Assim como toda boa franquia, "Alien" já havia chegado ao seu fim... Isso até outro diretor se aproveitar do sucesso da série e lançar mais um título. Nesse caso, quem comanda o barco é Jean-Pierre Jeunet (no qual seu único sucesso veria logo após, com "O Fabuloso Destino de Amélie Poulain"). O diretor não é incompetente, mas fica claro que sua intenção era só arrecadar dinheiro com o nome da franquia. Com isso nasce "Ressurreição", um filme completamente insignificante, que só não torna-se um completo fracasso, por ter nomes conhecidos (e ainda carismáticos) no elenco.
Por começar com o enredo, que além de TOTALMENTE forçado e desnecessário, não se desenrola bem, faltando originalidade, e puxando descaradamente elementos já conhecidos dos dois primeiros filmes da série. "Alien 3" já não era um filme tão bom quanto os anteriores, principalmente pelo seus péssimos efeitos especiais, mas havia trazia um final totalmente digno (tanto para série, quanto para a protagonista Ripley). Em "Alien: A Ressurreição", assim como o nome já deixa claro, temos um conceito exagerado, sem se preocupar com a lógica, e terminado em um final nada empolgante ou inovador.
As atuações são outras características dispensáveis, tendo em vista que Ellen Ripley é novamente a única personagem memorável, ainda que seja mais ilógica e "robótica" do que nos filmes anteriores (quem assistiu sabe do que estou falando). Apesar de gostar muito de Winona Ryder e Ron Perlman, ambos fazem papéis completamente idênticos à outros personagens dos filmes anteriores. Isso, no caso, não é culpa deles, mas sim do péssimo roteiro. O resto do elenco aparece tão pouco na tela que nem percebemos suas existências.
Por fim, "Alien: A Ressurreição" nada mais é do que um final alternativo para a franquia "Alien", mais infantil e familiar. É um filme fraquíssimo, não só pela péssima história, mas por trazer atuações insignificantes, nada originais ou memoráveis, como nos filmes anteriores. É, sem dúvida, o pior dos 4 filmes da franquia, e um daqueles títulos que esperávamos que nunca tivessem sido feitos.