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Adriano Côrtes Santos
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1.229 críticas
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5,0
Enviada em 5 de janeiro de 2025
"Um estudo visual e emocional da dor e da mortalidade, 'Gritos e Sussurros' é uma obra indispensável para amantes do cinema profundo e reflexivo." Uma obra-prima de Ingmar Bergman, "Gritos e Sussurros" é um mergulho intenso na psique humana e nos relacionamentos familiares. A direção minimalista é complementada pela fotografia impecável de Sven Nykvist, que utiliza tons de vermelho e sombras para transmitir o estado emocional dos personagens. As atuações são extraordinárias, especialmente de Harriet Andersson, que entrega uma performance devastadora como a mulher moribunda. A exploração do sofrimento, do perdão e da mortalidade é feita com profundidade filosófica, mas pode ser emocionalmente extenuante para alguns espectadores. Bergman conduz o espectador por um labirinto de emoções cruas e desconfortáveis, tornando o filme uma experiência artística singular, mas talvez difícil para aqueles que buscam entretenimento leve.
Ingmar Bergman dispensa comentários. Todavia,gostaria de ressaltar os ambientes monocromáticos em tons do vermelho.A bela Ingrid Thulin perturba e apaixona como em todos os filmes de Bergman que protagonizou.
Também achei o filme interessantíssimo e entendi assim também, a questão do silêncio, solidão, coisas que Ingmar Bergman tanto aborda em seus filmes, por ele mesmo viver esse tipo de contexto. Suas brigas internas psicológicas são expandidas e expressas em seus filmes e "Gritos e Sussurros" é um dos que já vi mais enfáticos e explícitos ao que ele quer passar. Excelente, indico!
Gritos e Sussurros vê com toda dramaticidade silenciosa e cruel de Bergman a angústia do homem sempre sozinho, amedrontado, revoltado com sua condição. Nesse acerto e contas entre irmãs, percebe-se três personalidades, três formas de lidar com o amargor, os rancores, o ódio. Karin, a mais velha, tem uma consciência ampliada, diz conseguir enxergar tudo. Nesse excesso de consciência e por características pessoais, acaba por sobrepor a feiura do mundo à beleza, assumindo atitude de luto, de ódio, de resignado sofrer. Maria segue a linha oposta de relação com a revolta: indiferença, cinismo, desprezo. Agnes por outro lado, revela-se fervorosa, numa atitude de santo. Martiriza-se para não agredir o outro. Excessivamente consciente do mundo, como todas, assume postura de otimismo resignação, fé e autoflagelo que leva a morrer dos nervos. A empregada apara-se em total na fé, sendo supridos seus desejos pela santidade e resignação. Ótima fotografia, paisagem silenciosa e triste típica da Escandinávia emoldurando um conflito de família. Grande obra-prima!
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