Bom filme, mas que não chega a empolgar. "Yentl" bate na velha tecla da mulher que se veste de homem para poder ter os privilégios que os homens possuem, já visto em diversos outros filmes. O problema é que aqui a caracterização de Barbra Streisand como Angel, sua "versão masculina", é mal feita, já que apesar das mudanças ainda assim são muito visíveis os traços femininos que ela possui. Isto acaba causando uma certa estranheza ao fato de ninguém nem ao menos suspeitar de que Angel seja, na verdade, uma mulher. O filme até tem um ritmo bom, com algumas canções se encaixando bem no clima de leveza que a história quer passar ao público, mas ele apenas consegue trazer algo de novo e interessante quando Angel se casa com a personagem de Amy Irving. Esta situação inusitada acaba mudando o rumo da história, tirando o foco de Avigdor e passando-o para Hadass. É a partir deste momento que Amy Irving começa a crescer no filme, apesar de considerar que sua indicação ao Oscar de melhor atriz coadjuvante tenha sido um exagero. No geral "Yentl" é um daqueles filmes que conseguem entreter durante sua duração, desde que não se exija muito dele. Existe um certo exagero também na quantidade de músicas cantadas por Barbra Streisand, quando em vários pontos do filme a trama simplesmente é interrompida para que ela possa cantar."