autora do livro no qual o filme é baseado, escreveu o livro depois que a amiga de seu filho, Lisa Hill, foi atingida por um raio e morreu aos 8 anos.
Quando David mudou o roteiro para que um estúdio o levasse para a tela grande, ele teve problemas justamente por causa do final. Ele até reconheceu que algumas empresas pediram para não matar a personagem dela, colocá-la em coma e depois acordá-la. Por fim, foi a Buena Vista, subsidiária da Disney, que aceitou o projeto e manteve o triste final.