Muito bom filme! De fato fecha com chave de ouro uma das maiores e mais bem sucedidas trilogias de Hollywood. este terceiro capítulo aborda a questão do poder e interesses presentes no domínio de bairros ligados aos chefões da máfia, além de também inserir o mais alto escalão da igreja nesses jogos.
O filme mantém suas características com diálogos poderosos, a lealdade e hierarquia da família Corleone e traz novas bem interessantes. A questão de gangues rivais é deixada um pouco de lado, e o diretor Francis Ford Coppola e Mario Puzzo procuram dar uma maior ênfase em Michael, agora mais velho e doente, e como ele lida com os acontecimentos e decisões que tomou durante toda sua vida, especialmente com os seus parentes mais próximos. Além de questioná-lo e fazê-lo se confrontar com a relação atual e de toda vida com seus filhos e com sua ex-esposa Kay.
Esse filme nos traz lembranças dos primeiros filmes, onde Michael apresenta o berço da família Corleone à Kay, e procura mostrar uma amior humanidade, arrependimento e fraquezas de Michael já no fim da vida. E acaba como o primeiro, com um novo personagem assumindo a chefia da família e com um fim triste para "o poderoso chefão" dos Corleone.
Contém, como os primeiros, cenas clássicas e de alto impacto, como a morte de personagens principais dentre outras, em especial nas cenas finais. Como disse, o roteiro procurou explorar novos aspectos da maturidade da maioria dos personagens e perde um pouco das reviravoltas e amior complexidade da trama, sendo por isso na minha opinião o mais fraco da trilogia e não envolve tanto o espectador, não que seja um grande demérito, pois ainda sim é um dos grandes filmes da história do cinema. É que se formos comprar com os dois primeiros é covardia, já que eles são igualmente perfeitos em todos os quesitos.
Elenco entrosado e sempre competente, cokm destaque absoluto para Al Pacino que brilhou, especialmente em algumas cenas chave, Diane Keaton e Andy Garcia, além de ótimos coadjuvantes, incluindo aí jovens promessas, como a futura competente diretora Sofia Coppola e a perfeita e belíssima Bridget Fonda. Mais uma vez vemos uma fotografia, uma direção de arte, figurinos, edição e trilha sonora irretocáveis e um Coppola mais experiente e ainda mais preciso pilotando com extrema tranquilidade e maestria mais esse capítulo da série mostrando um ótimo e épico final para a família Corleone. Imperdível e obrigatório, assim como os demais!